Dia internacional da mulher e feminismo

18/05/2021 às 18:04 Hipnose

Dia internacional da mulher e feminismo

No dia 08 de março é comemorado o dia internacional das mulheres, mas poucas pessoas conhecem a trajetória feminista por trás dessa data tão importante. Dá só uma olhada!

Dia internacional das mulheres

O que poucas pessoas sabem é que a data 8 de março para o dia das mulheres surgiu em homenagem a diversas mulheres, incluindo às operárias vítimas de um incêndio em uma fábrica têxtil dos Estados Unidos em 1911. Essas operárias lutavam por condições dignas de trabalho, mas a luta pela conquista de direitos das mulheres e pela igualdade de gênero não se limita apenas a isso e vem sendo um grande movimento.

O dia internacional das mulheres é uma data comemorativa que foi oficializada pela Organização das Nações Unidas na década de 70. É uma data que simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens. Inicialmente, a data remetia às reivindicações contra a desigualdade salarial, mas atualmente a luta das mulheres não se restringe a isso, e também luta contra o machismo e a violência muitos comuns contra mulheres apenas por serem mulheres.

Os direitos das mulheres foram conquistados através de manifestações, greves, comitês e organizações que uniram-se para denunciar o desrespeito contra as mulheres e seus direitos. É uma tentativa de ressignificar socialmente o papel da mulher e o espaço que ocupa na sociedade.

Feminismo

O feminismo é um movimento social e político, que visa mudar o modo como as pessoas veem os direitos masculinos e femininos (majoritariamente femininos) e advogam por direitos igualitários. Uma pessoa que segue o movimento é chamada de feminista.

O movimento começou no século 18 com o Iluminismo. O grande gap entre os direitos de gênero foi dando origem a discussões sobre igualdade e as mulheres passaram a questionar a negligência para com os seus direitos.

Existem diversos tipos de feminismo, tais como:

  1. Feminismo liberal: originado no Iluminismo, dava ênfase no poder do indivíduo para lutar por seus direitos.
  2. Feminismo socialista ou marxista: acreditam que as mudanças ocorrerão após a revolução e reconhecem que homens são partes necessárias para que o movimento promova mudanças.
  3. Feminismo radical: movimento criado para incentivar mulheres a ocuparem cargos políticos que antes eram ocupados apenas por homens.
  4. Feminismo evangélico ou cristão: desenvolvido a partir de movimentos religiosos, para proteger reformas espirituais.
  5. Feminismo igualitário: tem foco nas similaridades entre os sexos, encorajando mulheres a ampliarem seus horizontes para fora de seus lares e exercerem a igualdade em todas as áreas de sua vida.
  6. Novo feminismo: movimento que tem foco nas diferenças entre homens e mulheres e como essas se complementam. Reconhece as diferentes capacidades e papéis dados tanto a homens, quanto mulheres e advoga pela igualdade de como homens e mulheres são tratados na sociedade.
  7. Pensamento feminista global: é um movimento pelos direitos da mulher num âmbito global. Visa o modo como as mulheres são impactadas pelas suas comunidades em todo o mundo e quais os problemas em comum com que elas lidam no dia a dia.
  8. Anti-feminismo: alguns movimentos que criticam o movimento feminista por promoverem conflitos especialmente em detrimento da imagem do homem.

Ao longo da história, grupos feministas tentaram instituir um dia em homenagem às mulheres. A data tomou forma a partir do crescimento do movimento feminista através de diversos acontecimentos trágicos e lutas.

É através das ações dos movimentos feministas que as mulheres foram adquirindo, aos poucos, conquistas para se manifestar em sociedade como um ser de direitos reconhecidos. O feminismo se torna cada dia mais importante, pois é o reflexo das lutas diárias de mulheres, sendo o meio que têm para reivindicar o que lhes é negado.

Conquistas

No Brasil, a Conferência do Conselho Feminino da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1919 aprovou uma resolução de salário igual para homens e mulheres, o que funciona apenas na teoria, já que a diferença salarial entre os gêneros chega até 53%.

Em 1934 o voto feminino foi regulamentado no Brasil para mulheres de todas as rendas, origens ou estados civis, sem necessitar da permissão de um marido para aprovar sua participação na vida pública.

Outra grande conquista para as mulheres foi a pílula anticoncepcional, que chega ao Brasil em 1962, dando à mulher a decisão se quer ou não ter filhos, e se for o caso, definir a quantidade.

Em 1977 temos a criação da Lei do Divórcio e inicia-se a discussão sobre a separação. A mulher finalmente é reconhecida como não sendo mais parte ou propriedade de seu marido e passa a se movimentar como um ser em sociedade.

Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha foi criada em 2006 para criminalizar atos de violência contra a mulher de qualquer natureza, e ajudar mulheres a fazer justiça contra seus agressores. Maria da Penha, a mulher que dá nome à lei, precisou sofrer 20 anos de tentativas de homicídio para que prendessem seu marido.

Crimes contra as mulheres ainda existem em altos índices, inclusive com aumento durante a pandemia. O feminicídio é criminalizado desde 2015 no Brasil, país que tem a quinta maior taxa de feminicídios do mundo segundo a Organização Mundial da Saúde.

Sororidade

O conceito de sororidade foi incluído pelo dicionário da Real Academia Espanhola em 2018. Um conceito teoricamente recente definido pela “amizade ou afeto entre mulheres, relação entre as mulheres na luta por seu empoderamento”. A inclusão da palavra no dicionário mostra o poder e a força dos movimentos feministas até a atualidade.

Atualmente o dia internacional da mulher é marcada por atos que relembram mulheres que foram vítimas da violência e pela cobrança do fim da desigualdade entre homens e mulheres, além de abordar questões como a descriminalização do aborto, feminicídio, assédio sexual e diferenças salariais.

Lutar pelos direitos das minorias, como as mulheres, é fundamental para preservar sua saúde biopsicossocial. A partir do entendimento da luta das mulheres para exercerem sua cidadania com resiliência, pode-se endereçar diversos traumas, situações psicologicamente desafiadoras e até mesmo a sobrevivência de violências.

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Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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