Você sabe o que são padrões familiares?

09/11/2021 às 20:47 Hipnose

Você sabe o que são padrões familiares?

Quando falamos em padrões familiares não devemos nos apegar apenas as questões negativas que carregamos de nossos ancestrais. Afinal, é claro que muito do que é passado de geração para geração tem uma carga positiva que se reflete em nossos pensamentos e atitudes. 

Porém, neste conteúdo do IBND (Instituto Brasileiro de Neurodesenvolvimento) vamos nos apegar a padrões familiares negativos que se não forem trabalhados podem trazer consequências negativas para as gerações futuras. 

Alguma vez você já sentiu estar cometendo as mesmas atitudes que, por exemplo, sempre julgou nos seus pais ou avós? De um jeito especifico de lidar com o dinheiro — esbanjando ou abusando da mesquinhez — até a mania de reclamar, muitos de nós, em algum momento, podemos reproduzir um hábito ou comportamento familiar que nunca apreciamos.

Nem sempre é fácil nos darmos conta disso. Em geral, é mais fácil que alguém de fora (um cônjuge, por exemplo) chame a atenção para esta repetição com frases como “Você está parecendo sua mãe” ou “Só podia ser filho seu pai mesmo”.  E é comum levarmos um susto ao tomarmos consciência desta repetição. 

Mas afinal, por que temos a tendência de repetir atitudes que criticamos em nossos pais?

Cada família é um sistema único formado por um conjunto de crenças de comportamento que direcionam maneiras de aprender e enfrentar a vida. Ou seja, para cada tema, cada família pode atribuir um valor diferente e um sentido único. E esta dinâmica costuma ser passada de geração para geração.

Ademais, segundo a tese epigenética, o DNA guarda muitas informações. E ao longo de nossas vivências, parte das informações são inibidas e outras não, mas todas elas são passadas aos filhos geneticamente. Muitas vezes o comportamento, mesmo disfuncional, permanece, pois a pessoa não consegue mudar algo que está em seus genes. 

A falta de repertório e o medo favorecem a repetição de padrões?

Sem dúvidas precisamos levar em conta a ligação entre a reprodução de certas atitudes a ausência de repertórios. Um jovem que more até os 25 anos com os pais, pode repetir algumas condutas de seus progenitores  no início de sua vida adulta, porque são os únicos comportamentos disponíveis em seu repertório.

Além disso, o medo também é um elemento de extrema importância quando falamos em padrões familiares. Afinal de contas, é mais fácil reproduzir comportamentos do que quebrá-los, ou seja, é mais fácil manter um padrão conhecido do que sair da zona de conforto. Pois isso requer autoconfiança!

Como quebrar o padrão sem causar sofrimento?

Fazer algo diferente gera medo, mesmo que inconsciente, de perder o amor dos familiares e de sofrer rejeição. Porém, somos indivíduos únicos, e quando nos permitimos um processo de autoconhecimento, percebemos que podemos nos diferenciar, sem necessariamente ter que romper relações com aqueles que amamos. 

É importante não deixar que padrões familiares se tornem uma obrigação, tanto no sentido de quebrá-los quanto de mantê-los. Mantenha o repertório disponível para sua compreensão, e quando sentir necessidade e conforto para quebrá-lo ou alterá-lo, faça-o. 

Propor a si mesmo exercícios para desenvolver o autoconhecimento pode ser interessante, pois a partir deles você aprenderá a reconhecer necessidades e valores, e avaliar a maneira com que se gostaria de se relacionar consigo mesmo e com os outros. Isto, sem dúvidas, o ajudará a identificar situações próprias ou modelos aprendidos que estão sendo repetidos. 

No entanto, se a repetição dos padrões familiares estiver trazendo consequências sérias para si mesmo e para seus relacionamentos interpessoais, a Hipnose pode ser uma boa ideia. Esta ferramenta promove um ambiente seguro para refletir a origem de seus comportamentos, ajudando a descobrir a origem dentro da sua cultura familiar. 

Esta reflexão traz consciência e facilita o desenvolvimento de estratégias para quebrar padrões familiares de forma mais gradual e menos danosa. Quer entender mais sobre hipnose? Conheça o curso de hipnose do IBND.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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