Efeito placebo existe?

14/07/2021 às 19:42 Hipnose

Efeito placebo existe?

Um efeito que vem se mostrando eficaz em alguns tratamentos é conhecido como efeito placebo. Conhece esse fenômeno? Dá uma olhada!

Os medicamentos são recursos utilizados pela humanidade mesmo antes do desenvolvimento científico, por diversos motivos e propósitos, especialmente com a finalidade terapêutica como a busca mais frequente para a cura de doenças e disfunções. Mas existe um efeito que vem se mostrando eficaz em alguns medicamentos que é conhecido como efeito placebo, um efeito curioso e bastante pesquisado.

Placebo

O placebo é qualquer tratamento que se prescreve dizendo ser um procedimento ou medicamento ativo, contudo, na realidade, não tem ação específica nos sintomas ou doenças do paciente, mas que de alguma forma, pode causar um efeito no quadro, sendo resultado apenas da natureza psicológica. Essa resposta eficaz não está limitada ao alívio de sintomas como a dor, mas tem sido constatado sob certas circunstâncias, e trata-se efetivamente um fator de cura mente e corpo, pois é capaz de facilitar o acesso às crenças e às expectativas em nível psicológico.

Dessa forma, receitar uma substância placebo faz o paciente acreditar que está tomando um medicamento ativo, e acaba obtendo resultados positivos do tratamento.

O uso de placebos na história da humanidade é muito antigo e pode ser encontrado em sociedades primitivas e, em seu sentido amplo do termo, está presente em amuletos, simpatias e superstições que povoam a história das sociedades humanas.

Muitas vezes o placebo é aplicado a fim de que ajude na autoconfiança do paciente, com o objetivo de curar ou melhorar seus sintomas a partir da indução psicológica sem as possíveis consequências de uma intervenção medicamentosa ativa.

O que é efeito placebo?

O efeito placebo é quando se obtém um resultado positivo a partir da administração de um placebo. É um efeito genuinamente psicológico atribuído ao fato do recebimento de uma substância, conhecido popularmente como a “mentira que cura”, sendo que esta não vem da “mentira” (aplicação do placebo) em si mesma, mas da capacidade do paciente em se curar por vias simbólicas e psicológicas, da mesma forma que por uma intervenção biológica. Dessa forma, o efeito placebo é resultado da administração de um medicamento sem substância ativa que, quando administrado dentro de um protocolo médico específico, passa a gerar resultados positivos apenas pela relação simbólica e psicológica do paciente com sua doença ou disfunção.

O efeito placebo explicita a sugestionabilidade das pessoas, as quais têm crenças e expectativas que alteram seu comportamento ou a manifestação da doença. O conhecimento a respeito deste efeito ampliou-se a partir da necessidade que a medicina manifestou em realizar testes clinicamente controlados para determinar a eficácia terapêutica de novos fármacos, onde um certo grupo de participantes recebe o medicamento ativo e outro grupo recebe o placebo, comparando-se os resultados obtidos em ambos os grupos.

Como atua o placebo?

O placebo ativa no cérebro os mesmos circuitos analgésicos que alguns medicamentos, pois ambos produzem um aumento no fluxo sanguíneo em áreas ricas em receptores opióides que reduzem a dor, por exemplo, bem como áreas que processam as emoções. Assim, as pessoas que apresentam respostas mais intensas ao placebo possivelmente possuem esse sistema de receptores mais eficiente.

A atuação do placebo depende de alguns fatores, como a expectativa e comportamentos do paciente e de seus familiares, em um nível quase sempre inconsciente. A atitude médica também é relevante, seu propósito, sua compenetração, seu poder de persuasão, sua expectativa de cura, seu nível de satisfação, seu equilíbrio emocional e o ritual de prescrição. O médico tem importante função no processo de cura, o que é constatado a partir do comportamento de pacientes, que podem apresentar melhorias com um profissional e não com outro, apesar da mesma medicação e dosagem terem sido prescritas, o que promove qualidade de vida no paciente.

Processos psicológicos no placebo

De forma inconsciente, o paciente projeta seu poder de cura no profissional, mas o reintrojeta por meio do placebo. Dessa forma, seu potencial de cura interior se mobiliza através dos estímulos dados pelo profissional, despertando a cura dos sintomas por meio do incentivo do placebo.

Muitas pessoas estão predispostas a acreditar em coisas de diversas maneiras e em graus variados. Através da sugestão, ou seja, do ato pelo qual uma ideia é aceita pelo cérebro sendo verdadeira ou falsa, o sistema nervoso central avalia e classifica as informações recebidas como ameaçadoras ou não, o que desencadeia no organismo a reação apropriada.

Eficácia do efeito placebo

Estudos no qual pacientes asmáticos inalavam uma névoa composta por alergênicos (substâncias capazes de produzir alergia) que poderiam agravar sua asma e aumentava sua dificuldade para respirar mostram que, ao apresentar-lhes a mesma névoa mas dizendo conter medicamento para a asma, os pacientes passaram a respirar com maior facilidade. O efeito placebo diminui a ansiedade do paciente e alivia sintomas causados pela reação do corpo à tensão (sintomas psicossomáticos). Dessa forma, o efeito atua em níveis neurológicos e fisiológicos no organismo do indivíduo, podendo levar à saúde ou doença pela modulação mental dos sistemas autônomo, endócrino e imunológico, resultando em impactos biopsicossociais na vida do indivíduo.

Em um estudo com pacientes deprimidos verificaram que, mesmo ao serem informados de que a substância do medicamento era inerte, todos os pacientes responderam resiliente e positivamente durante uma semana de tratamento.

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Referências:

CAMARGO, E.P. & TEIXEIRA, M. Sobre o placebo e efeito placebo. Rev. Latinoam. Psicopat. 2002;2.

MICHELS, M.A. et al. Placebo: efeitos psicológicos da cura. Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar. 2007.

PEREIRA, D.A. & FARNESE, C. Efeito placebo, efeito nocebo e psicoterapia: correlações entre os seus fundamentos. Univ. Ci. Saúde. 2004;2(1).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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