Principais Ensinamentos do livro “Fora de Série”

07/09/2019 às 19:46 Dicas

Principais Ensinamentos do livro “Fora de Série”

De onde vem o sucesso? Como as pessoas “fora de série” surgem? Você já parou para pensar sobre isso? Como grandes nomes do esporte como Pelé, Garrincha e - mais recentemente - Messi, Marta e Cristiano Ronaldo surgem?

E em outras áreas como a música, que revelou Mozart, os Beatles e outros grandes ícones, será que há uma explicação para o sucesso dessas pessoas?

Como todas as personalidades, todos os nossos ídolos, nas mais diferentes áreas, se tornaram pessoas “fora de série”, consideradas referências de um talento extraordinário. Será fruto do trabalho, da sorte, da influência ou simplesmente um dom natural?

São essas e outras perguntas que o jornalista inglês Malcolm Gladwell buscou responder em seu livro “Fora de Série”. A grande maioria das pessoas acreditam que um único fator pode levar uma pessoa ao sucesso.

Existem aqueles que acreditam na sorte, outros acreditam no talento, já alguns afirmam que o sucesso é fruto de muito trabalho duro.

Bom, no livro, Gladwell mostra que esse sucesso é resultado de uma grande gama de fatores. E muitos deles passam despercebidos.

Nesse compilado de fatores para se tornar uma pessoa “fora de série”, existem aspectos que dependem única e exclusivamente do próprio indivíduo e outros que ele não pode controlar.

Para que você possa entender melhor como se tornar uma pessoa “fora de série”, separamos abaixo as principais lições que Malcolm Gladwell pode te ensinar com o seu livro. Confira:

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10 mil horas de prática

Gladwell começou a analisar a biografia de várias personalidades de sucesso como Bill Gates, Mozart e dos Beatles e descobriu que todos eles tinham algo em comum: eles tiverem pelo menos 10 mil horas de prática.

Isso equivale a 10 anos de prática, fazendo 20 horas semanais de treino.

Há também um estudo realizado com violinistas da Academia de Música de Berlim que indicou o mesmo fato. O estudo também concluiu que todos os principais violinistas de sucesso tiveram em média 10 mil horas de prática.

E assim também existem outros estudos que analisam esportistas e personalidades de outras áreas, que também apontam para este mesmo quantitativo de horas.

Com esse embasamento, Gladwell aponta em seu livro que, para chegar a um nível de especialista em uma área, uma pessoa precisa de 10 mil horas de prática.

É uma quantidade absurda de tempo, mas necessária para atingir um nível superior de qualidade em relação a todos os bons profissionais da sua área.

E, dentre todas as personalidades estudadas por Gladwell, não foi possível perceber um talento natural para uma certa área. O que ficou perceptível foi que a prática os transformou em pessoas “fora de série”.

Gladwell também constatou que muitas destas personalidades nasceram nas mesmas épocas e conseguiram aproveitar momentos de crescimento da indústria como Steve Jobs, Bill Joy e Bill Gates, que nasceram na década de 1950, por exemplo.

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Não devemos supervalorizar o talento

Se pensarmos nos dois maiores jogadores do século 21, Cristiano Ronaldo e Messi, veremos que há muitas pessoas que acreditam cegamente que o sucesso de ambos se deve ao seu talento extraordinário e nada mais.

Será que só o talento pode fazer alguém se tornar “fora de série”? Para Gladwell, a resposta é não. Se pararmos para resgatar entrevistas em que jogadores, treinadores e familiares falam sobre Messi e Cristiano Ronaldo, iremos reparar que os dois sempre se esforçaram muito.

Eles são jogadores que sempre foram o que podemos chamar de “fominha de bola”.

Portanto, enquanto uns praticavam apenas na hora do treino, eles estavam lá antes e depois dos treinos e em muitos de seus dias de folga, treinando para aprimorar seus fundamentos.

O fato é que sempre olhamos apenas para um talento “extraordinário” e não refletimos sobre como ele foi concebido.

Gladwell também afirma que um QI muito alto não é suficiente para que uma pessoa se torne extraordinária, apesar de parecer.

É claro que um alto nível de inteligência pode ajudar bastante, mas está claro que outros fatores como a prática, a cultura, o contexto familiar e as oportunidades também são essenciais para transformar pessoas talentosas em “fora de série”.

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O poder das oportunidades

Aproveitar as oportunidades é essencial para se tornar uma pessoa “fora de série”. Gladwell dá vários exemplos de pessoas comuns que se empenharam bastante para se tornarem excelentes no que faziam, e que tiveram e souberam aproveitar as oportunidades para se destacarem cada vez mais em suas áreas.

Vamos analisar o exemplo de Bill Gates, fundador da Microsoft. Gates nasceu em 1955 nos Estados Unidos e conseguiu aproveitar as oportunidades que teve para se tornar um dos homens mais ricos e bem-sucedidos do mundo.

Muitas pessoas acreditam que a fortuna de Gates se deve ao seu talento, afinal ele é um gênio da tecnologia. Porém, se olharmos para a sua história, veremos que não foi só isso. Em sua adolescência, a internet estava ainda surgindo e os primeiros computadores começaram a ser vendidos.

Em 1968, a escola onde Bill Gates estudava foi uma das primeiras a comprar um computador. Isso era uma grande oportunidade na época! E foi assim que Gates se apaixonou pela informática.

E com apenas 13 anos, o menino Bill Gates começou a aprender a programar. De acordo com o próprio Gates, ele passou os anos seguintes estudando programação durante cerca de 30 horas semanais.

Quando entrou na faculdade, Bill já tinha ultrapassado a regra das 10 mil horas de prática. Ele já era um mestre no assunto.

E foi justamente nessa época, no início dos anos de 1980, que a indústria tecnológica começou a crescer. Bill viu aí uma grande oportunidade e, como já era mestre em programação, largou a faculdade e posteriormente fundou a Microsoft.

Isso mostra como além de sua prática e de seu talento, Bill Gates provavelmente não teria atingido o destaque que conseguiu, caso não tivesse tido as excelentes oportunidades que aproveitou.

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