O que é Comunicação Não-Violenta?

17/05/2021 às 17:36 Hipnose

O que é Comunicação Não-Violenta?

Você sabe o que é Comunicação Não-Violenta? Pensa a respeito do tipo de comunicação que utiliza em seus relacionamentos interpessoais? Não? Então esse texto é pra você!

Origem

A comunicação não-violenta (CNV), também conhecida como comunicação compassiva ou colaborativa, é uma abordagem de comunicação baseada nos princípios da não-violência. É um método desenvolvido para aumentar a empatia e a qualidade de vida daqueles que a utilizam consigo mesmos e com as pessoas à sua volta.

A CNV originou-se dos conceitos da Terapia Centrada na Pessoa de Carl Rogers e foi desenvolvida pelo psicólogo clínico Marshall Rosenberg no começo dos anos 60.

Relacionamentos

A comunicação não-violenta foca em estratégias efetivas para suprir necessidades fundamentais para todas as partes em uma conversação. O principal objetivo é trazer harmonia para as relações interpessoais e obter conhecimentos para a cooperação futura.

Dentre seus aspectos estão: rejeitar as formas coercitivas de discurso, trazendo fatos através da observação não-julgamentosa para expressar sentimentos e necessidades e comunicar suas necessidades de forma empática e efetiva.

Aqueles que se apoiam na comunicação não-violenta consideram que as ações são originadas pela tentativa de satisfazer as necessidades humanas, que são universais (valores compartilhados entre todos), mas tentam fazê-lo evitando o medo, a vergonha, a acusação, a ideia de falha e erro, de coerção ou de ameaças.

O princípio básico da comunicação não-violenta é a capacidade de se expressar sem usar julgamentos de “bom” ou “mau”, “bem” ou “ruim”, “certo” ou “errado”, entre outros.

Conflitos

A CNV parte do princípio de que a maioria dos conflitos interpessoais ou entre grupos originam-se da má-comunicação das necessidades humanas, devido à linguagem coercitiva ou manipuladora que busca induzir ao medo, culpa, vergonha e outros.

Esses modos violentos de se comunicar durante um conflito tiram a atenção dos participantes do objetivo principal, que é esclarecer suas necessidades, seus sentimentos, suas percepções e suas requisições (pedidos, solicitações), portanto, perpetuando o conflito.

Componentes

Existem quatro componentes da comunicação não-violenta:

1. Observação: estes são os fatos (o que vemos, ouvimos ou tocamos), distintos da avaliação do significado ou da importância (julgamento);

2. Sentimentos: essas são as emoções ou sensações, livros de pensamentos e histórias, e precisam ser distinguidos dos pensamentos, por exemplo, do que achamos se alguém está nos avaliando ou o que achamos do que os outros fazem conosco;

3. Necessidades: estas são as necessidades humanas universais, já que tudo o que fazemos está a serviço de nossas necessidades;

4. Pedidos (ou solicitações): diferentemente de demandas e exigências, o pedido está aberto para ouvir a resposta do outro, mesmo que esta seja não, sem tentar forçar a sua realização pelo outro. Caso haja um “não” como resposta, a pessoa é convidada a olhar de forma empática para os motivos pelos quais o outro fez essa escolha, antes de decidir se continua ou não a conversação. Também é recomendado fazer pedidos claros, positivos, e voltados à ações concretas expressas assertivamente pela linguagem.

Autoempatia

A autoempatia é uma das formas de aplicação da CNV. Envolve se conectar de forma compassiva com o que acontece dentro de si. Isso pode envolver entrar em contato com culpas, preconceitos, julgamentos, possibilitando entender nossos sentimentos e, mais importante, conectar as necessidades que nos estão afetando.

Recebendo empaticamente

Na CNV, receber empaticamente significa entrar em conexão com o que está vivo na outra pessoa e que faria a vida maravilhosa para ela, não apenas procurar entender racionalmente o que a outra pessoa está falando, mas conectar-se com empatia para entender a essência que enxergamos na outra pessoa.

Não significa que tenhamos que sentir os mesmos sentimentos que a outra pessoa, porque isso é simpatia (ou seja, quando nos sentimos tristes por alguém se sentir triste). Significa estar presente, não apenas tentando entender a sua mente para responder na sua vez.

Ter mais empatia envolve esvaziar a mente e escutar o ser que nos fala por inteiro. Existem pesquisas que demonstram que focamos mais nas observações ocultas, na identificação de sentimentos, necessidades e pedidos quando alguém fala conosco.

Honestidade

Expressar-se com honestidade tem tudo a ver com comunicação não-violenta! Expressar uma observação, sentimento, necessidade ou pedido. Já se sabe que denominar a sua necessidade em relação a um sentimento torna mais difícil que a outra pessoa pense que é responsável pelo seu sentimento.

De igual forma, comunicar um pedido somado à denominação assertiva da necessidade torna mais possível o outro atuar especificamente em sua necessidade.

De acordo com o treinador de CNV Bob Wentworth, “a observação prepara o contexto, os sentimentos sustentam a conexão e o ato de sair um pouco de nossas cabeças, as necessidades dão suporte à conexão e o pedido aumenta as chances de a necessidade ser endereçada”. Segundo o treinador, utilizar esses componentes juntos diminui as chances de que as pessoas se percam na comunicação com você e potencialmente se desconectem do que você quer e porquê.

Aplicações

A CNV pode ser aplicada em diversos contextos, como o organizacional, na educação parental, na educação escolar, na mediação de conflitos, na psicoterapia, nos cuidados de saúde e na psicoeducação de crianças.

Pode ser aplicada na construção de acordos, já que colabora na distinção entre observações e juízos de valor; sentimentos e opiniões; necessidades (ou valores universais) e estratégias; pedidos e exigências / ameaças. Ou seja, uma comunicação à base destas distinções tende a evitar dinâmicas dominatórias ou desresponsabilizantes, que rotulem ou enquadrem os interlocutores ou terceiros.

Cultura

Segundo Rosenberg, o desejo de punir que se apresenta na comunicação e o uso de medidas punitivas existem somente em culturas cujas visões de mundo são moralistas, ou seja, utilizam categorias como “bom” ou “mau”, sendo que em muitas culturas a noção do que é “mau” não faz sentido sendo, portanto, mais pacíficas.

A comunicação não-violenta pode melhorar a qualidade das suas relações, já que se baseia na honestidade e na comunicação clara, além de abrir espaço para que as necessidades sejam comunicadas ao outro em ambiente seguro, até mesmo para que possam ser atendidas.

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Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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