Demência: você sabe o que significa?

25/08/2021 às 23:42 Hipnose

Demência: você sabe o que significa?

Na correria do dia a dia, é comum esquecermos alguma coisa ou a palavra que íamos dizer. Mas quando será que estes esquecimentos tomam forma danosa? Veja só!

O que é demência?

A demência é uma síndrome clínica de deterioração das funções corticais superiores, incluindo memória, pensamento, orientação, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem, linguagem e julgamento ou discernimento. Ela é severa o suficiente para interferir nas funções sociais e ocupacionais do indivíduo. A “deterioração” implica a redução de habilidades previamente conhecidas e estabelecidas.

Na fase inicial, a doença pode passar de forma despercebida. Ocorrem lapsos de memória, que muitas pessoas conseguem compensar ou disfarçar por meio de estratégias como o uso de agendas ou outras formas de auxílio à memória. No entanto, a pessoa passa a ter dificuldades progressivas para tomar decisões e fazer planos, ficando cada vez mais lenta ao falar e compreender, perdendo progressivamente a capacidade de manter a atenção, ter iniciativas e fazer cálculos. Dessa forma, o indivíduo passa a evitar a interação social, e situações de pânico causadas por lapsos de memória podem ocorrer, pois a pessoa fica subitamente desorientada.

O diagnóstico da demência é feito com base nas características do processo demencial, que evolui em degraus, com distribuição das alterações cognitivas de forma desigual, sintomas e sinais neurológicos focais e evidências de doença neurológica pelo exame físico, anamnese e exames de imagem cerebral.

Causas da demência

A demência tem causas primárias e secundárias. Dentre as causas primárias temos as doenças de Alzheimer, Pick, Huntington, Parkinson, paralisia supranuclear progressiva, degeneração espino-cerebelar, calcificação idiopática dos gânglios da base, degeneração estriatonigral, xantomatose cérebro-espinhosa, leucodistrofia metacromática e outras.

Já nas causas secundárias temos os acidentes vasculares cerebrais, traumatismos, condições intracranianas, distúrbios endócrinos e metabólicos, estados de deficiência de vitamina B12, vitamina B6 e ácido fólico, infecções, intoxicações e desordens psiquiátricas como esquizofrenia, mania e alcoolismo.

Alguns pesquisadores afirmam que o comprometimento vascular-cerebral é a segunda maior causa de demência, ocorrendo em cerca de 30% das pessoas afetadas.

Fases da demência

A literatura traz uma divisão de três fases do processo demencial, dentre elas:

  1. Estágio inicial: estão presentes anomia, pobreza de vocabulário, dificuldade de aprendizado e memória, dificuldade construcional, julgamento ou discernimento empobrecido, embora as funções motoras e sensoriais continuem normais.
  2. Estágio intermediário: ocorre a contínua redução de todas as funções intelectuais, afasia com erros parafásicos (substituição incorreta ou sem sentido), compreensão pobre, memória recente e remota bastante reduzida, capacidade de cálculo e cópia prejudicados. Sintomas depressivos são comuns, com agitação e perambulação. Funções motora e sensorial se mantêm intactas.
  3. Estágio final: perda total das habilidades cognitivas, ocorrendo o mutismo, polilalia (repetição) e ecolalia, além da incontinência fecal e urinária. Os membros se tornam rígidos, flexionados e pode ocorrer mioclonia.

Tipos de demência

A demência é um conjunto de quadros caracterizados como síndromes demenciais, onde ocorrem o déficit progressivo na função cognitiva, com ênfase na perda de memória e interferência nas atividades sociais e ocupacionais. Dentre os tipos de demência, podemos listar:

  • Doença de Alzheimer: corresponde a cerca de 60% de todas as demências, se tornando a principal causa de demência.
  • Demência vascular: as demências devido a doenças cerebrovasculares correspondem à segunda maior causa de demência.
  • Demência mista: é a ocorrência simultânea de Doença de Alzheimer e Demência Vascular.
  • Demência por corpúsculos de Lewy: acomete cerca de 20% dos pacientes com demência, com declínio cognitivo flutuante, alucinações visuais e sintomas extrapiramidais.
  • Demência frontotemporal: marcada pela disfunção dos lobos frontais e temporais, geralmente associada à atrofia dessas estruturas e corresponde a cerca de 10 a 15% dos casos de demência degenerativa.
  • Dentre outras como Doença de Huntington, Doença de Creutzfeldt-Jakob e demências reversíveis raras.

Tratamento das demências

Quando o processo demencial é secundário, busca-se o tratamento da doença de início, assim como o acompanhamento, a avaliação da melhora e a evolução do caso. Quando a causa não é tratável, investe-se no acompanhamento das doenças concomitantes, como hipertensão arterial, diabetes, disfunção tireoidiana e outras, na tentativa de retardar o processo demencial. O tratamento deve ocorrer com uma equipe multiprofissional que promova o engajamento do paciente em seu tratamento, sua resiliência ao buscar qualidade de vida e sua motivação para continuar mesmo quando os sintomas são difíceis.

Lado emocional da demência

A perda de informações recentes na memória, as dificuldades para socializar e manter as funções diárias básicas acaba levando a momentos de grande angústia e agitação, tanto para quem está desenvolvendo a doença, como para o cuidador. A depressão é comum em estágios intermediários e avançados da doença, pois como a pessoa ainda está lúcida, percebe seu estado mental se deteriorando. Isso causa muita tristeza, o que se manifesta em crescente isolamento e afastamento familiar.

O sofrimento da família em conjunto com o paciente, pois muitos pacientes eram bem ativos no passado e podem sentir a necessidade de caminhar e de realizar as tarefas por si próprio. A crescente dependência da família para os cuidados integrais pode sobrecarregar os cuidadores e levar ao adoecimento familiar.

Como prevenir as demências?

Dentre as estratégias de prevenção das demências, algumas recomendações podem ser dadas, tais como:

  • Manter a pressão arterial no máximo em 130 mm Hg a partir dos 40 anos de idade;
  • Incentivar o uso de aparelhos auditivos para reduzir a perda da audição;
  • Reduzir a exposição à poluição do ar e fumo de produtos de tabaco;
  • Prevenir lesões na cabeça;
  • Evitar o uso nocivo de álcool;
  • Proporcionar educação a respeito da prevenção das doenças neurodegenerativas;
  • Levar uma vida ativa mesmo após a meia idade;
  • Reduzir a obesidade e diabetes;
  • Regular o sono;
  • Praticar atividades cognitivas que exercitem a memória, as funções executivas e motoras.

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Referências:

SANTOS, C.S. et al. Fatores associados à demência em idosos. Ciênc. saúde coletiva. 2020;25(2).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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