Uso medicinal da cannabis: entenda

24/06/2021 às 17:40 Hipnose

Uso medicinal da cannabis: entenda

A cannabis é uma planta controversa e envolta em diversas polêmicas, principalmente por conta da desinformação. Além disso, a criminalização da maconha tem sido um dos principais mantenedores dos conflitos policiais com comunidades e morte de pessoas negras e pobres. Será que a maconha pode ser benéfica à saúde?

História da cannabis

A Cannabis é uma planta cuja origem é traçada de volta ao mundo antigo. Evidências sugerindo o seu uso datam de 5.000 anos atrás, no local hoje conhecido como Romênia e traços de seu uso medicinal já por volta de 400 anos aproximadamente. Nos Estados Unidos, a Califórnia se tornou em 1996 o primeiro estado a permitir o acesso e o uso legal de cannabis para fins medicinais, por meio da solicitação de um médico. Atualmente, 21 estados dos Estados Unidos descriminalizaram o uso da maconha e eliminaram a proibição do porte em pequenas quantidades.

Os impactos socioculturais, legais e econômicos de mudanças legais como esta de permitir o uso de cannabis medicinal e até para recreação geram uma expansão na produção de produtos, especialmente no setor medicinal. Recentemente, a cannabis tem sido vista pelos pesquisadores como uma droga segura para tratar condições refratárias, o que tem aumentando a demanda por novas pesquisas para desenvolvimento de medicamentos e outros produtos. A estimativa é de que 2 milhões de americanos utilizem os produtos da cannabis para fins medicinais.

O que é cannabis?

A Cannabis é uma planta da família Cannabaceae e possui uma série de espécies já reconhecidas, como a Cannabis sativa, a Cannabis índica e a Cannabis ruderalis. De acordo com a espécie, a planta fornece diversos benefícios, tanto para a saúde, quanto para a produção de materiais, já que a maioria das coisas feitas de plástico poderiam ser feitas com a fibra da cannabis.

A cannabis é utilizada para tratar uma série de condições, principalmente quando o indivíduo é refratário aos demais tratamentos disponíveis.

A cannabis possui mais de 400 substâncias chamadas de canabinoides. No entanto, existem dois componentes principais:

  • Canabidiol (CBD): não produz euforia nem intoxicação, o CBD possui um perfil seguro e é bem tolerado pelo organismo, mesmo em altas doses. É utilizado no tratamento de diversas doenças, tais como: dor crônica, esclerose múltipla, epilepsia refratária, náusea e vômito causados pela quimioterapia e outros. Existem poucas evidências que mostram que o CBD também seria indicado para regular o apetite e a perda de peso associada a HIV, síndrome de Tourette, ansiedade, estresse pós-traumático e esquizofrenia. O CBD está amplamente disponível em países cuja liberação já ocorreu, sendo vendido em coffee shops e lojas de produtos de suplementação alimentar.
  • Tetrahidrocannabinol (THC): principal substância psicoativa da cannabis, provoca dependência assim como os efeitos psicoativos, como ter as áreas de emoção, memória, tomada de decisão e equilíbrio motor prejudicados.

A cannabis pode ser utilizada de diversas formas, tais como a tintura, extração de óleos em concentração diversa, a planta in natura depois de seca à sombra, as quais podem ser fumadas por combustão ou vapor de inalação em aparelhos apropriados (nebulizador, vaporizador, cigarro eletrônico, etc). A duração total de curto prazo da maconha fumada é baseada na potência e no quanto foi fumada. Seus efeitos duram tipicamente de duas a três horas. Quando ingerida, os efeitos psicoativos podem demorar mais para se manifestar e geralmente duram mais, tipicamente de 4 a 10 horas depois do consumo.

Efeitos adversos da cannabis

Alguns efeitos adversos podem decorrer do uso da cannabis, tais como: taquicardia, hipotensão, xerostomia, xeroftalmia, euforia, dificuldades na atenção, coordenação e julgamento. Eis alguns outros efeitos físicos de curto-prazo do uso da maconha:

  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Boca seca,
  • Redução da pressão intra-ocular,
  • Relaxamento muscular
  • Sensação de pés e mãos frios ou quentes.

Preconceitos

Em algumas culturas, a cannabis é utilizada para o tratamento de uma série de doenças e não é vista de forma muito diferente de outros produtos botânicos, tais como suplementos usados para a saúde ou alívio de sintomas, se a doença persiste.

Vantagens do uso da cannabis

O principal efeito positivo da cannabis é seu efeito analgésico, sua capacidade sedativa e miorrelaxante, capaz de potencializar a ação de opióides e diminuir seus efeitos colaterais. Seu potencial terapêutico está, dentre outras coisas, na capacidade de restaurar o apetite, o controle das náuseas e vômitos advindos do tratamento de câncer e AIDS. A cannabis também pode ser utilizada como anticonvulsivante, ansiolítico, analgésico, antiemético para o tratamento de cólicas, asma, e dismenorréia, além vir sendo pesquisada para tratas doenças neurológicas como a esclerose múltipla e a síndrome de Tourette.

A cannabis é considerada um medicamento leve e de baixa toxicidade. Há relatos de sucesso no tratamento da depressão, tratamento da ansiedade, insônia, apatia, fadiga, entre outros.

A maconha também produz efeitos subjetivos, com maior apreciação do sabor da comida e dos aromas, uma distorção entre tempo e espaço, a percepção de “descarga” das ideias do banco de memória de longo prazo.

Desvantagens do uso da cannabis

O uso continuado da cannabis, mesmo na forma de suplementos, pode trazer riscos à saúde, incluindo efeitos psicoativos, intoxicação e efeitos disfuncionais. No entanto, estudos mostram que a cannabis é relativamente segura, com poucas mortes reportadas pelo seu uso, o tratamento pode ser conduzido pelo paciente e os custos são relativamente baixos.

A cannabis é uma substância “abusável”, dadas as evidências de dependência e tolerância fisiológica, bem como síndromes de abstinência podem ocorrer.

Independente das polêmicas, os benefícios da cannabis na saúde estão comprovados cientificamente. E você, gostou de conhecer novas formas de terapia? Aprenda Hipnose Clínica sem sair de casa!

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Referências:

BRIDGEMAN, M.B. & ABAZIA, D.T. Medicinal cannabis: history, pharmacology, and implications for the acute care setting. Pharmacy & Therapeutics. 2017;42(3).

FREEMAN, T.P. et al. Medicinal use of cannabis based products and cannabinoids. BMJ. 2019.

LEVINSHON, E.A. & HILL, K.P. Clinical uses of cannabis and cannabinoids in the United States. Journal of the Neurological Sciences. 2020.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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