Entenda o ciclo dos relacionamentos abusivos

18/11/2021 às 19:46 Hipnose

Entenda o ciclo dos relacionamentos abusivos

Os abusos dentro de uma relação tóxica podem passar despercebidos, pois podem ser sutis. Veja abaixo como funciona o ciclo desse tipo de relacionamento.

O que é violência conjugal?

A violência conjugal engloba todas as violências ocorridas no contexto das relações afetivas e amorosas, geralmente vinculadas aos casais heterossexuais. Termos como “violência doméstica”, “violência intrafamiliar” e “violência de gênero” também são considerados termos para descrever violências cometidas contra as mulheres, sem considerar o contexto relacional em que elas ocorrem.

Pesquisadores relatam que a violência conjugal geralmente ocorre dentro da própria casa. O agressor é geralmente um componente da rede familiar, prevalecendo a violência perpetrada pelo parceiro íntimo, o que afeta significativamente a qualidade de vida desta mulher.

As diversas formas de abuso

A violência pode ser expressa sob diversas formas, física, moral, psicológica, sexual e patrimonial. Trata-se de uma agressão injusta, ou seja, que não é autorizada pelo ordenamento jurídico, sendo um ato ilícito.

A violência física

A violência física ocorre quando uma pessoa, que se encontra em domínio de poder em relação a outra, causa ou tenta causar dano não acidental, por meio do uso da força física ou de algum tipo de arma que pode provocar ou não lesões externas, internas ou ambas.

A violência psicológica

A violência psicológica é menos evidenciada e menos reconhecida, e geralmente ocorre em uma proporção muito maior do que a física, podendo ser usada ainda como ferramenta de tortura. Consiste em toda ação ou omissão que causa ou visa causar dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. Inclui: ameaças, humilhações, chantagem, cobranças de comportamento, discriminação, exploração, crítica pelo desempenho sexual, não deixar a pessoa sair de casa, provocando o isolamento de amigos e familiares, ou impedir que ela utilize o seu próprio dinheiro.

A violência sexual

A violência sexual é a ação de obrigar uma pessoa a manter contato sexual (físico ou verbal) ou participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule o limite da vontade pessoal. Manifesta-se como: expressões verbais ou corporais que não são do agrado da pessoa; toques e carícias não desejados; exibicionismo e voyerismo; prostituição forçada; participação forçada em pornografia; relações sexuais forçadas, coerção física ou por medo do que venha a ocorrer.

A violência patrimonial

A violência patrimonial é qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. A mulher geralmente se encontra sem resiliência para enfrentar os processos necessários para assumir sua parte do patrimônio.

A violência moral

Por fim, a violência moral está fortemente associada à violência psicológica, tendo, porém, efeitos mais amplos, uma vez que sua configuração impõe, pelo menos nos casos de calúnia e difamação, ofensas à imagem e reputação da mulher em seu meio social.

O ciclo dos relacionamentos abusivos

A violência no âmbito conjugal se manifesta de forma cíclica e vai se modificando em forma de espiral ao longo do tempo. O ciclo possui um padrão de funcionamento de quatro principais fases: a tensão, a agressão, as desculpas e a reconciliação. Veja cada uma delas abaixo:

  1. Tensão: essa fase é caracterizada pela irritabilidade do homem, uma violência emanada por olhares, mímicas, atitudes ou pelo timbre da voz. A mulher procura acalmar a situação, renunciando aos seus desejos e procurando satisfazer o companheiro.
  2. Agressão: nessa segunda fase, a agressão ou explosão, o homem começa a perder o controle e apresenta comportamentos violentos através de gritos, insultos, ameaças, quebrando objetos da casa e, muitas vezes, chegando a agredir a mulher fisicamente. Esta violência física vai se dando de forma gradativa ao longo dos ciclos, começando por empurrões, passando por tapas e podendo chegar a homicídios em casos mais graves. Neste momento, após ser agredida, a mulher sente-se entristecida, impotente e com raiva do seu companheiro, sendo esta a ocasião em que ela busca forças para registrar denúncia da agressão sofrida
  3. Desculpas: a fase das desculpas ocorre quando o homem procura anular ou minimizar seu comportamento, por estar arrependido ou não, justificando-o através de meios externos (raiva, bebida, problemas do trabalho), bem como fazendo promessas de que irá mudar e que as agressões não se repetirão. Acatando a fala do companheiro, a mulher o perdoa, acreditando que não deve romper o relacionamento.
  4. Reconciliação: por fim, na fase da reconciliação, também chamada de fase de lua de mel, o homem apresenta-se agradável, atencioso, gentil, carinhoso, procurando agradar a companheira. Já a mulher, acaba ficando esperançosa e volta a acreditar que ela é capaz de mudar o companheiro, já que os dois estão vivendo relativamente bem.

O que levam mulheres a permanecer?

Muitas pessoas se perguntam como as mulheres permanecem em relacionamentos abusivos. Autores afirmam que deixar uma relação é um processo e cada um leva o seu tempo nessa jornada. Existem algumas razões pelas quais uma mulher continua com o agressor, dentre elas: riscos de rompimento, vergonha e medo, esperança de que o marido mude de comportamento, isolamento, negação social, barreiras que impedem o rompimento, dependência econômica e outros.

Geralmente são relacionamentos com bastante idas e vindas, avanços e recuos, tentativas e desistências, acertos e erros, uma oscilação típica de quem está em situação de violência.

Por isso, se você ou alguém que você conhece está passando por essa situação, ligue no 180 e procure ajuda psicológica.

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Referências:

GONÇALVES, C. & SOUZA, R.C.F. A permanência de mulheres vítimas de violências conjugais nas relações abusivas: representação social de policiais militares. ANIMA. sem data.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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