O que são fake news?

03/07/2021 às 18:44 Hipnose

O que são fake news?

A evolução da internet como elemento global atrelado ao surgimento das redes sociais mudou a forma como as notícias são produzidas e publicadas, o que contribui para a rápida disseminação de fake news. Mas você sabe o que significa e a importância desse conceito?

O que significa fake news?

O termo fake news se relaciona com a produção e propagação massiva de notícias falsas, com objetivo de distorcer fatos intencionalmente, de modo a atrair audiência, enganar, desinformar, induzir a erros, manipular a opinião pública, desprestigiar ou exaltar uma instituição ou pessoa, diante de um assunto específico, para obter vantagens econômicas e políticas.

Essa expressão se popularizou no mundo todo durante a cobertura da eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. O termo foi usado na mídia pelo então candidato a presidente contra seus adversários, visando desqualificar informações que favorecessem sua candidatura.

Quando essas notícias falsas são difundidas, principalmente através da internet, os indivíduos se importam mais com as crenças pessoais sobre o fato apresentado do que com o fato em si, ainda que baseados em evidências, que passam a ter menor poder de convencimento e de formação de opinião. Podemos dizer que as fake news vai além do bom senso, pois este se sobrepõe à informação de fato.

Impactos das fake news

É um grande desafio para a sociedade, em especial nas áreas da saúde devido ao atual contexto de pandemia. A disseminação de notícias falsas propaga rapidamente e atrapalha medidas de contenção e prevenção do vírus, principalmente no que tange a ações associadas ao isolamento social, quarentena e cuidados para evitar o contágio, já que as pessoas continuam recebendo informações falsas sobre o tratamento do vírus, relaxam as medidas de proteção, aumentam a confusão pública sobre quais fontes de informação confiar, o medo e o pânico devido a rumores exagerados sem comprovações científicas, além de promoverem a xenofobia e o preconceito, afetando a qualidade de vida desses indivíduos.

Algumas plataformas foram criadas para identificar mitos e fake news a respeito do vírus e de outros assuntos, mas nem sempre na correria do dia a dia as pessoas param para verificar se a notícia é verdadeira ou não.

Contexto político

No entanto, é no contexto político que as fake news são utilizadas como tática de marketing eleitoral. Esse fenômeno de propagação de notícias falsas ganhou velocidade quase imediata, dado o alcance global das tecnologias e plataformas digitais. Num disparo de notícias, a informação pode alcançar milhões de pessoas, sem que sua origem seja imediatamente identificada.

Pós-verdade

Estamos vivendo um período considerado por alguns estudiosos como “pós-modernidade”, termo que define o conjunto de circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes do que apelos à emoção e às crenças pessoais, na formação da opinião pública. O que ocorre é uma crescente influência das fake news sobre o universo offline e um embotamento da distinção entre a materialidade factual e o caráter analítico subjetivo das opiniões, o que caracteriza a chamada pós-verdade.

O excesso de notícias falsas velozmente disseminadas revela a perda de confiança das instituições antes reconhecidas por representar a verdade dos fatos: a imprensa, a ciência e as elites intelectuais em geral. Dessa forma, os termos fake news e pós-verdade andam juntos, por exemplo, quando as informações e orientações contrariam o conhecimento científico e disseminam o medo, aumentando a chance de avanço do coronavírus e de mortes.

Infodemia

O alto volume de informações controversas sobre um determinado assunto ficou conhecido como Infodemia ou epidemia de informações falsas. Esforços para mitigar a infodemia foram criadas pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), como um informativo sobre a luta contra a desinformação sobre a covid-19, o qual define infodemia como “um excesso de informações, algumas precisas e outras não, que tornam difícil encontrar fontes idôneas e orientações confiáveis quando se precisa” outra palavra que aparece neste informativo é a desinformação, classificada como, “uma informação falsa ou imprecisa cuja intenção deliberada é enganar” (OPAS, 2020, p. 2).

É uma prática considerada altamente prejudicial, afetando a vida, a saúde e até a sanidade mental dos indivíduos. É fundamental interromper o ciclo perigoso em que a desinformação se expande no mesmo ritmo que a produção de conteúdo, e onde as vias de distribuição se multiplicam. Assim, a infodemia propaga e perpetua a própria desinformação.

Checando a informação

A checagem da informação é o procedimento de recorrer a métodos e ferramentas, em um processo bem definido e transparente, que possibilite a checagem de qualquer informação disponível na web. Diante disso, surgiu o “fast-checking”, expressão em inglês utilizada para a checagem rápida da veracidade das informações, por meio de uma conduta ética e transparente. Cada plataforma apresenta seu método próprio e quando a desinformação é localizada, procura-se fontes com o oposto para verificar o que realmente aconteceu.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomenda as seguintes plataformas para verificar a veracidade de informações:

  • Agência aos fatos
  • Boatos.org
  • UOL Confere
  • Agência Lupa
  • Estadão Verifica
  • G1 / Fato ou Fake

Se você recebeu uma mensagem no celular ou em outro veículo e ela soa muito extraordinária ou catastrófica, procure saber mais sobre a fonte e busque sites confiáveis para ver se a notícia foi publicada em veículos confiáveis de informação.

Credibilidade da informação

A credibilidade da informação é uma característica vinculada à pessoa, ao caráter do indivíduo que a informa, da informação e da fonte. Se originou inicialmente no ato de falar, na oralidade, na habilidade para discursar, convencer e se difundiu no registro da escrita.

A ética tem uma forte relação com a credibilidade e a confiança a ela conferida, seja pelas vias orais ou escritas. Ela está ligada ao universo no qual ela permeia, os produtores e responsáveis, canais e fontes informacionais, os elementos que os constitui colaboram na aferição ou não de credibilidade da informação, seja ela digital ou física.

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Referências:

FACHIN, J. et al. Credibilidade de informações em tempos de COVID-19. Rev. Interam. Bibliot. 2021;43(3).

FONSECA, R.P. & RACHAVE. R.L. O problema da "fake news" na era da informação. Connection Line. 2021;24.

GALHARDI, C.P. et al. Fato ou fake? Uma análise da desinformação frente à pandemia da Covid-19 no Brasil. Ciênc. saúde coletiva. 2020;25(2).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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