Comparação nas redes sociais

26/08/2021 às 20:08 Hipnose

Comparação nas redes sociais

As redes sociais são um fenômeno mundial e cada vez mais pessoas têm acesso aos aparelhos eletrônicos que permitem essa conexão. E você, está ciente dos impactos das comparações nas redes sociais? Então vem dar uma olhada!

Redes sociais

O uso e a influência das redes sociais são um fenômeno relativamente recente e tem sido alvo de diversos estudos para compreender os efeitos da exposição em diferentes populações. Tais mídias reforçam o narcisismo e os padrões de beleza vigentes, além de terem significativo impacto sobre a imagem corporal.

Com a pandemia do coronavírus, uma quebra drástica na rotina de todos foi observada, e tem provocado uma série de efeitos, tais como a dificuldade para não procrastinar, o que tem feito com que muitas pessoas não cumpram suas atividades acadêmicas e laborais em tempo.

Antes da pandemia, as principais atividades praticadas por jovens das classes populares brasileiras eram navegar na internet, assistir TV e ouvir ou tocar música. Nesse estudo, além de 84,5% dos jovens usufruírem do seu tempo livre navegando na grande rede de computadores, cerca de 91% disseram que o principal motivo de utilizarem a internet era para se comunicar com amigos através do Facebook, Instagram, Twitter, email, e outros. Atualmente, as mídias sociais têm sido parte considerável do cotidiano da população brasileira.

Comparação nas redes sociais

Antes do sucesso das redes sociais, já éramos pressionados por modos de se comportar e como se vestir através da moda. No entanto, dentro do contexto das redes sociais, a comparação com outras pessoas tem aumentado significativamente. Todas aquelas imagens de corpos de outras pessoas, que procuram parecer perfeitas, sempre em locais exóticos, férias ou festas, podem estar afetando a saúde mental e a imagem corporal de diversos jovens. A comparação chega a extremos, com jovens buscando cirurgias plásticas para ficarem parecidos com suas selfies com filtro.

Imagem corporal

A imagem corporal pode ser definida como a imagem do corpo construída em nossa mente e os sentimentos, pensamentos e ações em relação ao corpo. Acredita-se que a internalização do padrão do corpo “ideal”, ou seja, a incorporação do valor ao ponto de modificar as atitudes e comportamentos pessoais, é um importante mediador da insatisfação corporal.

Assim, a imagem corporal é influenciada por diversos fatores, e três deles têm maior importância: os pais, os amigos e a mídia. Esta última, sinônimo de “meios de comunicação social”, é a mais pervasiva das influências.

Os meios de comunicação têm favorecido essa preocupação que os adolescentes têm com o corpo, com a estética e com os modelos corporais de outros países. Muitos indivíduos se comportam como se isso fosse uma regra que tem que ser seguida para ser aceito, conduzindo-os a fazer dietas excêntricas, consumir remédios e outras alternativas para se atingir o corpo perfeito.

Imagem corporal em adolescentes

As modificações ocorridas na adolescência, tanto biológica como emocional, podem ser difíceis de lidar, como, por exemplo, o aumento de gordura corporal nas meninas no período pré-menarca e a perda do corpo e do papel e identidade infantil. Os adolescentes, especialmente as meninas, tendem a apresentar preocupações com o peso corporal por desejarem um corpo magro e pelo receio de rejeição, constituindo um grupo mais vulnerável e com pouca resiliência às influências socioculturais e à mídia. Além disso, são importantes consumidores de tendências, entre elas, usam intensamente as mídias sociais como modo de comunicação e “informação”, e estas, por sua vez, parecem exercer importante influência sobre a insatisfação corporal.

Acredita-se que o tempo de tela em que há comparação social, como fotos de colegas exibindo corpos perfeitos, tem correlação com sintomas de depressão na adolescência.

Jovens adultos

Relatos de jovens adultos usuários de redes sociais, principalmente aquelas que valorizam a postagem de imagens, trazem que muitos vinculavam tais redes com sua autoestima, imagem e valor. Ao não receber o número de interações desejado, a pessoa passa a se questionar se fez algo de errado. É uma comparação constante que traz um mal estar, incômodo e afeta a qualidade de vida desses usuários.

Algoritmo

Além do fenômeno de comparação, outra hipótese é a de que algoritmos das redes (que permitem que conteúdos semelhantes aos já acessados sejam entregues aos usuários) podem reforçar quadros depressivos. Se o usuário pesquisa “magreza” ou “depressão”, mais conteúdos relacionados ao tema são oferecidos. Assim, cada vez mais são estimulados a se comportarem e parecerem de uma forma padronizada.

Predisposições

Indivíduos com familiares desestruturados, histórico e baixa autoestima tendem a ter mais predisposição para o uso nocivo das redes sociais. O cérebro de algumas pessoas pode entender que estamos sempre muito atrás das pessoas com quem nos comparamos, afetando a autoestima e a autoimagem.

Lidando com a comparação nas redes sociais

Algumas medidas podem ser utilizadas para não se deixar levar pela comparação nas redes sociais. O tempo de tela é importante para não se sobrepor às interações interpessoais com a família e amigos, e até mesmo atividades físicas e a regulação do sono.

É preciso observar sinais que podem indicar depressão, mesmo em crianças. Com a mudança brusca de humor durante a pandemia, é possível que cada vez mais jovens fiquem vulneráveis às pressões sociais recebidas pelas redes.

Quando o sofrimento é identificado, é hora de buscar ajuda profissional, além de ser recomendado deixar de seguir alguns perfis considerados nocivos, ou mesmo se afastar das plataformas por um tempo.

É preciso repensar a forma como nos relacionamos com a internet, uma ferramenta de grande alcance.

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Referências:

BRITO, A.A. et al. Redes sociais, suas implicações sobre a imagem corporal de estudantes adolescentes e o contexto da pandemia do coronavírus (covid-19). 2020;5(2).

LIRA, A.G. et al. Uso de redes sociais, influência da mídia e insatisfação com a imagem corporal de adolescentes brasileiras. J. bras. psiquiatr. 2017;66(3).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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