Conheça o Diagrama de Ishikawa, uma ferramenta de grande utilidade para empresas

27/10/2021 às 16:04 Coaching

Conheça o Diagrama de Ishikawa, uma ferramenta de grande utilidade para empresas

Manter um bom gerenciamento, entregar produtos e serviços no prazo e com qualidade e, consequentemente, atender as expectativas dos clientes, é o desejo de todas as empresas. E tudo isso é facilitado através do uso de ferramentas de organização e qualidade, tal como o Diagrama de Ishikawa — tema do nosso artigo de hoje. 

Basicamente, este diagrama proposto pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa, no ano de 1943, é uma ferramenta bastante útil para identificar as causas de problemas empresariais, sendo um recurso bastante interessante para organizar processos corporativos, pois além de prático, é bastante eficiente em diferentes contextos. 

Sem mais delongas, vamos apresentá-lo a tudo que você precisa saber sobre o Diagrama de Ishikawa, uma ferramenta bastante usada em treinamento empresarial. Boa leitura!

O que é o Diagrama de Ishikawa?

Como já dito na introdução deste conteúdo, o Diagrama de Ishikawa é uma ferramenta de controle de qualidade que ajuda a identificar a causa de problemas corporativos, através de uma análise completa de processos e fatores relevantes, de modo a delinear soluções realistas e consistentes. 

Também chamado Diagrama Espinha de Peixe, por sua apresentação visual semelhante, o Diagrama averígua todos os fatores que podem interferir em um resultado negativo, através de uma análise serena e atenta para se chegar a uma solução relevante para o problema em questão. 

E quais fatores averiguados são esses? Listaremo-os a seguir!

Os 6 M's que compõem a ferramenta. Conheça-os!

Os seis braços que compõem o Diagrama de Ishikawa — os 6 M's — são: máquina, materiais, mão de obra, meio ambiente, medida e método.

  1. Máquina 

Muitos problemas industriais e empresariais deviram de falhas das máquinas e equipamentos, pela falta de manutenção ou utilização incorreta do maquinário.

Com isso, é importante analisar o funcionamento dos equipamentos para evitar prejuízos de produção, bem como gastos financeiros para o conserto da máquina, que poderia ter sido evitado.

  1. Materiais

Quais materiais são indispensáveis no seu processo de produção industrial ou empresarial? É importante saber responder a esta perguntar para, em seguida, analisar situações nas quais existem, por exemplo, materiais fora das especificações ou em quantidade incorreta. Ou seja, analisar problemas que podem estar ligados ao uso de matéria-prima. 

  1. Mão de obra

Muitos problemas podem ser originados das atitudes dos colaboradores na execução de suas atividades. Seja devido à pressa, a imprudência, a falta de atenção, a falta de qualificação ou, até mesmo, a incompetência. 

Para resolver este dilema, pode ser interessante pensar em investir na capacitação destes profissionais e, quem sabe, nos serviços de um Coaching Empresarial, um profissional que ajuda empresas a desenvolverem ações que culminem em um desempenho mais positivo. 

  1. Meio ambiente 

O quarto do  “M” do Diagrama de Ishikawa relaciona-se aos problemas ambientais internos e externos de uma organização. Como assim?

Quando se fala em externo, é possível citar fatores como a poluição e instabilidade do tempo, por exemplo. Já no ambiente interno, podemos apontar a falta de tempo, a poluição sonora, entre outros. Ou seja, condições desfavoráveis para realizar determinados processos. 

  1. Medida

Este “M” está relacionado com as métricas utilizadas para medir, controlar e monitorar processos. Muitas vezes usamos uma forma incorreta de medir processos, o que, consequentemente, gera retrabalho e a má utilização do tempo. 

  1. Método

Por fim, o Método refere-se aos procedimentos e métodos adotadas pela organização durante as atividades, o que pode incluir softwares e ferramentas de planejamento 

Como fazer um Diagrama de Ishikawa único para a sua empresa: passo a passo

Para montar o Diagrama de Ishikawa exclusivo da sua organização, você precisará seguir cinco passos:

  • Passo 1: definir o problema ou efeito a ser estudado;

  • Passo 2: juntar o máximo de informações possíveis a respeito deste problema;

  • Passo 3: reunir colaboradores de diferentes áreas da organização, para eles poderem ajudar na criação do Diagrama de Ishikawa através de um brainstorm; 

  • Passo 4: estudar, classificar e priorizar as causas principais e, com isso, elaborar ações focadas em corrigir as causas primárias do problema;

  • Passo 5: desenhar o diagrama de acordo com os 6 M`s. Pronto!

Os benefícios de utilizar o Diagrama de Ishikawa

Muitos são os benefícios proporcionados pelo Diagrama de Ishikawa. Toda via, neste conteúdo do IBND (Instituto Brasileiro de Neurodesenvolvimento) citaremos os três principais:

  1. Visibilidade das causas

O diagrama contribui para tornar as causas de problemas mais visíveis, o que é uma grande vantagem se considerarmos que muitos gestores pecam por não enxergarem os processos de sua organização de forma sistêmica, dificultando identificar as causas dos problemas.

A partir da construção do Diagrama de Ishikawa, é possível ter uma visão mais abrangente a respeito de todas as etapas. 

  1. Foco direcionado

A partir do entendimento do que está causando os problemas, é possível chegar a soluções. Algumas empresas costumam ficar estagnadas na resolução de problemas maiores sem, entretanto, perceberem que muitas vezes a solução pode ser mais simples do que parece.

  1. Envolvimento de toda a equipe

A forma como o diagrama é construído permite envolver todos os setores de uma empresa, de maneira a ter acesso a diversos insights. O time deve participar tanto da construção quanto da análise do diagrama e, durante essas etapas, é possível receber ideias interessantes para resolver ou otimizar etapas dos processos.

Agora que você sabe o que é o Diagrama de Ishikawa, por quais etapas ele é composto, como construí-lo e quais os benefícios, chegou a hora de pôr a mão na massa e solucionar questões que podem estar travando a cadeia produtiva do seu negócio!


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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