Brandwashed: o que o marketing está fazendo conosco?

05/10/2021 às 19:34 Hipnose

Brandwashed: o que o marketing está fazendo conosco?

Todos os dias somos bombardeados de influências do que comprar e acabamos sentindo necessidade de itens que realmente não precisamos. Você já leu o livro Brandwashed? Então fica ligado!

O autor

Martin Lindstrom, autor do livro “Brandwashed: o lado oculto do marketing”, é um escritor dinamarquês com diversos livros best sellers no mundo todo. O autor visa informar o leitor a respeito dos truques psicológicos utilizados por organizações e profissionais de marketing e publicidade para explorar os medos, sonhos e desejos mais profundos do consumidor com o objetivo de convencê-las a comprar determinada marca ou produto em detrimento de outras.

O que é brandwashed?

Brandwashed é a junção das palavras “brainwashed” (lavado cerebralmente) com “brand” (marca), dessa forma, o livro discorre acerca dos pontos mais importantes de impacto do marketing no controle daquilo que compramos e traz a reflexão: nós comprados ou são as empresas que escolhem por nós?

Marketing ao longo da vida

Atualmente, o marketing e a publicidade contam com o conhecimento dos desejos mais profundos do indivíduo e os utilizam para promover marcas em todas as fases da vida, desde o útero até a velhice.

Estudos mostram que as empresas de marketing levam em consideração o indivíduo desde o útero, quando já consegue escutar e, assim, formar associações de memórias no início da vida, memórias que podem sobreviver ao longo da vida e até mesmo a traumas cerebrais mais sérios. Dessa forma, já nascemos influenciados pelo marketing e podemos nos tornar mais predispostos a ter as preferências moldadas desde os anos mais iniciais.

O autor traz a proposta de que consolidamos nossa preferência por marcas e produtos por volta dos sete anos de idade, embora desde os três anos de idade as crianças já se sintam pressionadas a usar determinadas marcas e acreditam que vestir, possui e consumir certas grifes por ajudá-las a ir bem na vida.

As crianças são socialmente forçadas a adquirir tal brinquedo e podem chegar à conclusão de que se não tiver esse brinquedo em específico não gostarão dela.

Tipos de estímulos

Buscando estimular os clientes, as lojas e centros comerciais utilizam-se de espalhar cheiros de talco nas lojas até aromas de cereja nas praças de alimentação, além de tocar músicas suave nas épocas do ano com maior número de gestações, baixando a resiliência delas para serem influenciadas pelas marcas. Os bebês tendem a ficar calmos, mesmo quando agitados ou choram nesses ambientes, e um estudo mostrou que 60% das mulheres relataram que essa calma não ocorria em nenhum outro lugar.

Para qualquer empresa é importante conhecer e conquistar seu público o mais cedo possível, e vários itens foram adaptados para crianças, tais como batons, cremes corporais e até mesmo linhas de biquínis em preenchimento para meninas de dez anos brincarem de pole dance.

Estímulos precoces e preferências

Quanto mais cedo começar a usar uma marca, maiores são as chances de adotá-la durante a vida toda. Cerca de 75% das compras espontâneas são associadas a pedidos infantis, nas quais a mãe compra algo para agradar o filho.

Influência hereditária

Os fabricantes de marcas não medem esforços para que os pais transmitam as preferências por marcas específicas aos filhos, pois estes geralmente acompanham as mães nas compras, e tendem a exercer mais influência sobre os pais nas preferências dos adolescentes, sobretudo quanto a produtos de higiene pessoal.

As vendas e o medo

Em épocas de pandemia e epidemias, os profissionais de marketing trabalham duro para convencer os clientes de que seus produtos são os únicos capazes de evitar a contaminação com o vírus. Diversos kits, muitas vezes sem utilidade, são planejados por eles, através do estímulo do medo, uma das táticas mais preferidas dos varejistas grandes, os quais visam lucrar com a ansiedade gerada por previsões de furacões, incêndios, nevascas e outros fenômenos naturais radicais.

O medo tem características contagiantes e o cérebro é projetado para temer possíveis ameaças. Avaliando pelo viés biológico, uma pessoa com medo tem uma redução de sangue no cérebro causada pelo medo, que impede que a pessoa pense com clareza, dessa forma agindo de forma mais impulsiva.

O mercado do sexo

Para as mulheres, um elemento muito explorado são os produtos mais românticos do que sexuais. Estudos mostram que cerca de 80% da motivação para compras em mulheres é de origem emocional e apenas 20% racional. Em geral, as mulheres tendem a comprar uma marca específica porque suas mães costumavam usar essas marcas ou porque o vizinho que mora ao lado comprou. A manipulação do marketing em cima das mulheres tende a explorar emoções como nostalgia, medo ou inveja.

Já os homens reagem melhor com as insinuações sexuais e imagens de mulheres seminuas, e suas escolhas são 20% emocional e 80% racional, sendo o motivo pelo qual as propagandas masculinas destacam dados e números.

A opinião alheia

Da mesma forma que os animais imitam o comportamento dos demais representantes da sua espécie para saber o que fazer, os humanos também tendem a seguir inconscientemente uma minoria de indivíduos informados para influenciar a conduta de milhares de pessoas. Somos uma espécie social e temos predisposição para o comportamento de manada. Logo, uma pessoa quer o que o outro quer, e quanto mais visível essa for buscar, maior o desejo. O medo de não conseguir algo que os demais possuem, leva milhões de consumidores a passar horas na fila para comprar algo ou se tornarem consumidores compulsivos na internet.

O que compramos muitas vezes é movido pelo recurso da pressão externa e os adolescentes são mais sensíveis à influência alheia, porque não sabem muito quem são, e exibir determinadas marcas funciona, nesta faixa etária, como uma espécie de materialização de sua identidade.

Compras e emoções

Muitas pessoas que compram influenciadas por outras pessoas declaram sentir bem-estar, confiança, capacidade de expressão, criatividade e uma postura. As crianças e adolescentes relatam se sentirem mais populares por usar certas marcas, denominando a falta de autoconfiança na dependência destes símbolos para melhorar sua autoestima e qualidade de vida.

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Referência:

LINDSTROM, M. Brandwashed: o lado oculto do marketing. Editora Alta Books. 1ª edição. 2018.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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