Hipnose para emagrecimento e tratamento da obesidade

30/05/2021 às 14:39 Hipnose

Hipnose para emagrecimento e tratamento da obesidade

O que é obesidade?

Segundo o Hospital Albert Einstein, a obesidade é uma doença crônica, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. A obesidade tem crescido rapidamente pelo mundo e tem sido reconhecida como um problema de saúde pública.

As principais causas da obesidade são a alimentação inadequada ou excessiva. Muitas pessoas não conseguem manter o equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas e a energia gasta ao longo do dia. Estamos cada vez mais expostos a estímulos para alimentação, e o sedentarismo que assola a maior parte da população é o segundo maior fator de risco para a obesidade.

Além disso, a influência genética para a predisposição à obesidade, metabolismo lento e a facilidade para acúmulo de gorduras, além de fatores psicológicos como estresse ou frustrações podem desencadear crises de compulsão alimentar.

Epidemiologia

A obesidade é um problema de saúde sério, que aumenta o risco de doenças cardíacas, câncer, artrite e hipertensão, diabetes, apneia do sono e problemas respiratórios. Nos Estados Unidos, 36% da população adulta é obesa, enquanto os outros 32% estão acima do peso. No Brasil existem mais de 20 milhões de pessoas obesas. É um problema que acarreta o esgotamento do sistema de saúde, resultando na escolha de um estilo de vida que não promove saúde mas, sim, doença.

Sintomas e diagnósticos

O primeiro sinal de sobrepeso é quando as roupas começam a não caber mais, pois o acúmulo de gordura é um indício de possível obesidade. Dificuldades para dormir, se movimentar, cansaço frequente e distúrbios no ciclo menstrual das mulheres também são indicativos de obesidade.

O diagnóstico é feito pelo cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), que avalia a relação entre peso e altura. Quanto maior o índice, mais altas são as chances do paciente desenvolver diabetes, problemas cardiovasculares e nas articulações, hipertensão e depressão, todos problemas intimamente ligados à piora na qualidade de vida e menor longevidade.

Transtornos alimentares

Ao falar sobre emagrecimento, precisamos verificar se por trás da vontade de emagrecer do paciente não há, na realidade, um transtorno alimentar ditando seus padrões de ingestão ou não de alimentos.

Os transtornos alimentares apresentam suas primeiras manifestações geralmente na infância e adolescência. Alguns desses transtornos acontecem precocemente na infância e representam alterações na relação entre a criança e a alimentação, que podem prejudicar o desenvolvimento infantil. Outros transtornos tem seu aparecimento mais tardio, como a anorexia nervosa e a bulimia.

Cerca de 95% das pessoas diagnosticadas com uma desordem alimentar são mulheres, e o transtorno alimentar mais comum é a bulimia.

Bulimia

A bulimia é o mais comum dos transtornos alimentares, caracterizado pela compulsão para comer seguida do vômito, e excessiva preocupação em relação ao peso e ao formato do corpo.

A bulimia pode ser resumida nos seguintes sintomas:

1. Episódios recorrentes de compulsão alimentar, pelo menos durante uma semana a cada 3 meses;

2. Meios compulsórios para evitar o ganho de peso como vomitar, exercícios físicos em excesso e mal uso de laxantes e diuréticos;

3. Autoavaliação indevidamente influenciada pelo peso e formato corporal.

Os sintomas da bulimia flutuam com frequência e severidade para um grande percentual de pessoas, mas para um pequeno subgrupo, os sintomas são persistentes mesmo após tratamentos adequados.

Anorexia

A anorexia é outro transtorno alimentar caracterizado pelo baixo peso, restrição de comida, medo de ganhar peso ou forte desejo de ser magro. Muitas pessoas com anorexia se veem como gordas mesmo que não estejam. Algumas pessoas com anorexia negam o problema, outras exercitam-se em excesso, e podem excessivamente vomitar e usar laxantes com o objetivo de perder peso.

Impactos

Além dos impactos na saúde do paciente, a obesidade e os transtornos alimentares podem trazer prejuízos à saúde mental, nas relações interpessoais e profissionais, pois tornam as pessoas obesas mais propensas à depressão e ansiedade.

Tratamentos

O principal tratamento para a obesidade é adotar mudanças para um estilo de vida que promova saúde como, por exemplo, adotar uma dieta menos calórica aliada a um programa de exercícios físicos, e manter a supervisão de profissionais da saúde e nutrição.

Podem ser utilizados medicamentos nos casos mais graves, e até mesmo cirurgia bariátrica, especialmente para quem possui IMC acima de 35 e que não conseguem emagrecer mesmo com o uso de medicamentos.

Já os transtornos alimentares precisam ser tratados com psicoterapia e abordagens complementares, já que existem comorbidades como entre a ansiedade e obesidade.

A hipnose no tratamento dos transtornos alimentares

Os tratamentos utilizando a hipnose para tratar transtornos alimentares data, pelo menos, de 1975, ano no qual foram reportados resultados efetivos da hipnose para tratar casos com anorexia.

Desde o final dos anos 70, o interesse no uso das técnicas da hipnose para tratar desordens alimentares em conjunto com a psicologia e a medicina como, por exemplo, o tratamento da hipnose para depressão e ansiedade.

A hipnose trabalha em conjunto com a medicina, que trabalha com a saúde física do paciente, e a psicologia, a qual tem um papel de educar a pessoa a respeito dos efeitos adversos cíclicos de fazer dietas e comer compulsoriamente, vomitar e outras medidas compensatórias, e oferecer alternativas adaptativas para a regulação do peso, bem como guiar o paciente a monitorar seus próprios comportamentos alimentares.

Após estabelecer o rapport com o cliente e coletar sua história através da anamnese, o hipnoterapeuta pode conduzir um processo terapêutico, por exemplo, a partir da regressão de idade, com o foco de verificar memórias relacionadas ao peso.

Uma forma de atingir esse objetivo é utilizar uma técnica chamada Espelho do Futuro, no qual o paciente se veria no futuro da forma como é sugerida pelo hipnoterapeuta: com um peso saudável, uma vida não centrada no peso ou no formato do corpo, estando em controle da sua vida. O hipnoterapeuta trabalha para que o paciente possa integrar maior tolerância aos desconfortos que geralmente iniciam a compulsão alimentar.

Também é possível, por meio da hipnose, verificar o grau e a severidade do transtorno no inconsciente do paciente, ligar memórias antigas a comportamentos atuais e promover ambiente adequado para que o paciente tenha seus próprios insights a respeito da obesidade. Dessa forma, as sugestões vão na direção de o paciente olhar para si mesmo e ver novos horizontes, ao passo que se move para longe da atenção centrada na comida e nas vicissitudes da vida.

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Referências:

APPOLINÁRIO, J.C. & CLAUDINO, A.M. Transtornos alimentares. Rev. Bras. Psiquiatr. 2000;22(2).

LYNN, S.J. & KIRSCH. I. Essentials of clinical hypnosis: an evidence-based approach. American Psychological Association. 2006.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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