Quem é Djamila Ribeiro?

03/11/2021 às 20:45 Hipnose

Quem é Djamila Ribeiro?

Uma das autoras mais importantes da atualidade, é fundamental para o desenvolvimento humano conhecer Djamila Ribeiro. Já viu as contribuições dessa autora e pensadora contemporânea? Então dá uma olhada!

Quem é Djamila Ribeiro?

Djamila Taís Ribeiro dos Santos nasceu na cidade de Santos, São Paulo, no dia 1 de agosto de 1980. É uma filósofa, feminista negra, escritora e acadêmica brasileira, e se tornou conhecida pelo seu ativismo na Internet.

Graduada e mestre em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Djamila chegou a ser secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo em 2016. Atualmente é colunista da Folha de São Paulo e da Elle Brasil, além de atuar como professora convidada da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

A primeira influência para o ativismo foi aprendido no contexto familiar, onde recebeu formação política pelo pai, que era um ativista do movimento negro. Joaquim José Ribeiro dos Santos ajudou a fundar o Movimento Comunista em Santos, o que levou os filhos a muitos desses encontros do grupo.

Racismo estrutural

Djamila discute a questão do racismo estrutural, que nem sempre é trazido à tona e é uma herança dos tempos de escravidão no Brasil mas que condena, até os dias de hoje, a população negra a um determinado lugar social, resultando em índices piores de desenvolvimento humano e exclusão dos espaços de poder.

O Poder Judiciário

Para Djamila, vivemos em um sistema social onde o Poder Judiciário, ao invés de se manter isento, está profundamente relacionado com a polícia, favorecendo militares e condenando jovens negros sem as devidas provas. A autora desafia a repensarmos enquanto sociedade as formações que são dadas aos policiais militares.

Embora a Lei Áurea de 1888 tenha libertado homens e mulheres da escravatura depois de quatro séculos de escravidão, nenhuma política pública ou preocupação foi manifesta para a inclusão dos negros na sociedade, que se mantiveram marginalizados.

A marginalização dos negros

Os antigos escravos foram marginalizados socialmente e até hoje se sente as consequências desse tempo. Após a libertação, mulheres negras passaram ao trabalho doméstico, o que segundo Djamila, ainda acontece em números impressionantes, tais como 6 milhões de mulheres empregadas domésticas seriam negras no Brasil, uma profissão apenas regulamentada em 2013.

Miscigenação no Brasil

A autora retrata que a miscigenação no Brasil foi romantizada, o que levou muitos a ingenuamente acreditarem que não havia racismo no país. No entanto, Djamila trabalha para mostrar justamente o contrário, o preconceito racial que ainda se encontra entranhado na sociedade brasileira, e busca ajudar de alguma forma a combatê-lo, dando ferramentas para o público repensar sua postura social diante das desigualdades, e promovendo motivação para a conscientização do racismo estrutural. Assim, seu trabalho acadêmico, político e intelectual vai no sentido de melhorar a qualidade de vida e resiliência de pessoas marginalizadas, motivando-os a praticarem políticas antirracistas no dia a dia dos brasileiros.

Causa feminista

Djamila Ribeiro também é militante da causa feminista, em especial do feminismo negro, lutando por uma sociedade em que as mulheres sejam consideradas pessoas e não sejam violentadas pelo fato de serem mulheres, segundo as palavras da própria autora.

Através da Casa da Cultura da Mulher Negra em Santos, São Paulo, Djamila se encontrou como feminista, causa na qual trabalhou até o final de sua adolescência, familiarizando-se com a luta pelas mulheres.

O feminismo no contexto brasileiro

Para Djamila, é preciso repensar urgentemente o feminismo brasileiro, uma vez que os os números de agressões contra mulheres são altos: a cada cinco minutos uma mulher é agredida e a cada onze uma mulher é estuprada. Os casos de feminicídio têm ganhado visibilidade e demonstrado que a violência de gênero é uma realidade contemporânea e um problema de saúde pública.

A autora destaca, ainda, que é preciso trabalhar pela equiparação e pela equidade das mulheres, por exemplo, no mercado de trabalho e na justiça social.

Feminismo negro

O feminismo negro estudado por Djamila Ribeiro é a designação utilizada para nomear o movimento das mulheres atuantes tanto na esfera da discussão de gênero quanto na luta anti-racista. É um movimento político e teórico que tem por objetivo a mudança social e compreende que sexismo, opressão de classes, identidade de gênero e racismo estão ligados. A forma como estes se relacionam entre si é chamada de interseccionalidade.

O movimento se tornou popular no Estados Unidos na década de 1960, em resposta ao sexismo do Movimento dos Direitos Civis e do racismo do movimento feminista. A partir da década de 1970, diversos grupos abordaram o papel das mulheres negras no nacionalismo negro, na libertação gay e na segunda onda de feminismo.

As feministas negras argumentam que as mulheres negras são posicionadas dentro das estruturas de poder de maneiras fundamentalmente diferentes das mulheres brancas. Resulta daí a centralidade no feminismo negro do conceito de intersecionalidade.

Publicações de Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro escreveu três livros, sendo eles:

  1. O que é lugar de fala? (2016)
  2. Quem tem medo do feminismo negro? (2018)
  3. Pequeno manual antirracista (2019)

Além disso, Djamila criou o Selo Sueni Carneiro, o qual publica livros de autores negros com preços mais acessíveis. A autora ainda coordena a coleção Feminismos Plurais da Editora Pólen e já recebeu indicações a diversos prêmios nacionais e internacionais, tais como o Prêmio Jabuti e o Prêmio Prince Claus.

Todas as obras de Djamila Ribeiro propõem e estimulam o discurso antirracista com dinamismo e vai além de nos dizer quem tem medo do feminismo negro para mostrar que, na verdade, nenhum de nós deveria tê-lo. Também contribui para compreender as políticas sociais e suas contribuições para o país em relação à diversidade. Assim, suas obras são fundamentais para quem vivencia e trabalha com a diversidade e a pluralidade que constitui o ser humano.

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Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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