Memória: como funciona e como aprimorá-la?

14/07/2021 às 19:47 Hipnose

Memória: como funciona e como aprimorá-la?

Cada vez mais utilizamos aplicativos e ferramentas para registrar informações importantes, de modo que possamos lembrar delas mais tarde. A tecnologia tem mudado a forma como “armazenamos” a memória, e muitas dessas ferramentas têm prejudicado a memória. Você sabe como a memória humana funciona?

O que é memória?

Chama-se de memória a capacidade dos seres vivos de adquirir, armazenar e evocar informações. É um dos mais importantes processos psicológicos, sendo responsável por nossa identidade pessoal e por guiar, em maior ou menor grau, nosso dia a dia. Ainda que sem perceber, estamos constantemente fazendo uso desse importante recurso cognitivo a todo momento, desde quando dirigimos um carro e pensamos para onde estamos indo, até atividades cotidianas como escovar os dentes ou organizar uma rotina. Sem a memória, não saberíamos em que trabalhamos, não saberíamos nosso nome e nem de nossos pais e amigos.

É a memória que recolhe os incontáveis fenômenos em nossa existência em um todo unificado. Sem isso, nossa consciência seria estilhaçada em tantos fragmentos quanto os segundos vividos.

Estudos vêm pesquisando a maneira pela qual as memórias são armazenadas e, basicamente, já se sabe que as informações que chegam ao nosso cérebro formam um caminho neural, ou seja, ativa uma rede de neurônios que, quando reforçada, resulta na retenção dessa informação, fato, objeto, experiência pessoal, sentimento ou emoção.

Tipos de memória

As pesquisas foram definindo diferentes tipos de memória como, por exemplo, as memórias de curto e longo prazo. As memórias se diferenciam a partir de duas características centrais, sendo elas o tempo de armazenamento (ultrarrápida, curto prazo, longo prazo) e a natureza da memória (explícita, implícita e de trabalho).

Memórias de curto prazo

As memórias de curto prazo são fenômenos de natureza elétrica no cérebro (que reforçam os traços bioquímicos do caminho neural marcado pela ativação sensorial) que armazenam pequenas quantidades de informação por um breve período de tempo. Exemplos de memória de curto prazo:

  1. Memória sensorial: é um tipo de memória que nos permite reter informações que chegam até nós através dos sentidos, podendo ser estímulos visuais, auditivos, gustativos, olfativos, táteis e proprioceptivos. Possui curta duração e apresenta capacidade relativamente grande se comparada à memória de trabalho.
  2. Memória de trabalho: este tipo de memória não serve somente para armazenar informações, mas para contextualizar o indivíduo e para gerenciar as informações que estão transitando pelo cérebro. Possui duração ultrarrápida e nos permite armazenar uma informação apenas enquanto estamos fazendo uso dessa mesma informação, ou seja, apenas enquanto certo trabalho está sendo realizado ou enquanto precisamos elaborar determinado comportamento.

Memórias de longo prazo

Armazena informações por longos períodos de tempo, meses, anos ou até mesmo décadas, sendo conhecida também como memória remota. Tem capacidade de armazenar informações por tempo indeterminado, bastando que a memória continue a ser reforçada com o passar dos anos. Seus limites ainda são pouco conhecidos, mas se sabe que sua capacidade é muito grande. A memória de longo prazo pode ser dividida nas seguintes categorias:

  1. Memória declarativa ou explícita: corresponde às memórias que estão prontamente acessíveis à nossa consciência e podem ser evocadas através de palavras. Neste tipo de memória estão armazenados os episódios da infância, as imagens de uma viagem realizada a longo tempo e os conhecimentos adquiridos na escola.
  2. Memória não declarativa: corresponde às informações que estão a nível subconsciente, não podendo ser evocadas por palavras mas, sim, por ações.

Armazenamento de informações

Com relação ao armazenamento de informações na memória, é um processo que pode ser subdesenvolvido em três subprocessos, sendo eles:

  1. Aquisição: momento em que a informação chega até o sistema nervoso por meio dos sentidos sensoriais, os quais transportam a informação recebida até o cérebro, atingindo órgãos receptores até chegar ao sistema nervoso central. Pode-se considerar que a aquisição de informações é o aprendizado.
  2. Consolidação: este é o momento de armazenar a informação, através de duas maneiras distintas: a) alterações bioquímicas ou b) através de fenômenos eletrofisiológicos. Assim, ao memorizarmos uma informação o conjunto de neurônios continuam ativados por tempo suficiente até que a memória seja reforçada.
  3. Retenção: diz respeito ao retorno espontâneo ou voluntário das informações armazenadas. É a recuperação das informações e envolve a organização dos traços de memória em uma sequência coerente no tempo.

Tais processos estão intimamente relacionados e são interdependentes, e o modo de organizar a informação quando armazenada influenciará fortemente na facilidade ou dificuldade de recuperar essa informação posteriormente.

Como exercitar a memória?

A repetição é uma estratégia fundamental para a memória, já que quanto mais repetida a informação, mais a rede neuronal é ativada e a ativação contínua desse circuito o reforça e torna mais fácil a evocação posterior da informação armazenada. Abaixo estão algumas dicas para aprimorar a memória e aumentar sua qualidade de vida:

  • Cuide da alimentação: faça exames regulares para verificar os níveis de hormônios e verificar a necessidade de consumir mais suplementos, nutrientes, ácidos graxos, frutas e vegetais.
  • Aumente a concentração: é a partir dela que registramos informações. Uma forma de aumentar a concentração é focar apenas naquilo que está fazendo e fazer uma coisa de cada vez.
  • Hidrate-se: a água é um dos principais condutores de nutrientes no nosso organismo, além de auxiliar na assimilação desses nutrientes pelo corpo. Beber água durante exercícios mentais pode auxiliar no registro e evocação de memórias.
  • Exercícios físicos: estudos verificaram benefícios do exercício físico para o processo de acesso à memórias.
  • Dormir bem: é através do sono que as informações são codificadas e há uma "seleção" das informações que irão para a memória de longo prazo e quais precisam ser esquecidas, já que o esquecimento natural de algumas informações também é útil para o armazenamento e saúde do indivíduo.
  • Escrita: a escrita à mão é um importante meio de consolidar memórias, tirando o que está na cabeça para o papel. Um estudo verificou que as metas registradas no papel têm maior probabilidade de serem realizadas, do que aquelas que ficam "só na memória".
  • Emoção: associar a memória a uma emoção ou imagem. A emoção é uma das grandes responsáveis pelo armazenamento de informações, sendo que as informações emocionais tendem a durar mais do que outras memórias e podem ser responsáveis pela resiliência do indivíduo.
  • Palavras-cruzadas: fazer exercícios mentais, como palavras-cruzadas, aprender um novo idioma ou ler sobre um tópico novo pode reforçar as capacidades mentais e, portanto, a memória.

 

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Referências:

CHAVES, M.L.F. Memória humana: aspectos clínicos e modulação por estados afetivos. Psicol. USP. 1993;4(1-2).

DALMAZ, C. & NETTO, C.A. A memória. Cienc. Cult. 2004;56(1).

JÚNIOR, C.A.M. & FARIA, N.C. Memória. Psicol. Reflex. Crit. 2015;28(4).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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