Solidão versus solitude: saiba qual a diferença?

18/05/2021 às 17:48 Coaching

Solidão versus solitude: saiba qual a diferença?

Todos somos sozinhos. Mesmo que sejamos seres sociais, não há como evitar o fato de que nascemos e morremos sozinhos, e que durante boa parte da vida também estaremos a sós conosco mesmos.

Estar na presença de outras pessoas é uma fonte de prazer e satisfação, mas quando procuramos não estar sozinhos de maneira excessiva, isso pode sinalizar fuga de estar na própria presença.

Desde cedo somos ensinados sobre a importância de manter laços, valorizar a companhia e conviver com outras pessoas, afinal nossa espécie tem sobrevivido desta maneira e isso é fundamental para desenvolvermos o senso de coletividade. No entanto, recolher-se à própria companhia pode ser muito importante e vamos ver o porquê.

O que é Solidão?

Segundo o dicionário, a solidão é o estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só, sensação de isolamento. Portanto, a solidão é um sentimento, uma perspectiva. Um indivíduo pode estar cercado de pessoas e ainda assim se sentir só. Podemos perceber a solidão por meio da dor e do sofrimento oriundos de uma perda, ou mesmo pela capacidade de estar só na ausência do outro.

Segundo a Psicologia, a solidão caracteriza-se pela ausência afetiva de um outro e está intimamente relacionada com o sentimento ou sensação de se estar só. É quando a pessoa está geograficamente próxima mas afetivamente distante, não há aproximação psicológica na interação e na comunicação emocional.

Logo, a solidão pode ser definida como uma reação emocional de insatisfação decorrente da falta ou deficiência nos relacionamentos interpessoais significativos, incluindo o isolamento.

Essa solidão pode diminuir ou aumentar pelas influências externas, mas só será resolvido se a pessoa respeitar sua solidão, passando a aproveitar os benefícios da própria companhia.

Alguns autores afirmam que “estar só” é um sinônimo de “ser”. O indivíduo apenas consegue vivenciar bem a sua solidão quando teve uma base que o permitiu estar só com alguém, por exemplo, mãe ou cuidadora responsável. Ao longo da vida, pode ir construindo essa relação consigo próprio a partir de sua própria sustentação.

Pessoas que se tornam mais rígidas e indisponíveis para a própria solidão, acabam tornando-se mais solitárias.

Pertencimento

Existem alguns fatores ambientais que podem agravar a sensação de solidão. Dentre eles a sensação de pertencimento. Algumas pessoas não se sentem pertencentes ao ambiente em que vivem, seja o familiar ou geográfico/cultural. Por isso, a criação de vínculos afetivos fica prejudicada e a comunicação é dificultada. A pessoa se vê como estrangeira naquele local ou com aquelas pessoas com que convive, e passa a isolar-se por não ter com quem compartilhar das mesmas ideias e ideais. Isso cria uma sensação de alheamento ao ambiente

Comportamentos

Essa falta ou suposta falta que leva ao sofrimento na solidão desencadeia comportamentos de compensação ligados ao consumo, tais como comprar ou comer. Há uma busca por tentar se completar ao ingerir, por tentar preencher o que falta ou o vazio, o que está na base de um mundo individualista que cria espaço à solidão.

Um comportamento muito atual que demonstra a solidão do ser humano atualmente são as relações sexuais, cada vez menos duradouras e com trocas que ciclam rapidamente, podem econder uma necessidade obsessiva de “alimento contra o vazio”.

Sentimentos

A solidão pode se confundir ou ser sinalizada por:

  • falta de amigos;
  • sensação de desamparo;
  • impotência;
  • desilusão;
  • rejeição;
  • saudade;
  • abandono;
  • insegurança;
  • ansiedade;
  • falta de esperança;
  • desespero;
  • sensação de inutilidade;
  • insignificância;
  • ressentimento;
  • incomunicabilidade;
  • e até mesmo desencadear depressão.

Individualismo

A sociedade contemporânea é marcada por diversos avanços científicos e tecnológicos e pela expansão da comunicação, mas tem gerado uma enorme solidão no ser humano. O estilo de vida individualista tem promovido o sentimento de estar sozinho em meio ao mundo em inúmeros indivíduos, que não se sentem mais “conectados” uns com os outros.

O que é Solitude?

A solitude, por outro lado, é quando o indivíduo aproveita a solidão para entrar em contato consigo mesmo e, a partir daí, desenvolver inteligência emocional, amadurecer e melhorar significativamente seus relacionamentos. É escolher estar em tranquilidade com a própria essência.

Pessoas que veem seus momentos consigo mesmos como uma prática positiva acabam aprendendo como se sustentar emocionalmente em diversos ambientes. Com isso, utilizam o tempo sozinho para alinhar os pensamentos e os sentimentos, para se autoconhecer.

É através do autoconhecimento que o indivíduo consegue sustentar sua solidão a longo prazo, ou seja, desenvolver recursos interiores, sua força e senso de direção, para poder usá-los como base de um relacionamento significativo com os outros. A solitude pode ser um método efetivo para lidar com conflitos nas redes sociais e com as tensões interpessoais.

Perspectivas

A solitude é uma escolha pessoal, que pode ser obrigatória ou circunstancial. Por isso, solitude não é sinônimo de solidão. Algumas pessoas relatam que estar sozinho pode ser restaurativo porque envolve menos pressões sociais e dá ao indivíduo um tempo para “respirar”.

Existem diversas formas de praticar a solitude, por exemplo, através da meditação e da criatividade. Uma forma de meditação ativa é o mindfulness, também conhecido como Atenção Plena, e é voltado para a contemplação do agora e da própria respiração.

É melhor viver só do que mal acompanhado?

Não é bem como o ditado diz: pessoas que vivem sozinhas adoecem com maior frequência, são mais propensas a doenças cardiovasculares e infecciosas, e ainda tem que encarar a própria doença sozinhos, tendem a ter menor qualidade de sono e tendem a se matar mais do que indivíduos casados. A solidão é pior quando em idosos, pois ameaça sua vida tanto quanto a obesidade e o tabagismo.

Uma possibilidade para ir em direção à solitude de forma saudável é desenvolver redes sociais de apoio com indivíduos que estejam próximos emocionalmente, a partir das quais se possa beneficiar do bem estar trazido pelas conexões humanas, ao mesmo tempo em que não se menospreze ou descarte os momentos de reflexão sozinho.

Como sei se estou vivenciando uma solidão ou solitude?

Para entender se o momento em sua própria companhia está sendo proveitoso ou prejudicial, é só se perguntar como estes momentos o fazem sentir? Uma sensação de perda e desconexão ou uma sensação de aprendizado vindo de si mesmo?

Aproveite o tempo consigo mesmo para fazer algo criativo, sem expectativas e que só dependa de você, o contato consigo mesmo vai se tornando algo natural e produtivo justamente por não ser direcionado à expectativas.

E você, aproveita os momentos consigo mesmo? O Coaching pode te ajudar a ter mais reflexões e impulsionar a sua vida!

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Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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