O que são gatilhos emocionais e como lidar com eles?

25/12/2021 às 22:13 Hipnose

O que são gatilhos emocionais e como lidar com eles?

Diariamente sentimos desconfortos que nem sempre sabemos identificar imediatamente. Veja só os gatilhos emocionais, de onde eles vêm e como lidar!

O que são gatilhos emocionais?

Os gatilhos são espécie de “disparos” que remontam a traumas passados e que acionam uma cadeia de memórias ruins e têm o poder de mudar o estado de humor, pode interferir na forma de tomar decisões e no comportamento social. É uma situação na qual os sentimentos e sensações desagradáveis para alguém se precipitam, afetando aspectos muito sensíveis ao indivíduo como baixa autoestima ou sentimentos de desamparo. Nossas memórias são muito conectadas com as emoções, por isso estas podem trazer à tona lembranças que disparam estados mentais e emocionais relacionados a ela, ainda que não esteja presente no momento.

Os efeitos de um gatilho emocional

Assim, os gatilhos emocionais nada mais são do que tudo o que desperta uma forte reação negativa em uma pessoa e provocam uma reação emocional intensa e excessiva. Viver sob a influência cotidiana de gatilhos emocionais pode piorar a qualidade de vida e o bem estar biopsicossocial do indivíduo. Por isto, muitos psicólogos recomendam a psicoterapia para buscar superar as reações aos gatilhos pois, uma vez que são identificados, passam a ser gerenciáveis de modo que deixam de causar dor emocional e psicológica.

Os gatilhos emocionais no dia a dia

Os gatilhos emocionais podem ser desencadeados por muitos estímulos que dependem das crenças, valores e experiências prévias, e o que pode ser gatilho para uma pessoa, pode não ser para outra.

Podem ser gatilhos palavras, opiniões ou situações, podem ir desde um determinado tom de voz, tipos de pessoa com que precisa lidar, pontos de vista específicos defendidos por alguém e, às vezes, uma simples palavra. Assim, memórias, sentimentos, piadas, opiniões, reações e comportamentos podem despertar um gatilho e nesse momento, as emoções mais corriqueiras são a raiva, a tristeza e o medo. Veja alguns outros tipos de gatilhos no dia a dia:

  • Alguém lhe rejeitar;
  • Alguém lhe ignorar;
  • Alguém lhe abandonar ou ameaçar fazer isso;
  • Alguém terminar o relacionamento com você;
  • Alguém lhe criticar ou julgar;
  • Alguém lhe censurar, especialmente em público;
  • Alguém agir com indiferença;
  • Alguém debochar da sua cara;
  • Alguém tentar lhe controlar;
  • Alguém não ter tempo para você;
  • Alguém ser muito carente com você;
  • Alguém lhe culpar, principalmente por algo que você não fez;
  • Alguém não parecer feliz em lhe ver;
  • Alguém lhe ferir emocionalmente;
  • Alguém lhe xingar;

Além de sentir desconforto emocional, você pode sentir incômodo físico quando se depara com um gatilho. A taquicardia, náusea, enxaqueca, tontura, tremores no corpo, sudorese e vômito são reações físicas comuns.

Estigmatização e gatilhos

Cada pessoa possui seus próprios gatilhos emocionais, que surgem de acordo com as circunstâncias e experiências de vida e suas crenças pessoais. Algumas pessoas podem ver como “basteira” o que é um gatilho para outra pessoa. Assim, nem sempre os familiares e pessoas mais próximas entendem a significância daquele gatilho para a saúde mental da pessoa, e passam a agir como agentes estressores que se ligam aos gatilhos.

As divergências e os gatilhos

Conviver com pessoas de crenças opostas, quando nos identificamos fortemente com um tipo de crença pode ser uma situação que desencadeia um gatilho, pois pode ser desconfortável conversar sobre a religiosidade do outro. Além disso, a preservação do ego quando a identidade do indivíduo é questionada, também pode aparecer, numa tentativa de preservar a “noção de eu” que se tem. Se não percebermos que uma situação despertou um gatilho, podemos reagir a ela de modo inconsciente, entrando em discussões, brigas e conflitos para tentar conservar a nossa identidade.

Como lidar com gatilhos emocionais?

Existem algumas formas de lidar e entender a origem dos gatilhos. Veja abaixo algumas dicas por quem ajudá-lo:

  1. Dê nome ao gatilho: listar os gatilhos é fundamental para reconhecer o seu padrão e se proteger dele, escolhendo sua forma de reagir e não uma defesa automática;
  2. Busque as origens do gatilho: pode ser uma situação vivenciada na infância, uma experiência negativa em um relacionamento ou um trauma no trabalho, todos são de essencial importância e podem ser discutidos em sessões de terapia para maior compreensão;
  3. Compartilhar com pessoas íntimas: informar às pessoas próximas e familiares nos quais você confia, dizendo que você possui os gatilhos emocionais é fundamental para que elas possam saber evitá-los quando estiverem próximas de você, assim como elas podem dar o acolhimento e suporte necessários à reação emocional que resulta de um gatilho;
  4. Foque na respiração: tire a sua atenção da pessoa ou situação que provocou o gatilho e respire;
  5. Se dê um tempo: afaste-se da situação para esfriar a cabeça e depois retornar para dialogar;
  6. Um novo olhar: busque ver algumas situações pelo viés do humor, sempre que possível. É uma dica que demanda mais maturidade e autoconhecimento.

Impactos psicológicos dos gatilhos

Quando uma memória traumática é desencadeada por um gatilho, a pessoa que sofreu no passado tenta criar memórias boas e construir uma vida satisfatória, o que pode ser perturbado por uma situação, uma ação ou uma fala associada à ocasião ruim e volta a sofrer com questões do passado. Muitas pessoas se afastam das situações sociais em que são gerados os gatilhos, o que as deixa ainda mais solitárias e tristes. Os gatilhos emocionais também podem causar depressão, síndrome do pânico, estresse pós-traumático, ansiedade, entre outras condições psicológicas.

A busca pela superação

O autoconhecimento e a reflexão contínua podem ser um caminho para a superação dos gatilhos emocionais e os traumas relacionados a eles. É possível questionar-se o que lhe causa incômodo e desconforto naquela situação, pense nas condutas, posicionamentos e opiniões alheias, e as emoções negativas vivenciadas. Veja em quais situações você já se sentiu assim, e como reagiu de forma alterada no momento. Também vale a pena observar em quais conversas você se sente com emoções mais negativas, quais ocasiões despertam reações diversas que você não suporta ou fica irritado, angustiado ou triste. Um bom registro pode te dar um caminho para superar os gatilhos emocionais!

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Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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