Tudo sobre a Ansiedade no século 21

21/04/2021 às 14:04 Hipnose

Tudo sobre a Ansiedade no século 21

Você tem percebido como os índices de ansiedade têm aumentado ao longo do tempo? O que está nos tornando cada vez mais ansiosos?

A ansiedade é uma das grandes palavras do século. Segundo os dicionários, encontramos como definição a ansiedade sendo como um grande mal-estar físico e psíquico, uma espécie de aflição, agonia.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), nos últimos 15 anos houve um aumento significativo na frequência de transtornos relacionados à ansiedade em todo o mundo. Especialmente o Brasil está entre os líderes nas estatísticas dos níveis de ansiedade, sendo o país com a maior taxa de portadores de distúrbios relacionados à ansiedade no mundo, já que o cenário atual nos coloca em contato com diversos problemas sociais como instabilidade econômica, condições precárias de vida e condicionamentos culturais geradores de doenças mentais. Cerca de 1 ⁄ 3 dos brasileiros consideram estressante viver no Brasil. Mas você sabe o que é ansiedade e a diferença entre sintomas ansiosos e um transtorno de ansiedade?

Emoções

A ansiedade faz parte da vida, especialmente quando entramos em contato com experiências novas, mudanças de rotina e desafios, sendo muito importante para o nosso funcionamento e sobrevivência. Sendo uma emoção protetora e funcional que nos ajuda a sobreviver e melhor se adaptar ao ambiente. O transtorno de ansiedade se instala quando o indivíduo não possuie inteligência emocional  para lidar com as situações e se preocupa demasiadamente com algo que irá ou poderá acontecer, passando a interferir diretamente na rotina e na qualidade de vida da pessoa.

Ansiedade

Um sentimento vago e desagradável que envolve medo, apreensão, tensão e desconforto caracterizado pela antecipação do perigo, de algo estranho ou desconhecido, a  ansiedade é a reação fisiológica do organismo para se preparar para agir diante de uma reação ameaçadora, seja ela real ou imaginária. Em determinadas situações, precisamos avaliar se a reação é ameaçadora realmente ou não, e como iremos enfrentar: lutando, fugindo ou congelando diante das oportunidades. Geralmente a resposta ao agente estressor é resultados a interação entre as características individuais e as demandas do meio em que está inserido, bem como a percepção do indivíduo quanto a sua capacidade de resposta.

Essa resposta depende de fatores cognitivos, comportamentais e fisiológicos, os quais podem promover percepções mais abrangentes da situação e de suas demandas, da velocidade de processamento das informações disponíveis para a busca de soluções e condutas adequadas para que o organismo possa se preparar para a ação assertiva.

Assim, o contato com diferentes situações estressoras que ocorrem ao longo dos anos, e as respostas variam de acordo com os indivíduos e sua percepção dos sintomas.

Distinção

A distinção entre evento traumático e evento de vida estressor pode ajudar a diferenciar o que é ansiedade e o pode ser um transtorno. Um evento é considerado estressor quando, uma vez removido, tende a acarretar a diminuição do quadro psicopatológico por ele evocado, já os eventos traumáticos traz consequências psíquicas por um longo tempo, com efeitos podendo chegar até a décadas e que podem gerar ou agravar aspectos relacionados ao comprometimento da integridade física do próprio indivíduo ou de outrem.

Transtornos

Embora a ansiedade seja um sintoma comum no cenário mundial atual, a ansiedade não necessariamente é algo negativo ou significativo de um transtorno. A ansiedade e o medo passam a ser reconhecidos como patológicos quando são exagerados e desproporcionais. Certa dose de ansiedade pode ser benéfica para enfrentarmos as situações do cotidiano, as quais muitas vezes vem acompanhadas de estresse e tensão contínuas, podendo trazer prejuízos biopsicossociais na vida de uma pessoa.

Os números da OMS relatam que cerca de 9% da população brasileira possui algum transtorno de ansiedade, abrangendo diversas patologias, como a síndrome do pânico, a fobia social, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), entre outras.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), traz alguns dos mais comuns transtornos relacionados à ansiedade. Dentre eles temos: o transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade excessiva da infância e o transtorno de evitação da infância e fobia social.

Na infância, o transtorno de ansiedade de separação possui prevalência de 4%, assim como o transtorno de ansiedade generalizada 2,7 a 4,6% e as fobias específicas 2,4 a 3,3%.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

O transtorno de ansiedade generalizada é uma ansiedade que acaba se tornando excessiva, perdurando durante um período de tempo independente do contexto. Se a ansiedade excessiva perdurar mais de 6 meses prejudica a execução de atividades diárias, antes tranquilamente realizadas, bem como prejuízo nas relações de trabalho, interpessoais e no dia a dia como um todo.

A TAG é um estado de desespero e desesperança, o que pode dificultar enxergar uma solução para o fim da angústia e muitas vezes ideações suicidas podem parecer ser capaz de terminar com esse sofrimento, que parece sem fim. É uma perspectiva distorcida e idealizada da morte como um alívio, por isso é importante buscar ajuda e tratamento para ansiedade específicos.

Fatores

Dentre os fatores que podem agravar a ansiedade, temos o uso excessivo de tecnologias como smartphones, as redes sociais, o excesso de informações (especialmente por estarmos em meio a uma situação de calamidade pública pela pandemia), o crescimento do bullying na sociedade, entre outros.

Causas

Dentre as principais causas percebidas como geradoras de ansiedade no Brasil, temos:

1. Violência;

2. Crise econômica e desemprego;

3. Corrupção;

4. Má qualidade dos serviços públicos;

5. Percepção mais ameaçadora da vida;

6. Insegurança na percepção de si;

7. Vulnerabilidade nos laços afetivos;

8. Sem deixar de levar em consideração as predisposições genéticas e as experiências de vida de cada um.

No entanto, é importante lembrar que países desenvolvidos também apresentam altas taxas de ansiedade que podem impactar a saúde mental, possuindo liderança nos níveis de suicídio em relação ao Brasil.

Sintomas

Como descobrir que o que você está sentindo é ansiedade? Vejamos abaixo alguns dos sintomas da ansiedade:

  • Nervosismo constante;
  • Asfixia;
  • Insônia;
  • Sudorese noturna;
  • Medo excessivo;
  • Tremores;
  • Agitação;
  • Nervosismo e palpitações;
  • Dores inexplicáveis por diagnósticos médicos;
  • Preocupação e angústia como sintomas difíceis de controlar;
  • inquietação, cansaço, irritabilidade;
  • Maior sensibilidade;
  • Tensão muscular, entre outros.

Esses sintomas podem estar interligados com a liberação escassa ou excessiva de neurotransmissores como a serotonina, norepinefrina e GABA.

Reação

A resposta ao estresse depende de como o indivíduo filtra e processa as informações sob sua avaliação da relevância e gravidade interpretada da situação. No nível cognitivo de processamento de informações estressantes, é possível distinguir a avaliação inicial automática da situação ou estímulo (reação afetiva na qual o indivíduo avalia o potencial de ameaça para si).

No nível comportamental, as respostas básicas diante de um estímulo estressor são: enfrentamento (ataque), evitação (fuga) ou passividade (colapso, congelamento). Dessa forma, as habilidades para dar respostas adequadas a cada estressor depende do aprendizado prévio de condutas pertinentes seguindo o repertório de cada uma.

Por fim, no nível fisiológico a ansiedade e o medo, assim como o estresse tem suas raízes nas reações de defesa quando estão diante de perigos encontrados no meio ambiente. Uma das reações típicas é a de imobilidade tensa (congelamento ou inibição comportamental defensiva). Manifestações comportamentais, hormonais e neurovegetativas determinam a exibição ou inibição de comportamentos de defesa.

Ações preventivas

É possível diferenciar uma ansiedade “normal” de uma patológica ao observar se a reação ansiosa é de curta duração, autolimitada ou relacionada ao estímulo no momento.

Existem algumas atitudes e técnicas que podem ser aplicadas, caso você se veja como alguém ansioso e queira aprender a como lidar com a ansiedade. Busque o que é significativo para você e que promova o bem estar. Manter uma rotina de vida saudável, sem excessos de álcool e nicotina, cuidar de sua alimentação e praticar exercícios físicos regularmente pode contribuir tanto para evitar o desencadeamento de quadros ansiosos, quanto para prevenir futuras crises. Proteger a saúde repercute diretamente na proteção da saúde mental em geral.

A psicoterapia pode ser uma boa solução para provocar mudanças alternativas de perceber e raciocinar sobre o ambiente e mais especificamente sobre o que causa a ansiedade e das mudanças no comportamento ansioso.

E você, se considera uma pessoa ansiosa? Já pensou em buscar ajuda profissional para auxiliá-lo nos enfrentamentos dos estímulos estressores?

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Referências:

LUIZ, D. & MALCOM, L. Ansiedade - conceito, classificação e biologia: uma interpretação contemporânea da literatura. J. Bras. Psiquiatr. 1993;42(1).

MARGIS, R. et al. Relação entre estressores, estresse e ansiedade. Rev. Psiquiatr. Rio Gd. 2003;21(1).

 


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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