Vidas Negras Importam: conheça esse movimento

24/07/2021 às 21:15 Hipnose

Vidas Negras Importam: conheça esse movimento

O racismo estrutural está por toda parte, pois as pessoas não são educadas para se conscientizar de sua presença. A partir das diversas violências, principalmente policiais, contra pessoas negras, surgiu o movimento Black Lives Matter. Já sabe do que se trata? Então dá uma olhada!

Movimento Vidas Negras Importam

Do inglês Black Lives Matter, o movimento Vidas Negras Importam surgiu em 2012 por três mulheres negras como forma de protesto à absolvição de um homem responsável pelo assassinato de um homem negro. No entanto, o movimento apenas ganhou notoriedade quando diversos atividades negros se reuniram para ir às ruas protestar contra a violência policial.

A luta contra a violência policial e o assassinato de jovens negros nos EUA, buscando reafirmar sobretuda a humanidade das populações negras. A violência policial mata jovens negros em números alarmantes e desumaniza essa população da mesma forma que foram desumanizados os africanos escravizados e seus descentes desde sua forçada chegada nas Américas a partir do século 16. Essa desumanização ainda ocorre nos dias atuais, inclusive por meio da violência que visa apagar ou inviabilizar as memórias e histórias da população negra nos currículos e nas escolas. O impacto da discriminação atinge pessoas negras de forma biopsicossocial e movimentos como o Black Lives Matter vêm para reforçar sua resiliência para enfretar essa luta.

Assassinatos de vidas negras

O alarmante nível de assassinatos de vidas negras são situações circunadadas de divergências nas versões dos fatos, tendo como principalmente particularidade a diferença entre a versão da polícia e das testemunhas, sendo os jovens negros caracterizados pela polícia como perigosos, suspeitos, violentos, em contrapartida da versão das testemunhas e familiares. Esses jovens sofrem com condutas altamente agressivas por parte da polícia, em situações que mesmo desarmados são vítimas de disparos fatais, muitas vezes com quantidade exacerbada de tiros. Por isso, os protestos contra a violência às vidas negras vem crescendo e se fortalecendo, objetivando criar uma rede global de empoderamento da população negra no combate e na resistência à opressão mortal cometida por agentes vigilantes e policiais.

O caso George Floyd

O assassinato recente de George Floyd, um homem negro dos Estados Unidos dominou a mídia, superando as notícias acerca da crise sanitária e econômica que vivemos. A partir da cena brutal de sufocamento de Floyd por um policial branco foi ao ar no mundo todo e muitas pessoas se uniram em prol da causa antirracista. A comoção surgiu a partir desta gota d’água e a sociedade observa reações de forma nunca antes vista.

A partir dos diversos casos de violência contra negros, a discussão acerca da discriminação racial não pode mais ser deixada em segundo plano.

Racismo no Brasil

No Brasil o movimento gerou grande comoção e foi comparado à reação contra os casos de vidas negras mortas no Brasil. A extrema violência da polícia brasileira contra jovens negros deixa explícito que os assassinatos não se devem a uma motivação de proteger a sociedade mas, sim, de “higienizar” a população excluindo pessoas negras. A violência policial no Brasil contra negros, a falta de oportunidades e a tentativa de apagamento desta população escancara o racismo estrutural brasileiro, originado desde a sua época de colônia. A verdade é que o Brasil nunca deixou de tratar seus negros como tratava seus escravos, apenas agora as formas de racismo se mostram “modernizadas” e a falta de conscientização acaba naturalizando a violência racial.

O que fazer para contribuir?

O desafio é transformar o sentimento de humanização da população negra em um movimento cada vez maior, mais amplo e vivo, a partir da conscientização da população em geral e do empoderamento de pessoas negras a partir de comunidades, instituições e políticas públicas, visando aumentar sua qualidade de vida e dignidade.

O IGBE lançou uma pesquisa em que verificou que o número de pessoas se declarando negras vem aumentando, potencialmente devido à sensação de se sentirem mais empoderadas atualmente do que antes.

A nível empresarial, a criação de oportunidades para a população negra é uma forma concreta de demonstrar apoio à causa Vidas Negras Importam. É preciso se reeducar, buscar informação e atualização, e passar a praticar isso no dia a dia, no ambiente de trabalho, em casa e nas interações sociais em geral.

Black Lives Matter e redes sociais

O movimento Vidas Negras Importam tem ganho grande visibilidade através das redes sociais e da internet. Ativistas internacionais têm realizado campanhas contra a violência direcionada a pessoas negras, as quais ganham alcance aumentado através dessa ferramenta.

Suas repercussões e as organizações de manifestações e protestos alcançaram o mundo inteiro, saindo dos Estados Unidos para países como o Brasil, a África do Sul e a Austrália, onde os ativistas têm tomado as ruas em solidariedade às vítimas de violência policial. Amplificar as lutas em seus próprios países e apontar o que consideram abordagens racistas é o principal objetivo na presença deste movimento nas redes e mídias sociais.

A presença de exemplos de pessoas negras, sua cultura e suas potencialidades através das redes sociais e dos social influencers contribui para o empoderamento de jovens e até mesmo crianças, que assim têm a possibilidade de crescer com exemplos de representatividade, através dos quais se empodera e passa a se ver além da discriminação. Apoiar pessoas negras pode ser algo muito simples, basta procurar informação e diálogo.

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Referências:

MOURA, I.V. Para morrer basta estar vivo, ou ser negro: análise do valor político da vida negra à luz da necropolítica e a reação do Movimento Black Lives Matter. Repositório UFU. sem data.

PEREIRA, A.A. Black lives matter nos currículos? Imprensa negra e antirracismo em perspectiva transnacional. Cad. Pesqui. 2019;49(172).

TAYLOR, K. O surgimento do movimento #blacklivesmatter [vidas negras importam]. Lutas Sociais. 2018;22(40).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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