Positividade tóxica: o otimismo como uma obrigação

22/04/2022 às 17:56 PNL

Positividade tóxica: o otimismo como uma obrigação

O conceito de positividade tóxica vem ganhando espaço entre os temas em discussão na internet, sobretudo, nas redes sociais. 

Quantas vezes você já ouviu frases como “mas pense pelo lado positivo” ou “você atrai o que você emana”? Pois bem! Saiba de antemão que estas são frases bastante típicas de uma positividade tóxica. 

Mas qual o problema com isso? Não é melhor focarmos apenas no que é positivo, afinal? 

Para que você consiga compreender o problema de tentar ser positivo a qualquer custo, os profissionais em Programação Neurolinguística do IBND preparam este conteúdo.

Continue conosco e entenda!

Mas, afinal, o que é positividade tóxica?

Fenômeno caracterizado pela exaltação do positivo e tentativas extenuantes de reprimir o negativo, a positividade tóxica está muito relacionada com a invalidação emocional, que pode ser definida pelo desmerecimento das emoções que uma pessoa sente.

Sabe quando você está triste, revela isso para alguém no intuito de desabafar e a única coisa que recebe em troca é uma frase como “não fique triste, isso é besteira”? Isso se configura como uma típica (in)validação emocional

Assim, enquanto a invalidação de emoções é algo individual, que ocorre entre uma pessoa e outra; a positividade tóxica é mais abrangente e atinge a sociedade como um todo, quando tentam nos dizer que só é certo ser feliz, e que sentimentos desagradáveis devem ser eliminados, por exemplo. 

O limiar entre otimismo e positividade tóxica

A linha entre o otimismo e a positividade tóxica é, de fato, tênue, mas pode ser traçada sob um ponto de vista que as diferencia: a percepção da coletividade.

Ou seja, um comportamento é considerado tóxico quando desconsidera ou nega a realidade do outro, ou do coletivo.

Uma característica bastante clara de quem tende à positividade tóxica é não entender e não se importar com o impacto de suas palavras nos outros.

Por sua vez, o otimismo é uma característica positiva quando está em equilíbrio com a vida social e pode ser até mesmo inspirador para quem está ao redor.

As consequências estão aí!

A positividade tóxica é pautada no discurso de que podemos (e devemos) ter mais saúde e qualidade de vida se eliminarmos por completo os sentimentos e pensamentos negativos.

Mas sejamos francos, com tudo que vivemos no dia a dia, é impossível ser feliz ou até mesmo pensar positivo o tempo inteiro. 

E está tudo bem. Somos seres dotados de emoções complexas, capacidade de pensar e planejar que frequentemente depende de pensamentos “ruins” para funcionar de maneira adequada.

Contudo, não é isso que a positividade tóxica prega. O movimento “good vibes”, muito popular nas redes sociais, visa destacar apenas as coisas boas da vida e esconder ou até mesmo negar a existências de problemas e infortúnios.

O problema é que toda essa negação acaba pesando em algum momento. Sentimentos negativos reprimidos durante muito tempo eventualmente ressurgem com muito mais intensidade, como se a mente os acumulasse resultando numa “explosão” dos mesmos.

Em suma, a repressão dos aspectos negativos da vida acabam por ser um “tiro no pé”, visto que traz consequências ainda piores mais a frente. Portanto, mais importante que reprimi-los, é aprender a expressá-los com inteligência emocional.

Por exemplo: ao sentir raiva, ouvir uma música agitada e fazer exercícios físicos pode ajudar a regular o sentimento.

Admitir aquilo que você está sentindo e conversar com alguém, adotando uma comunicação não violenta, também pode ajudar bastante. 

Entenda, a negatividade também deve fazer parte da nossa vida!

De acordo com o estudo da Universidade do Quebec em Montreal feito pela doutoranda Andrée-Ann Labranche, o ser humano tem forte tendência a possuir mais lembranças ruins e negativas do que positivas. 

Este feito aconteceria, pois, há muito tempo a sobrevivência de nossa espécie dependeria de evitar situações de perigo, tidas como negativas.

Dessa forma, somos projetados para nos atentarmos a situações negativas, como uma forma de defesa. Esse instinto também é muito importante para compreensão do sentimento de terceiros.

Conseguiu entender e identificar a positividade tóxica? Esperamos que este conteúdo tenha elucidado algumas questões sobre este tema tão em voga!


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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