Brasil e o mapa da fome: entenda a situação

14/11/2021 às 18:45 Hipnose

Brasil e o mapa da fome: entenda a situação

A situação da insegurança alimentar tem aumentado no Brasil. Você já está a par desta importante situação? Vem dar uma olhada com a gente!

O que é o mapa da fome?

O Mapa da Fome é um levantamento realizado e publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação global de carência alimentar. Um país entra nesse levantamento quando a subalimentação afeta 5% ou mais de sua população. Venezuela, México, Índia, Afeganistão e praticamente todas as nações africanas aparecem no mapa referente a 2019.

O que é a insegurança alimentar?

A insegurança alimentar é um termo utilizado para elucidar a situação de uma pessoa que não tem acesso regular e permanente de alimentos em quantidades e qualidade suficientes para a sobrevivência, uma violação de direitos que tem profundo impacto na qualidade de vida destes indivíduos, que não conseguem uma alimentação adequada e saudável, um direito de todo ser humano.

Além disso, a insegurança alimentar também diz respeito à variedade de alimentos que são consumidos, pois a pessoa pode ter acesso a alimentos, mas que não são nutritivos, o que ainda a deixa em condição de insegurança alimentar. O consumo de alimentos ultraprocessados desencadeiam a fome oculta, na qual a pessoa tem acesso a alimentos, mas apenas industrializados e sem os nutrientes necessários, em especial os micronutrientes, relatam nutricionistas.

O Brasil no mapa da fome

Inúmeras notícias relatam o atual patamar do Brasil de volta ao mapa da fome da Organização das Nações Unidas. Desde 2013 estávamos fora deste índice, mas retornamos aos níveis de insegurança alimentar dos anos 2000, onde cerca de 10% dos brasileiros não têm o que comer.

Mapa da fome e covid-19

O impacto da pandemia do coronavírus já pode ser sentido por inúmeros indivíduos ao redor do mundo. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), houve um agravamento dramático da fome mundial em 2020 e cerca de um décimo da população mundial enfrentaram a fome no ano passo, o que pode ter chegado a 811 milhões de pessoas.

As recessões durante o isolamento social provocaram diversos prejuízos no acesso aos alimentos, pois muitas pessoas ficaram desempregadas, enquanto os preços dos alimentos cresceram para além da possibilidade de compra dos trabalhadores.

Localização dos índices de insegurança alimentar

Cerca de 418 milhões de pessoas que enfrentam a fome vivem na Ásia, seguidos de 282 milhões na África e uma proporção menor de 60 milhões na América Latina e no Caribe.

A fome e as crianças

Estima-se que as crianças estejam pagando um preço mais alto pelas consequências da fome que assola o mundo. Mais de 149 milhões de crianças menores de 5 anos de idade sofrem com desnutrição crônica ou eram muito baixas para sua idade em 2020, mais de 45 milhões tinham desnutrição aguda ou eram muito magras para sua altura e quase 39 milhões estavam acima do peso.

A alimentação saudável permaneceu inacessível para três bilhões de adultos e crianças, em grande parte devido ao alto custo dos alimentos. Quase um terço das mulheres em idade reprodutiva sofrem de anemia. Assim, o mundo não está a caminho de atingir as metas de nenhum indicador de nutrição até 2030.

Gradação da vulnerabilidade alimentar

Segundo o Nexo Jornal (2021), um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem quatro graus de vulnerabilidade alimentar. Veja cada um deles abaixo:

  1. Segurança alimentar: quando a família/domicílio tem acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais
  2. Insegurança alimentar leve: um termo surgido na Europa após a Primeira Guerra Mundial, é a condição de quando há preocupação ou incerteza quanto o acesso aos alimentos no futuro ou a qualidade dos alimentos é comprometida para manter a quantidade de alimentos necessária para a família
  3. Insegurança alimentar moderada: quando há redução quantitativa de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre os adultos
  4. Insegurança alimentar grave: redução quantitativa de alimentos também entre as crianças, ou seja, ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre todos os moradores, incluindo as crianças. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no domicílio.

Objetivos da segurança alimentar

A segurança alimentar tem por objetivo assegurar que todos os indivíduos tenham alimentos básicos de qualidade, em quantidades satisfatórias de forma permanente e sem afetar o acesso a outras necessidades fundamentais com relação às práticas de alimentação saudável. Assim, procura promover uma vivência digna que promova o desenvolvimento absoluto e a resiliência do indivíduo. Busca-se tornar a fome algo extinto de forma definitiva, considerando os diversos fatores associados com o acesso do alimento pelas pessoas.

O que pode ser feito?

Conforme o relatório do Estado Alimentar e Nutricional do Mundo de 2020, é essencial transformar os sistemas alimentares para alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e colocar dietas saudáveis ao alcance de todos. Além disso, é preciso integrar políticas humanitárias, de desenvolvimento e consolidação da paz em áreas de conflito, a exemplo de medidas de proteção social para evitar que famílias vendam bens escassos em troca de alimentos. Aumentar a resiliência climática em todos os sistemas alimentares, e oferecer aos pequenos agricultores amplo acesso a seguro contra riscos climáticos, além de financiamento baseado em previsões precisam ser implementados.

Combater a pobreza e as desigualdades estruturais, fortalecer os ambientes alimentares que mudem o comportamento do consumidor para alimentos mais saudáveis, também são medidas necessárias.

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Referência:

PELLEGRINI, A. Qual o quadro de insegurança alimentar no Brasil da pandemia. Nexo Jornal. 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/04/13/Qual-o-quadro-de-inseguran%C3%A7a-alimentar-no-Brasil-da-pandemia


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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