A aceitação e compromisso no crescimento pessoal: veja mais

17/10/2021 às 17:42 Hipnose

A aceitação e compromisso no crescimento pessoal: veja mais

Uma das terapias mais usadas quando a dificuldade está na rigidez de pensamentos e sentimentos, a terapia de aceitação e compromisso é promissora para o crescimento pessoal. Você conhece essa abordagem? Então vem dar uma olhada conosco!

O que é a terapia de aceitação e compromisso?

A terapia de aceitação e compromisso (ACT) um modelo de psicoterapia dentro do escopo da terapia cognitivo-comportamental (TCC) de terceira geração, que promove intervenções que buscam a contextualização, abordando eventos abertos e encobertos a partir de valores pessoais de forma menos diretiva e didática que as abordagens anteriores. É considerada uma vertente da TCC e é considerada por alguns autores como, antes de tudo, uma tecnologia de assistência à saúde mental.

Tipos de eventos na ACT

A ACT trabalha em cima de dois tipos de eventos específicos. São eles:

  1. Eventos encobertos: englobam pensamentos, emoções memórias e reações fisiológicas ganham peso com a linguagem, que, carregada de significações sociais, pode engessar o repertório comportamental a ponto de tornar o sujeito incapaz de se abrir para novas possibilidades, tentando evitar o desconforto, o que potencializa esse comportamento, contribuindo para o desenvolvimento dos chamados transtornos mentais. Fusão, evitar, avaliar e dar razão são as ações que levam ao adoecimento.
  2. Eventos abertos: são as relações sociais que necessitam de uma abertura para sua experiência, livre de etiquetas e traz uma compreensão maior do evento em si. Assim, abrir-se para o desconforto, por meio dos movimentos de aceitação, escolha de um caminho e, por último, ação, seria um caminho para lidar com os desconfortos de maneira funcional.

Objetivos da ACT

A ACT tem dois objetivos principais: aceitar pensamentos, sentimentos, sensações corporais e memórias aversivas, ou seja, diminuir comportamentos de fuga e esquiva na presença de eventos e o engajamento em ações que produzam reforçamento positivo. A ACT não propõe a modificação de crenças nucleares, mas a flexibilidade psicológica para lidar com o desconforto. As intervenções em ACT são propostas por meio do exercício de seis componentes do chamado “hexagrama de flexibilidade psicológica”, a saber: aceitação, desfusão, contato com o momento presente, self como contexto, valores e ação com compromisso, todos trabalhados no nível comportamental.

O modelo de mudança da ACT

A terapia de aceitação e compromisso propõe um modelo unificado de mudança do comportamento, no qual visa flexibilizar a função dos processos cognitivos e aumentar o contato com as consequências presentes dos comportamentos guiados por uma vida com valores. A flexibilidade psicológica se resume à habilidade de estar em contato com o momento presente e manter ou mudar de comportamento em função dos valores escolhidos. Já a inflexibilidade psicológica, por outro lado, caracteriza um comportamento orientado pela linguagem e pouco orientado pelos valores e são, assim, denominados disfuncionais.

As metáforas da ACT

Os criadores da ACT acreditam que as metáforas têm a capacidade de trazer ao paciente melhor compreensão de seu quadro, além do aprendizado desse modelo. Os exercícios baseados em atenção plena também são bem-vindos, principalmente quando se está trabalhando o contato com o momento presente e o self contextual.

Uma das metáforas utilizadas para favorecer essa habilidade descreve o indivíduo como motorista de um ônibus em que os passageiros são emoções e cognições: por mais ameaçadores que sejam, são apenas passageiros e não podem assumir o volante.

Flexibilidade psicológica

Para a terapia de aceitação e compromisso, a flexibilidade é o resultado da interação de seis processos psicológicos normais, tais como:

  1. Fusão cognitiva: ocorre quando o indivíduo está sob controle excessivo do comportamento verbal, representa um estado de literalidade do pensamento. Assim, o indivíduo não percebe a cognição apenas como cognição, admitindo seu conteúdo de modo literal, sendo o contexto e a experiência ignorados, e tornando o pensamento a principal fonte de regulação do comportamento.
  2. Desfusão cognitiva: visa reduzir o controle de eventos internos sobre o comportamento, aumentando o contato com a experiência presente.
  3. Aceitação: envolve a disponibilidade em lidar com os eventos internos do modo como aparecem. Não significa tolerância passiva ou resignação, a aceitação é uma das maiores mudanças funcionais possíveis.

A aceitação

Com a aceitação das experiências encobertas, escolha de direções valiosas na vida e, por fim, o planejamento e a execução de ações realistas a partir de objetivos e metas com base em valores próprios como três pilares básicos, a ACT busca aceitar o desconforto para ampliar a tolerância e a flexibilidade cognitiva ao encarar tais fatos.

A aceitação envolve observar e descrever as reações internas de desconforto. Esse estado de receptividade favorece a manutenção do foco nos objetivos e valores pessoais, mesmo na presença do incômodo causado por pensamentos e sentimentos adversos.

O esforço contínuo para evitar problemas pode levar ao enrijecimento da atenção. O indivíduo passa boa parte do tempo preocupado com o passado ou imaginando problemas que ainda não surgiram. Em ambos os casos, está psicologicamente ausente. A atenção flexível, por outro lado, permite aumentar o contato com o momento presente. Capaz de regular sua atenção e manter mais contato com o aqui e agora, único momento passível de

atuação, o indivíduo experimenta o mundo mais diretamente e pode se comportar de modo mais flexível.

ACT no tratamento da dor

A dor é uma sensação corporal causada por lesão ou processos patológicos. Como sensação, ela é um estímulo aversivo encoberto (dentro da pele), que elicia respondentes e evoca respostas de fuga e esquiva como operação motivadora.

Assim, a ACT pode ser utilizada no tratamento da dor crônica, diminuindo o impacto negativo da dor na qualidade de vida. Dessa forma, busca entender o repertório geral para respostas de fuga e esquiva observadas na presença de estimulação aversiva, como a dor. Busca-se diminuir estas respostas de fuga e esquiva que acompanham o estímulo negativo e que se tornam ineficientes a longo prazo.

Assim, a ACT pode ser utilizada como motivação para superar dificuldades e desafios, mesmo quando não parecem, a princípio, existir.

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Referências:

MEDEIROS, A.G.A.P. & JUNIOR, J.A.S.H. Terapia de aceitação e compromisso em idosos: revisão sistemática. Rev. Bras. Ter. Cogn. 2019;15(2).

SABAN, M.T. Análise dos efeitos da Tera

Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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