Como ter conversas difíceis?

16/11/2021 às 18:47 Hipnose

Como ter conversas difíceis?

Nem sempre estamos preparados para momentos delicados na interação humana. Veja abaixo uma forma de enfrentar as conversas difíceis!

O que é uma conversa difícil?

Uma conversa é considerada difícil quando nos sentimos desconfortáveis ou em que temos que falar sobre algo que não consideramos fácil de falar. Além de o assunto poder ser desconfortável, também pode trazer à tona emoções negativas apenas pelo modo como a conversa é conduzida. Pensando nisso, Douglas Stone, Bruce Patton e Sheila Heen escreveram um livro chamado “Conversas difíceis: como argumentar sobre questões importantes”. Vamos dar uma olhada sobre as dicas do livro para ter uma conversa difícil.

Como identificar uma conversa difícil?

As conversas difíceis envolvem grau elevado de risco em que se pode ganhar ou perder muito, por exemplo, que envolvem questões de dinheiro, bem estar emocional ou um relacionamento. No mundo dos negócios é comum haver uma conversa difícil no momento dos feedbacks, em reuniões com equipes problemáticas, tomada de decisões em situações com pessoas que têm pontos de vista divergentes. No mundo acadêmico, surge quando o indivíduo tem que dar uma palestra ou apresentar um importante trabalho para avaliação. Estar preparado para estes momentos faz de você um líder, uma pessoa preparada e com vantagem, tanto no mercado de trabalho, quanto em sua vida pessoal, pois aprender a lidar com conversas difíceis podem ampliar sua qualidade de vida.

O aglomerado de conversas

Os autores sugerem pensar em uma conversa difícil como um aglomerado de três conversas distintas: a conversa do que aconteceu, a conversa dos sentimentos e a conversa da identidade.

A conversa do que aconteceu

As conversas difíceis tratarão das coisas que aconteceram e, nesse caminho, podemos interpretar as coisas de uma forma diferente. Quase nunca vemos o fato como neutro, o instinto básico é presumir a intenção a partir da observação. Assim, é frequente tentarmos interpretar a intenção do outro ao falar. As conversas difíceis giram em torno das diferenças nas percepções, dos julgamentos que fazemos em cima dos fatos, e não deles em si mesmos.

Dessa forma, é preciso avaliar como a situação incomoda e o que é possível fazer a respeito. O argumento da intenção, nesse caso, faz toda a diferença, recomenda-se primeiro confirmar se a intenção que você achou era realmente a que o outro estava trazendo, um esclarecimento que é crucial.

A conversa dos sentimentos

Enquanto a conversa acontece com palavras, também temos os sentimentos que se conversam, e muitas pessoas não sabem o que fazer a respeito de seus sentimentos neste momento. Assim, seguem a conversa movidos pelas emoções, mesmo quando apresentam motivos puramente racionais. A melhor estratégia é gastar um tempo antes da conversa pesquisando e entendendo as próprias emoções a respeito do assunto, pois muitas vezes o que sentimos pode não fazer sentido, e teremos vergonha de sentir aquilo quando expostos. Além disso, nem tudo o que é pensado deve entrar na conversa, mas ter isso claro para você vai ajudar significativamente em situações que envolvam sentimentos difíceis.

A conversa da identidade

Outro ponto que conversas importantes tocam é na identidade, ou seja, a conversa é sobre você na medida em que afeta sua autoimagem. Enquanto uma pessoa faz um comentário sobre o seu comportamento, você pode pensar que aquilo não condiz com a imagem que você tem de si mesmo, um tipo de pensamento em geral não consciente que gera desconforto. Nesse caso, é preciso parar e avaliar se a situação realmente é sobre você e, caso seja, pode sinalizar algum ponto cego que você ainda não conhecia ou tem dificuldade de assumir. Muitas conversas são difíceis porque tratam de temas considerados tabus, que tentamos a esconder ou não tratar tão abertamente, além de poderem ser coisas que nem mesmo percebemos. Quando rejeitamos um feedback automaticamente, podemos estar perdendo a oportunidade de autoconhecimento mais amplo.

Evitando uma conversa difícil

Nem toda conversa difícil precisa ser realizada. Existem três momentos em que uma conversa difícil pode ser evitada:

  1. Avaliando se o conflito real está, na realidade, dentro de você, pois muitas vezes usamos o outro para ter uma conversa que é puramente nossa. Mergulhar internamente, tirar um tempo para reflexão e avaliar a situação pode evitar desconfortos externos.
  2. Verificando se existe alguma forma de lidar melhor com a situação ao invés de conversar, pois as ações são mais importantes do que as palavras. Uma reflexão pode sinalizar que o melhor caminho é agir, mudar algo tornando, assim, a conversa desnecessária.
  3. Analisando se você tem um objetivo nessa conversa, pois muitas vezes nos precipitamos sem saber direito o que queremos com aquela conversa. Pense no que quer com a conversa e qual o melhor cenário para comunicá-la, além de definir até onde está disposto a ir. Não espere a mudança do outro, verifique o que você pode fazer para resolver o problema.
  4. Fazendo uma pausa, mesmo após ter pensado sobre os tópicos acima, antes de ter a conversa. Lembre-se que saber ouvir é fundamental em uma conversa, além de estar disposto a chegar em um acordo em comum.
  5. Finalmente, não considere a situação apenas do seu lado, leve em consideração a diferença na percepção entre ambos os lados considerando todos os pontos de vista como igualmente válidos, procurando ser um parceiro na resolução do problema e motivação para o acordo.

A conversa de aprendizado

Se você verificar que a conversa é necessária, procure realizar o que se chama de conversa de aprendizado, que consiste em uma conversa difícil bem conduzida, onde as pessoas se movem para uma posição de curiosidade sobre outros pontos de vista. Não é fingimento, mas é reconhecimento de que cada um vê as coisas de forma diferente.

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Referências:

STONE, D. et al. Conversas difíceis: como argumentar sobre questões importantes. Editora Campus. 1ª edição. 2011.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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