Locus de controle e saúde

08/10/2021 às 20:18 Hipnose

Locus de controle e saúde

Nossas crenças pessoais e coletivas podem influenciar a busca ou a rejeição de um tratamento em saúde. Você conhece o locus de controle e sabe como ele afeta a saúde? Então dá uma olhada!

O que é locus de controle?

O locus de controle é um conceito criado para explicar a percepção das pessoas sobre quem ou o que detém o controle sobre sua vida, e se manifesta nas expectativas individuais de alcançar resultados desejados no futuro, além de estar relacionada ao comportamento na medida em que esses resultados são percebidos como relevantes para o sujeito e como prováveis de ocorrer. O locus de controle pode ser uma expectativa generalizada ou tendência para perceber os eventos da vida como controlados pelo próprio sujeito.

Ele pode ser interno ou externo. Os fatores externos podem ser outras pessoas, entidades, destino, sorte ou situações.

É um constructo vinculado à Teoria da Aprendizagem Social, se referindo às expectativas de controle que os indivíduos mantêm sobre os acontecimentos da vida diária. Indivíduos cuja orientação do lócus é interna acreditam poder exercer algum controle sobre esses acontecimentos; indivíduos cuja orientação é externa atribuem o controle dos acontecimentos a fatos externos. O locus de controle é um dos determinantes do comportamento.

Locus de controle da saúde

O locus de controle da saúde, portanto, é o estudo dos aspectos particulares da vida do indivíduo, tais como trabalho, escola, casamento ou saúde, que podem influir sobre as suas decisões relacionadas à saúde. Estudos buscam verificar a relação entre o locus de controle e diversos comportamentos relacionados à prevenção, tratamento e controle de variadas doenças e disfunções. Assim, as pesquisas a respeito do locus de controle da saúde permite verificar as dimensões de controle relacionadas aos problemas específicos de saúde. Se internos (a percepção de que o próprio sujeito controla e é responsável por sua própria saúde) ou quando externos (percepção de que os profissionais da saúde ou a família detém o controle sobre a saúde do indivíduo), e ainda podem ser externo-acaso, ou seja, a percepção de que a saúde depende do acaso, sorte ou destino.

Comportamento frente à doença

Doentes com locus de controle interno demonstram facilidade para implementar comportamentos de saúde relativos a tabagismo, vacinação, exercícios, obesidade, controle da natalidade, coronariopatias, entre outros. Em geral, as amostras de doentes crônicos ou graves eram mais externas que pacientes menos graves ou que grupos de controle. Indivíduos internos também procuram, mais do que os externos, informações sobre sua doença.

Escalas de locus de controle da saúde verificaram melhor desempenho dos sujeitos internos para deixar de fumar, perder peso, controlar o diabetes, a pressão arterial, tomar medicações, conhecer sua doença, usar aparelhos corretivos, reabilitar-se, colaborar na diálise e na fisioterapia.

Locus de controle e psicologia

O conceito de locus de controle sob o ponto de vista da psicologia tem sido considerado importante para a obtenção de metas futuras. No contexto da saúde, existem evidências de que o locus de controle influencia a qualidade de vida e o bem estar de indivíduos.

No que diz respeito ao estudo com populações pediátricas, resultados apontam que o locus de controle da saúde muda a relação maternal e o desenvolvimento em crianças portadoras de deficiência física e mental. As expectativas dos cuidadores explicam a variação de 20 a 30% nas habilidades das crianças em relação ao desenvolvimento da linguagem e ao desenvolvimento cognitivo, respectivamente, embora nenhuma relação entre o lócus de controle materno e o desenvolvimento motor das crianças tenha sido encontrada.

Resumindo, as pesquisas sobre a crença no exercício do controle (ou internalidade) é importante para o envolvimento dos indivíduos no estabelecimento e alcance de metas, tanto em curto quanto em longo prazo.

Escalas de locus do controle

O lócus de controle foi originalmente avaliado por meio da Escala de Controle Interno - Externo em 1966, um instrumento que avalia as expectativas de controle dos indivíduos em uma ampla gama de situações da vida diária. A escala apresenta o formato de escolha forçada e os 29 itens são classificados em seis subcategorias: (1) reconhecimento acadêmico, (2) reconhecimento social, (3) amor e afeição, (4) dominância / ascendência, (5) crenças sociopolíticas e, (6) filosofia de vida. Após a publicação dessa escala e da advertência de Rotter sobre a sua generalidade, diversas outras escalas foram construídas para a investigação de expectativas de controle em domínios específicos.

A Escala Multidimensional de Lócus de Controle de Levenson foi adaptada para uso no contexto brasileiro por Dela Coleta (1987) e, posteriormente, avaliada quanto à validade fatorial por Tamayo (1989). A escala é composta de três subescalas (Internalidade, Externalidade - Outros poderosos e Externalidade - Acaso), cada uma contendo oito itens.

Psicologia hospitalar e locus de controle

A psicologia hospitalar tem sido considerada uma das áreas de expansão da psicologia e se utiliza das escalas de locus de controle da saúde, já que a contribuição do paciente em seu processo de saúde e doença, suas escolhas, resiliência e a assunção de sua responsabilidade são essenciais para os resultados obtidos. Busca-se estabelecer um tratamento ativo onde o paciente é um colaborador no estabelecimento das metas terapêuticas. O profissional assume o papel de educador que busca facilitar a adaptação do paciente às circunstâncias adversas que necessitam de manejo.

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Referências:

BORTONCELLO, C.F. et al. Lócus de controle em psicólogos hospitalares. Rev. SBPH. 2008;11(1).

CERQUEIRA, M.M.M. & NASCIMENTO, E. Construção e validação da Escala de Lócus de Controle Parental na Saúde. Psico-USF. 2008;13(2).

RODRÍGUEZ-ROSERO, J.E. et al. Escala de locus de controle da saúde - MHLC: estudos de validação. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2002;10(2).

WONG, H.J. & ANITESCU, M. The role of health locus of control in evaluating depression and other comorbidities in patients with chronic pain conditions, a cross-sectional study. Pain Practice. 2016;17(1).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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