Como reduzir sua produção de lixo?

21/07/2021 às 20:38 Hipnose

Como reduzir sua produção de lixo?

O consumo trouxe a aquisição excessiva de itens, nem sempre necessários. Cada vez mais produzimos lixo, muitas vezes sem perceber. Como reduzir a quantidade de lixo que produzimos?

Repercussão do lixo

Nem sempre se conhece as repercussões da disposição desses resíduos, principalmente a céu aberto, na saúde humana e das práticas sanitárias da população em relação a eles. A geração de lixo proporcional ao crescimento populacional, traz maior demanda de serviços de coleta pública desses resíduos, pois quando não coletados e tratados adequadamente provocam efeitos diretos e indiretos na saúde, além da degradação ambiental.

A preocupação mundial com relação aos problemas ligados aos resíduos urbanos vem sendo tema de diversas conferências feitas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

No que diz respeito ao Brasil, as diretrizes para manejo adequado dos resíduos têm sido propostas, tais como: a minimização da produção de lixo, maximização das práticas de reutilização e reciclagem ambientalmente corretas, a produção de sistemas de tratamento e disposição de resíduos compatíveis com a preservação ambiental e a extensão da cobertura dos serviços de coleta e destino final.

Alguns estudos realizados no Brasil têm mostrado uma possível associação entre o gerenciamento inadequado de lixo e o aumento de casos mórbidos, notadamente diarréia e parasitoses intestinais em crianças.

O que é lixo?

Os resíduos sólidos urbanos, mais conhecido como lixo, é uma preocupação ambiental mundial, especialmente nos grandes centros urbanos de países subdesenvolvidos. No bom senso comum, o lixo é tudo aquilo que não serve mais para ser utilizado, e é feita uma distinção entre o que é considerado “velho” e o que é lixo, que seria aquilo que “não presta mais”.

Dentre os produtos considerados lixos, restos de alimentos, cascas de frutas e verduras, papel usado, roupas velhas, papel higiênico usado, papelão, mato, podas de árvores, latas e vidros usados, pilhas de rádio descarregadas, pneus de borra estragados, plásticos usados, eletrodomésticos velhos, panela de alumínio velhas, ferro velho e restos de construção são os mais citados pela população.

Onde é gerado o lixo?

O aumento da produção de lixo tem chamado a atenção. Estima-se que 30 a 50% do lixo não é recolhido de forma adequada ou não é totalmente recolhido. Estimativas sobre a região da América Latina e Caribe apontam uma taxa de geração diária de cerca de 0,3 a 0,8kg por habitantes por dia de resíduos sólidos. Sabe-se que cerca de 70% dos resíduos sólidos são gerados nos domicílios e são resultado da atividade econômica e do subdesenvolvimento de alguns países.

Lixo e responsabilidade pessoal

A responsabilidade da redução da produção de lixo não se restringe apenas às ações que podem ser realizadas pelos poderes públicos, mas também no âmbito individual e da comunidade. Cada indivíduo é responsável por jogar seu lixo em local adequado para não gerar problemas para a comunidade.

Em qualquer cultura, os bens funcionam como uma demonstração concreta dos valores e da posição social de seus usuários. O consumo desenvolve identidades sociais nas quais o indivíduo se sente pertencente a determinado grupo e redes sociais. O consumo envolve também coesão social, produção e reprodução de valores e é uma atividade que envolve a tomada de decisões políticas e morais praticamente todos os dias. Quando consumimos, de certa forma manifestamos a forma como vemos o mundo. Há, portanto, uma conexão entre valores éticos, escolhas políticas, visões sobre a natureza e comportamentos relacionados às atividades de consumo.

Como reduzir a produção de lixo?

Em busca de uma sustentabilidade, é preciso realizar mudanças nos padrões de consumo, visando construir uma sociedade mais justa e com qualidade de vida, principalmente através da crítica ao consumismo exacerbado e a percepção de que os atuais padrões de consumo estão nas raízes da crise ambiental.

Existem algumas formas de reduzir a produção de lixo, a partir de uma perspectiva individual e comunitárias, tais como:

  1. Utilizar garrafa ou copo reutilizáveis para bebidas em trânsito ou no trabalho sempre que possível, evitando o desperdício. Levar água consigo é uma forma de reduzir a compra de bebidas caras e ainda evitar a compra de plástico, um dos maiores poluidores ambientais.
  2. Use sacolas reutilizáveis para compras de mantimentos evitando, assim, a produção de sacolas de plástico que serão logo descartadas.
  3. Evite comprar alimentos e frutas em embalagens plastificadas ou com embalagens excessivas (cada unidade embalada dentro de outra embalagem, por exemplo).
  4. Compre conscientemente e recicle sempre que possível. Adquira itens apenas quando realmente precisar mas, antes, tente reutilizar o item que tem (pode dar uma repaginada nele) ou trocar por outro, de forma a não enviá-lo ao lixo.
  5. Use composteira para o lixo orgânico, ela gera um ótimo adubo para suas plantas!
  6. Evite recipientes e utensílios de uso único, ou seja, que logo após o uso serão descartados (como sacolas, embalagens plásticas, garrafas, talheres e outros).
  7. Compre itens de segunda mão e acostume-se a doar bens usados, economizando espaço e dinheiro.
  8. Compre de produtores locais e, sempre que possível, a granel, para reduzir o empacotamento. Comprar de produtores locais fortalece a economia na comunidade e todos ganham.
  9. Limite o uso de papel, recusando o máximo de correspondências desnecessárias, recibos, revistas e outros. Hoje em dia é possível fazer tudo de forma digital, reduzindo a quantidade de papéis que temos que arquivar.

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Referências:

CORTEZ, A.T.C. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. SciELO Books. 2009.

RÊGO, E.C.F. et al. O que é lixo afinal? Como pensam mulheres residentes na periferia de um grande centro urbano. Cadernos de Saúde Pública. sem data.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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