Traição e infidelidade na psicanálise: entenda

23/09/2021 às 20:08 Hipnose

Traição e infidelidade na psicanálise: entenda

Uma das situações ainda comuns em milhares de famílias, a traição e a infidelidade pode ser um problema para casais em relações conjugais. Veja abaixo como lidar com essa situação!

O que é traição e infidelidade?

Os conceitos de infidelidade variam, mas são homogêneos quanto à violação do contrato conjugal. A traição pode ser o envolvimento sexual ou emocional com uma pessoa, que não o parceiro oficial, sem que este saiba e consinta acerca do ocorrido. Ocorre uma quebra da confiança e rompimento do acordo conjugal sobre a exclusividade sexual no relacionamento monogâmico, o rompimento de um contrato afetivo implícito ou explícito entre os parceiros, durante o casamento ou o namoro, e o descumprimento de um acordo conjugal, que estava sustentado no amor, na estima e no respeito mútuo entre os parceiros conjugais.

Frequência da infidelidade

A infidelidade acontece cada vez com mais frequência, acarreta polêmicas e desmorona o ideal de casamento perfeito, pois provoca tristeza, desapontamento e baixa autoestima aos envolvidos. Além disso, pode ser um indicativo de que o sentimento que uniu os parceiros inicialmente não perdurou ao longo do tempo. Por outro lado, a infidelidade nem sempre será negativa e indicará a ruptura do relacionamento, servindo como um momento de crescimento e uma oportunidade criativa, mesmo com toda gama de sofrimento e de mudanças que provoca na vida dos parceiros

Tipos de infidelidade

Alguns autores relatam existir dois tipos principais de infidelidade: a sexual, que acontece através do contato sexual expresso pelo beijo, toque íntimo, sexo oral ou quando se mantém qualquer carícia sexual, e a infidelidade emocional, que pressupõe a existência de uma conexão que se inicia através do flerte, de uma aproximação mais íntima, da troca de confidências e que evolui para um processo de apaixonamento por aquele ou aquela que poderá ser um amante.

Características da infidelidade

A infidelidade é considerada um ato contra o casamento. Diante de uma traição se rompem os acordos conjugais, específicos para cada casal, variáveis segundo questões como cultura e condição social e que simbolizam alianças formadas para efetivar gradativamente o equilíbrio do casamento. É avaliada como um comportamento atípico, sinaliza problemas, é perigosa, pode destruir relacionamentos e, comumente, alimenta-se de segredos que serão ameaçados pela sua exposição, o que afeta significativamente a qualidade de vida do casal.

Epidemiologia da traição

Segundo alguns autores, é mais comum encontrar pessoas que já tiveram uma relação extraconjugal que pessoas fiéis e que, apesar da incidência de casos de infidelidade, tal fenômeno é considerado um problema grave e incabível até mesmo para aqueles que traem. Homens e mulheres têm sido significativamente infiéis, no entanto, mesmo que pareça paradoxal, a fidelidade prevalece como valor importantíssimo para todas as pessoas e, talvez isso ocorra exatamente por ela ser menos frequente e mais difícil de manter.

Homens e mulheres percebem a infidelidade de formas diferentes. Para o sexo feminino o homem infiel é taxado sempre negativamente, diferente da percepção masculina sobre a mulher que trai. Em geral, a mulher infiel omite ou justifica a traição devido ao sofrimento e as represálias das quais será alvo, enquanto o homem, mesmo na posição de infiel, é percebido socialmente de forma diferente.

Motivos para trair

Estudos indicam que a infidelidade se origina principalmente pelo vazio emocional sentido dentro do relacionamento oficial. Pode ser uma forma de os parceiros fugirem do estresse e de situações conjugais desagradáveis e não para buscar novas aventuras sexuais ou por desvios biológicos de ser monogâmico.

Entender os motivos que levaram um membro da relação a trair é uma empreitada complexa. Há contextos em que se analisa a responsabilidade que ambos os cônjuges possuem sobre o acontecimento, considerando que contribuem conjuntamente para a satisfação ou a insatisfação conjugal e a qualidade do relacionamento. A compreensão dos cônjuges sobre a relação se pauta, geralmente, nas influências familiares e sociais que tiveram na vida e que perpassam pelas questões religiosas e culturais de um povo.

O que fazer quando há um caso extraconjugal?

O casal deve ter consciência que conviver com a indecisão sobre permanecer ou não na relação provocará ainda mais sofrimento, e de que existirão duas possibilidades: separar-se ou perdoar. Se a segunda opção for escolhida será preciso ser tolerante ao tempo que a pessoa traída necessitará para superar a infidelidade. E, se o esforço conjugal para resgatar a relação for maior que a crise, haverá oportunidade para redefinir o contrato conjugal e estabelecer uma relação satisfatória com felicidade e intimidade.

O caso extraconjugal gera sentimentos de raiva, abandono e vitimização àquele que foi traído. Segundo os autores, nas situações de infidelidade, o nível de agressividade entre o casal é muito alto, a comunicação entre eles fica prejudicada e há um desequilíbrio no comportamento dos mesmos, que desafia até mesmo os profissionais mais experientes.

Como construir uma relação fiel?

Mesmo com desafios, o cultivo de uma relação em que existe tolerância e flexibilidade, ao contrário da dependência emocional que causa insegurança e necessidade de investimento excessivo de um dos parceiros, são fatores protetores para uma relação permeada pela fidelidade. Esta última ocorre quando a satisfação que os cônjuges sentem em alguma área do relacionamento, sexual, afetiva ou pessoal, supera o desejo de se aventurar intimamente fora do casamento.

Conclusão

Ao passo que a fidelidade ainda é supervalorizada entre todas as pessoas, almeja-se ter uma vida moderna, com independência, privacidade e novidades. De modo geral, a infidelidade ainda predomina entre os homens, talvez porque preceitos normativos tornam o fato mais aceitável entre o público masculino, já que a mulher é vista como fonte de prazer e o homem de dominação, algo a ser repensado em nossa sociedade e deve ser uma motivação para homens e mulheres em relacionamentos conjugais.

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Referências:

COSTA, C.B. & CENCI, C.M.B. A relação conjugal diante da infidelidade: a perspectiva do homem infiel. Pensando. fam. 2014;18(1).

SCHEEREN, P. et al. Infidelidade conjugal: a experiência de homens e mulheres. Trends Psychol. 2018;26(1).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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