Conheça o experimento de Pavlov

28/05/2021 às 01:12 PNL

Conheça o experimento de Pavlov

Experiência revolucionária, o experimento de Pavlov também conhecido pelo nome de “cão de Pavlov” aconteceu há mais 100 anos atrás e demonstrou de modo eficaz como funciona o condicionamento de animais – incluindo um primata chamado Homo sapiens.

O experimento de Ivan Pavlov – fisiologista russo premiado com o Nobel de Fisiologia de 1904 – é um dos mais notáveis estudos da história da psicologia. Foi graças a esta descoberta acidental, que se começou a construir uma teoria psicológica da aprendizagem que somou conhecimento ao campo da PNL, por exemplo.

Os estudos do fisiologista russo nos ajuda a compreender a aprendizagem associativa através do condicionamento clássico.

Parece que estamos falando grego não é mesmo? Mas calma! Neste artigo do Instituto Brasileiro de Neurodesenvolvimento (IBND) vamos explicar em detalhes o tão famoso e importante experimento de Pavlov, mas antes vamos conhecer o criador por trás de toda esta história? Vamos lá!

A vida e a história de Ivan Pavlov

Nascido em 26 de setembro  de 1849 na Rússia, Ivan Pavlov foi filho do padre da aldeia onde morou durante sua infância, sendo educado pela primeira vez na escola da igreja em Ryazan e depois no seminário teológico. Porém, Pavlov não seguiu os passos do seu pai e abandonou a carreira religiosa para dedicar-se aos estudos da ciência.

Na faculdade, o russo apaixonou-se pela fisiologia e em 1875 completou seu curso com um excelente histórico recebendo o grau do Candidato de Ciências Naturais. No entanto, impulsionado pela sua paixão em fisiologia, o dedicado estudante decidiu continuar sua jornada nos estudos ingressando na Academia de cirurgia médica, onde foi premiado com medalha de ouro.

Graduando-se no ano de 1879, Pavlov continuou seus estudos focando, sobretudo, à digestão e circulação sanguinea. Durante seus experimentos laboratoriais com cães, descobriu sinais que provocavam a salivação e secreção estomacal do animal, uma reação que só deveria acontecer quando houvesse ingestão de alimentos.

Com isto em mãos, Pavlov teorizou que tal comportamento estava condicionado a sinais que precediam a chegada do alimento e que faziam o cão antecipar seus reflexos alimentares.

A partir deste ponto da história do fisiologista russo, somos capazes de explicar como sucedeu o famoso experimento de Pavlov:

O experimento de Pavlov

Ivan Pavlov estudou a salivação dos cachorros na presença da comida. Um dia percebeu que os cachorros começavam a salivar antes mesmo de verem o alimento.

A dedução à qual Pavlov chegou foi de que os cachorros associavam o experimento com um horário de refeição. Assim, o fisiologista começou a desenhar uma série de testes onde o objetivo era testar a hipótese de que, quando estímulos são apresentados de forma precipitada e incerta, eles ficam associados.

O procedimento do experimento consistia em tocar um sino e só depois apresentar a comida para medir os níveis de salivação em cada etapa. Obviamente, após apresentar a comida, os medidores indicavam maior nível de salivação. Toda via, o simples som do sino também causava a salivação – em menor nível.

Mas afinal, o que este experimentou demonstra? Que um estimulo inicialmente neutro – o sino – pode causar respostas totalmente novas através da associação deste a um estimulo significativo – a comida. E isso é o que chamamos hoje de condicionamento clássico.

O condicionamento clássico: o que é e quais seus componentes?

Ao analisar o condicionamento clássico derivado do experimento de Pavlov, podemos distinguir quatro componentes centrais divididos em estímulos condicionados e incondicionados. Entender essas relações nos ajuda a compreender o condicionamento clássico:

  1. Estimulo incondicionado: estimulo já significativo ao sujeito, este componente é capaz de causar uma resposta por si só. No experimento de Pavlov, este estimulo incondicionado seria a comida.
  2. Resposta incondicionada: resposta que emitimos diante de um estimulo incondicionado, a resposta incondicionada no experimento de Pavlov seria a liberação de saliva ao apresentar a comida.
  3. Estimulo condicionado: estimulo inicialmente neutro e que não gera resposta ao sujeito. No entanto, através da associação com o estimulo incondicionado, é possível emitir uma nova resposta, assim como seria o som do sino no experimento.
  4. Resposta condicionada: é a resposta emitida após o estimulo condicionado. No caso do teste de Pavlov, a salivação dos cachorros ao ouvir o sino seria a resposta condicionada.

Um exemplo pavloviano nas telas do cinema

Seja você jovem ou adulto, tenho quase certeza de que conhece o filme Tubarão de 1975; Pois bem, esta produção dirigida por Steven Spielberg é um ótimo exemplo de como o experimento de Pavlov funciona.

Se você assistiu a produção, deve se lembrar que sempre tocava a mesma música de suspense antes de o tubarão atacar algum personagem. Chega um momento do filme que apenas as notas musicais já são capazes de assustar os espectadores, pois isto indica que o nosso vilão protagonista logo entrará em cena para atacar.

Percebe neste exemplo a questão do estimulo incondicionado e o estimulo condicionado?

Conclusões finais sobre o condicionamento clássico do experimento de Pavlov

Os estudos sucedentes ao experimento de Pavlov nos ajudam a compreender o comportamento humano e vários problemas que descendem da nossa mente. Graças ao condicionamento clássico, conhecemos o surgimento das fobias ou o vinculo das emoções a novos estímulos.

Portanto, é graças ao fisiologista russo que hoje compreendemos melhor a mente humana e somos capazes de trabalhar a favor de um bem estar mental através da programação neurolinguistica, da hipnose e demais terapias!

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Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 14 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 20 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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