Afinal, vacinas funcionam?

12/07/2021 às 20:14 Hipnose

Afinal, vacinas funcionam?

A pandemia do coronavírus trouxe para todos a discussão a respeito da importância da vacinação coletiva para a continuação da espécie e o bem estar de todos. Hoje em dia, a qualidade de vida está associada a estar vacinado. Mas você entende como as vacinas funcionam? Dá uma olhada!

O que são vacinas?

A vacina é uma preparação biológica que oferece imunidade adquirida ativa para uma doença em particular. Tipicamente, a vacina contém um agente que se assemelha a um microrganismo causador de doenças e muitas vezes é feita de formas enfraquecidas ou mortas de micróbio, das suas toxinas ou de uma das suas proteínas de superfície.

Esse agente composto na vacina estimula o sistema imunológico do corpo a reconhecê-lo como uma ameaça, destruí-lo e manter um registro seu (memória imunológica) para que se possa mais rapidamente reconhecê-lo no futuro e destruí-lo.

A vacinação é o método mais eficaz contra a prevenção de doenças infecciosas e permitiu a erradicação mundial da varíola e restringiu doenças como a poliomielite, sarampo e tétano em grande parte do mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as vacinas licenciadas atualmente previnem e controlam cerca de 25 infecções.

As vacinas podem ser feitas de microrganismos mortos ou inativos, ou substâncias purificadas derivadas dos mesmos. Representa uma estratégia para reduzir o risco de doenças enquanto induz uma resposta imune benéfica para o organismo vacinado.

Sistema imunológico

O sistema imunológico é constituído por barreiras físicas, células e moléculas. Sua função básica é responder contra substâncias estranhas que venham a penetrar no organismo humano, sendo capaz de reconhecer o que é estranho e o que é próprio. Combater agentes estranhos, eliminar células lesadas ou já envelhecidas, e destruição das células anormais ou mutantes que aparecem no organismo também são funções do sistema imunológico.

A imunidade pode ser inata ou específica. No caso da inata, o organismo saudável é capaz de destruir os agentes infecciosos a partir de uma predisposição genética. No caso da vacinação específica, é um meio de se adquirir imunidade ativa não contraindo a doença. Ela ocorre a partir do contato do sistema imunológico com a substância estranha ao organismo, o qual responde produzindo anticorpos e ativando as células do sistema imunológico. Quando o indivíduo é vacinado ou “imunizado”, seu organismo tem a possibilidade de prevenir a doença sem riscos da própria infecção. A partir da vacinação o sistema imunológico cria as memórias celulares para produzirem estes anticorpos sempre que necessário.

Como as vacinas funcionam?

As vacinas podem ser profiláticas, ou seja, para prevenir ou melhorar os efeitos de uma futura infecção, ou terapêuticas, por exemplo as vacinas contra câncer que estão sendo pesquisadas. Dentre os tipos de vacinas, elas podem ser:

  1. Inativada: vacina que contém microrganismos inativados, porém anteriormente virulentos, que foram destruídos por agentes químicos, calor, radiação ou antibióticos. Exemplos: vacina da gripe, cólera, peste bubônica, pólio, hepatite A e raiva.
  2. Atenuada: algumas vacinas possuem microrganismos vivos e atenuados, que foram cultivados sob condições que desativam suas propriedades virulentas ou que usam organismos relacionados mas menos perigosos, e embora a maioria das vacinas sejam virais, algumas são de natureza bacteriana. Exemplos: febre amarela, sarampo, catapora, caxumba, rubéola, tifo.
  3. Toxóide: são vacinas feitas com compostos tóxicos inativos que causam doenças, e não o microrganismo em si. Exemplo: veneno da cascavel utilizado para cães contra picadas de cobras.
  4. Subunidade: são vacinas que utilizam um fragmento do microrganismo para gerar uma resposta imune. Exemplo: hepatite B.
  5. Conjugada: as vacinas conjugadas utilizam revestimentos exteriores de proteínas, como as toxinas, para obter a resposta imune.
  6. Vacinas de DNA: técnica alternativa criada a partir do DNA do agente infeccioso, a inserção e expressão de um gene, tendo como alvo o reconhecimento do sistema imune.
  7. Heterotípica: são aquelas em que os patógenos são oriundos de outros animais, que não causam a doença ou que causam apenas sintomas leves que podem ser tratados. Exemplo: varíola bovina.

Eficácia das vacinas

As vacinas podem falhar porque o sistema imune não responde adequadamente ou não responde totalmente, envolve muitos fatores tais como comorbidades como a diabetes, o uso de esteroides sintéticos ou HIV. Fatores genéticos também podem alterar a eficácia da vacina. Outros fatores são a duração dos anticorpos para destruir o invasor e as diferentes cepas que podem ser desenvolvidas com a falta de imunização pela população. No entanto, até mesmo com imunidade parcial, tardia ou fraca, as vacinas podem mitigar as infecções, possuem baixas taxas de mortalidade, de morbidade e total recuperação. Veja os fatores que podem alterar a eficácia das vacinas:

  • O tipo da doença em si;
  • A cepa da vacina (algumas podem ser mais específicas ou eficazes para algumas cepas e não para outras);
  • Se o calendário de vacinação foi seguido e aplicado corretamente;
  • Resposta individual à vacina, interação com o organismo.

No Brasil, a última vez que a poliomielite foi diagnosticada foi em 1991 no Peru. A OMS declarou erradicada as Américas e da Europa a poliomielite. As vacinas têm contribuído para a erradicação da varíola, pólio, caxumba, febre tifóide, sarampo e catapora, que hoje são muito menos comuns do que há 100 anos atrás.

Efeitos colaterais

Existem alguns efeitos colaterais que podem ocorrer após a aplicação de algumas vacinas. Esses sintomas costumam ser leves e duram pouco. Uma vacina só é aprovada para uso quando seus efeitos colaterais graves são raros, e os leves são curtos. Alguns efeitos comuns são dor e vermelhidão no local de aplicação, mal estar, dor de cabeça e febre.

Efeitos adversos acometem cerca de 1% dos vacinados e incluem reações alérgicas. A possibilidade dos efeitos colaterais muitas vezes se associa à ansiedade pela vacinação, nem sempre tendo relação com esta.

Vacinas para COVID-19

Desde o início da pandemia do coronavírus, algumas vacinas foram rapidamente desenvolvidas em todo o mundo para tentar combater e conter o vírus. Até o momento, foram desenvolvidas as seguintes vacinas:

  • Pfizer e BioNTech: vacina americana e alemã, apresentou 90% de eficácia;
  • Moderna: vacina norte-americana, apresentou 94,5% de eficácia;
  • Instituto de Pesquisa Gamaleya: vacina russa, apresentou 91,6% de eficácia;
  • AstraZeneca: vacina inglesa, inicialmente apresentou eficácia de 70,4%;
  • Sinovac / Coronavac: vacina chinesa desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, demonstrou eficácia de 78%;
  • Johnson&Johnson: vacina norte-americana, apresentou eficácia entre 66 a 85%.

A vacina é a melhor forma de combater o coronavírus. Por isso, quando for a sua vez, vacine-se!

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Referências:

CREPE, C.A. Introduzindo a imunologia: vacinas. Secretaria da Educação. 2009.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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