Mulheres que escolheram não ser mães

11/12/2021 às 19:14 Hipnose

Mulheres que escolheram não ser mães

É cada vez mais comum que as pessoas escolham pela não maternidade. Vem conhecer um pouco mais sobre essa escolha!

A visão social sobre a mulher

O lugar social e natural da mulher foi totalmente vinculado à experiência da maternidade, o que se relacionava diretamente à vida conjugal e à manutenção do casamento, e afastava as mulheres do mundo do trabalho e da vida pública.

O movimento feminista e a não maternidade

A partir do movimento feminista e das ideias de liberdade feminina buscou-se desvencilhar a identidade da mulher da experiência da maternidade. Foi a partir desse momento histórico e das reflexões trazidas por ele que permitiu discutir a visão romanceada que se tinha da maternidade e suas repercussões na vida das mulheres, identificando os laços de opressão que se faziam presentes. A partir do século 20, as mulheres tiveram a oportunidade e motivação de romper com a identidade feminina totalmente vinculada à maternidade.

Discussões acerca da maternidade

O feminismo permitiu que a reflexão sobre a mulher e a maternidade em relação às suas implicações sociais e políticas e possibilitou às mulheres um maior contato com as ambiguidades da maternidade, já que esta foi por muito tempo valorizada e exaltada, e não havia espaço nem possibilidades para a reflexão acerca de seus aspectos mais penosos, o que trouxe a possibilidade de uma escolha reflexiva da maternidade.

O controle sobre o próprio corpo

Essas mudanças e conquistas derivadas do movimento feminista relacionam-se diretamente com a invenção dos métodos contraceptivos, que possibilitaram às mulheres o controle sobre o próprio corpo e a sexualidade, e abriram para elas a possibilidade de escolha de diferentes percursos de vida. A opção pelo controle sobre a fecundidade desvinculou a mulher da obrigação de procriar, estabelecendo assim um diálogo com o desejo pela maternidade e com outros possíveis desejos femininos.

A contracepção

A invenção dos contraceptivos é o principal meio pelo qual as mulheres exercem o direito de escolha sobre sua sexualidade e a escolha de ser ou não mãe. Existem diversos métodos contraceptivos, com benefícios e efeitos colaterais relativos. Veja alguns deles:

  • Pílula anticoncepcional: de uso oral, é o método mais utilizado pelas mulheres para evitar a gravidez, pois possui hormônios que são semelhantes àqueles produzidos pelos ovários, fazendo com que a ovulação não ocorra e não exista um óvulo pronto para ser fecundado.
  • Implante anticoncepcional: é um método que ajuda a prevenir a gravidez através de um pequeno tubo de plástico que é introduzido na parte interna do braço, embaixo da pele, pelo ginecologista e que libera hormônios para o sangue de forma lenta, impedindo a ovulação e dificultando a entrada dos espermatozoides no útero da mulher.
  • Dispositivo intrauterino (DIU): é um método contraceptivo de plástico em forma de T que é introduzido no útero pelo ginecologista e que pode permanecer durante cerca de 5 anos mantendo a sua eficácia. Pode ser adquirido pelo SUS.
  • Camisinha masculina e feminina: é um método anticoncepcional excelente para evitar a gravidez, além de ser o único método que protege do contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como Aids ou sífilis. Porém, para ser eficaz é necessário colocar a camisinha corretamente antes de cada contato íntimo, impedindo o contato direto entre o pênis e a vagina, evitando que os espermatozóides cheguem ao útero.
  • Anticoncepcional injetável: vai libertando lentamente hormônios que impedem a ovulação, porém o seu uso prolongado pode provocar atraso na fertilidade, aumento do apetite, o que pode conduzir ao aumento de peso, além de dores de cabeça, acne e queda de cabelo, por exemplo.
  • Laqueadura ou Vasectomia: é um método contraceptivo definitivo, impedindo a mulher ou o homem de ter filhos para o resto da vida, por isso, na maioria dos casos este método só é utilizado depois de decidir não ter mais filhos, sendo mais frequente em mulheres ou homens com mais de 40 anos.

A escolha da não maternidade

Grandes mudanças nos valores aconteceram nas últimas décadas e suas representações acerca da mulher e da maternidade. Atualmente há uma expectativa de que as mulheres não só trabalhem, mas tenham percursos individuais, pois, para elas, cada vez mais o trabalho, os estudos e a vida social representam ideais de realização, desenvolvimento e autonomia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2011, o número de casais com filhos em 10 anos sofreu uma queda de 7,7%, passando de 55% da população, para 47,3%.

Motivos para escolher a não maternidade

Com o surgimento da pílula anticoncepcional e a maior eficácia dos métodos contraceptivos, as mulheres se tornaram responsáveis por sua sexualidade, podendo optar por ter, ou não, filhos e quando tê-los.

Muitos são os critérios para que uma mulher escolha não ser mãe. Um deles é que a criança é sinônimo de sacrifícios que ameaçam a estabilidade e os planos dessa mulher.

Críticas à escolha da não maternidade

Ao longo do tempo, a conexão estabelecida pela cultural e pela história social, as características femininas e a função materna levou e continua levando à discriminações da escolha por outros percursos femininos. Aquelas que historicamente e na atualidade buscaram e buscam fugir ou rebelar-se ante a essa naturalização de seus percursos, continuam sendo olhadas com suspeita, caracterizadas como mulheres incompletas, tristes, solitárias e menos femininas. Há o constante questionamento sobre o desejo feminino de não ser mãe, uma cobrança social que quer se impor sobre a escolha dessas mulheres.

Preconceitos

Essa escolha por não querer viver a maternidade é ainda entendida, muitas vezes, como uma anormalidade, pois não está dentro dos padrões tradicionais da sociedade, sendo vista como patologia, falta de saúde, egoísmo, falta de dever físico para repor a população e toda essa sobrecarga afeta a qualidade de vida e a saúde biopsicossocial da mulher.

As mulheres, no entanto, seguem na luta pelos seus direitos humanos e de escolha.

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Referências:

EMÍDIO, T.S. & GIGEK, T. "Elas não querem ser mães": algumas reflexões sobre a escolha pela não maternidade na atualidade. Trivium. 2019;11(2)

FIDELIS, D.Q. & MOSMANN, C.P. A não maternidade na contemporaneidade: um estudo com mulheres sem filhos acima dos 45 anos. Aletheia. 2013;42.

MACHADO, J.S.A. et al. Cinderela de sapatinho quebrado: maternidade, não maternidade e maternagem nas histórias contadas pelas mulheres. Saúde debate. 2020;43(123).

Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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