O olhar terapêutico da hipnose na depressão

21/05/2021 às 16:45 Hipnose

O olhar terapêutico da hipnose na depressão

A depressão é um dos transtornos mentais mais comuns em todo o mundo e pesquisadores e profissionais da saúde não cansam de buscar novas formas de tratar esse problema de saúde pública. Mas você sabe como a hipnose pode ajudar no tratamento da depressão?

Depressão

A depressão é uma condição ou problema de saúde generalizado. Cerca de 12 milhões de pessoas vivem com depressão no Brasil atualmente, cenário que está sendo agravado por conta da pandemia. Cada pessoa em aflição afeta outros indivíduos (família, amigos), multiplicando o número de pessoas tocadas pelas consequências da depressão.

É importante saber acerca da depressão que:

a) A depressão não tem apenas uma causa, mas uma série de fatores que contribuem para o seu desenvolvimento;

b) Existem muitos fatores de risco associados com a depressão, que é comorbidade para uma série de outras doenças, como câncer e doenças cardiometabólicas, além de condições psicológicas como transtornos de ansiedade e abuso de substâncias;

c) A depressão é tratável na maioria dos pacientes, sendo que algumas abordagens terapêuticas são mais eficazes que outras;

d) O tratamento medicamentoso tem suas vantagens, tal como a remissão rápida dos sintomas, mas quando tomado de forma excessiva ou desordenada, pode trazer efeitos negativos como distúrbios no sono e na alimentação;

e) A psicoterapia também tem suas vantagens e desvantagens no tratamento da depressão, por exemplo, a construção de habilidades, na queda das taxas de recaídas, o valor da relação terapêutica e o grau de empoderamento pessoal, dados pelas intervenções realizadas;

f) Existem grandes pesquisas como o Projeto Genoma Humano, que tem revelado a relação complexa entre genética, ambiente e transtornos específicos como a depressão. Verifica-se que predisposições genéticas podem existir, mas aumentam ou diminuem a sua frequência, conforme estimuladas pelo ambiente.

Repercussões da depressão

Os custos da depressão variam em diversos graus. Casamentos e famílias se desintegram, indivíduos sofrem e sociedades padecem com as consequências, por vezes destrutivas, das ações que as pessoas utilizam para tentar lidar com o transtorno e nem sempre são eficazes, ou terminam ausentando a pessoa de seu próprio engajamento ao tratamento. Os negócios sofrem os efeitos negativos de ter funcionários indisponíveis de funcionar propriamente. Os custos do cuidado em saúde de pacientes com depressão são enormes, e quando não entregue, pode levar a tragédias como o suicídio, o desespero e a apatia. E embora muitos tratamentos tenham se desenvolvido, o campo ainda continua a crescer ao invés de diminuir. Infelizmente, a maioria das pessoas que sofrem com depressão não recebem ajuda, sendo um transtorno que afeta pessoas de todas as idades, religiões, gêneros ou status socioeconômico.

Olhar terapêutico

A hipnose utiliza-se de uma série de conceitos e metodologias, a partir de um olhar considerativo a respeito do ser humano, os quais possuem, em sua visão, mais habilidades e capacidades para lidar com suas questões, do que os pacientes podem de início imaginar. Assim, a hipnose busca ajudar essas habilidades a serem melhor definidas e se tornarem disponíveis para o paciente.

Uma das principais características que contribuem para a viabilidade da hipnose ao tratar a depressão é uma ferramenta de trabalho denominada expectativa. Ela se refere a qualidade do sistema de crenças de um paciente, que o direciona a acreditar que o procedimento implementado pelo hipnólogo produzirá resultado terapêutico. A expectativa positiva do tratamento envolve uma série de percepções acerca do hipnólogo por parte do paciente e na comunicação efetiva entre ambos. Dessa forma, o hipnólogo deve ser capaz de educar o paciente na direção de distinguir as expectativas realistas das irrealistas, sejam elas positivas ou negativas.

A hipnose também utiliza-se de uma ferramenta chamada de “teste da realidade”, a partir da qual os pacientes podem colocar em cheque essas expectativas e compará-las com os fatos, produzindo insights significativos.

Hipnose na depressão

Qualquer terapia tem por objetivo interromper padrões de comportamentos nocivos e aumentar padrões cognitivos e comportamentais mais saudáveis. A hipnose é uma abordagem multidimensional e serve para catalisar processos durante a intervenção, amplificar a experiência através do foco. Dessa forma, o hipnólogo formula as intervenções necessárias para onde o foco do paciente deve estar, em suas ideias, emoções ou comportamentos.

O uso da hipnose para tratar a depressão é relativamente novo, já que antes alguns estudiosos acreditavam que a hipnose escancara as defesas e precipita reações psicóticas em pessoas com depressão, ou energiza suas ideações suicidas até transformá-las em comportamentos suicidas. Mas a hipnose entra para tratar indivíduos e não rótulos, construir expectativas positivas acerca do futuro ao invés de amplificar as negativas, e encontrar um modo de expandir os recursos das pessoas com depressão para lidar com esta condição de saúde.

Dentre as contribuições da hipnose, temos:

  1.  Ajudar pessoas a focar;
  2.  Facilita a aquisição de novas habilidades;
  3.  Encoraja as pessoas a se definirem com mais recursos do que previamente observado;
  4.  Facilita a transferência de informação de um contexto para o outro;
  5.  Estabelece associações subjetivas saudáveis e de forma mais intensa;
  6.  Provém conhecimento para facilitar a abertura a novas experiências e significados;
  7.  Define pessoas como elementos ativos na gestão de seu mundo interno.

A hipnose contribui para que as pessoas ajustem sua distinção das percepções, promove uma distância segura de sentimentos poderosos, e ajuda o cliente a proceder com novas possibilidades de forma deliberada em sua sequência de comportamentos, ensaiando novas respostas para desenvolver potenciais pessoais ainda latentes, além de facilitar o desapego da condição de vítima.

Dessa forma, a hipnose se revela importante ferramenta para ampliar o repertório do paciente para lidar com o próprio transtorno. Ela incentiva um novo olhar sobre a condição geral e de saúde do indivíduo, permitindo que ele vá tendo insights ao longo do processo e possa ir se libertando dos sintomas em seu corpo.

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Referências:

YAPKO, M.D. Hypnosis and treating depression: applications in clinical practice. 2006.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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