Racismo: uma realidade brasileira?

16/05/2021 às 17:00 Coaching

Racismo: uma realidade brasileira?

Com tanta miscigenação de diversas raças e etnias, o Brasil é um dos países mais ricos culturalmente. Reconhecido por suas belezas naturais e recursos que parecem infinitos, muitos brasileiros desconhecem a realidade da pobreza em que milhões vivem hoje em dia, bem como os conflitos interraciais. Com a escravidão tendo acabado há muito tempo, será que ainda existe racismo hoje no Brasil?

Racismo

O Brasil foi o último país a abolir a escravidão, no entanto, parece que suas marcas continuam até hoje na sociedade brasileira. O escravo era visto como uma peça, tratado como uma coisa que tem um proprietário. Era vendido, alugado, comprado e é considerado pelos donos de terras como uma ferramenta, ao lado de outros bens materiais. Era uma relação constante de violência tida como normal na época e que dá pistas para o racismo atual.

Definição

A palavra “racismo” significa uma teoria ou crença limitante que estabelece uma hierarquia entre raças. Durante muito tempo foi aceita a ideia de que havia raças superiores às outras, o que foi utilizado como justificativa para realizar atrocidade e usar o outro como ferramenta de trabalho, sem dar as condições mínimas para a dignidade dos trabalhadores.

O racismo é o ato de discriminar, isto é, de fazer distinção entre uma pessoa ou grupo, associando suas características físicas e étnicas a estigmas, estereótipos e preconceitos, o que resulta em um tratamento diferenciado, por exemplo, com a exclusão e segregação, opressão em diversos níveis.

Além disso, a discriminação étino-racial é toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem national ou ética, com o objetivo de anular ou restringir o reconhecimento, em igualdade de condições, dos direitos humanos e liderdades fundamentos, nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada.

O racismo no Brasil se torna mais evidente quando as elites intelectuais da época da abolição reagiram às desigualdades regionais cada vez mais crescentes que se espalharam pelo país.

Racismo estrutural

O racismo estrutural permeia todas as esferas da vida social, cultural, institucional, política, no mercado de trabalho e na formação educacional. É o resultado de, por muito tempo, ter suas bases assentadas no escravagismo, o que influenciou o pensamento racialista e não buscou integrar a população de ex-escravizados em seu sistema formal, deixando-os à marginalidade e os culpando pelas consequências nocivas desse abandono proposital. Segundo o IBGE, 56,10% da população brasileira se declara como preta ou parda.

O racismo é apenas um dos tipos de preconceitos, e é assim considerado por ser um pré-julgamento sobre outra pessoa devido às suas características físicas ou étnicas.

Indícios

Existem alguns indícios que demonstram que a relação social para com os negros, uma minoria social em muito perseguida, são: a misério material a que estão expostos e que frequentemente não tem como superar; a discriminação e humilhação a que os descentes de africanos, por exemplo, estão expostos diariamente; o acesso à saúde e educação precários, e pouco investimento na qualificação da mão de obra.

O racismo tem se perpetuado graças ao preconceito, à discriminação e a segregação raciais, e teve uma função dentro do desenvolvimento do capitalismo brasileiro, o qual está assentado em um sistema de desigualdades raciais, nem sempre da consciência dos senhores escravagistas.

O desemprego entre negros é 50% maior do que entre brancos; possuem menos estudo em relação aos brancos; a taxa de mortalidade infantil é 60% maior que da população branca, entre vários outros índicios sociais da existência do racismo hoje.

Racismo hoje

A escravidão não passou despercebida e deixou seus rastros na sociedade atual. Mesmo após a abolição, o negro é livre mas lhe são negadas condições dignas de vida, sendo estas práticas implícitas ou explícitas. Os índices de racismo pode ser identificados em pesquisas, podendo chegar a 97% dos entrevistados, por isso, dizemos que o Brasil possui um “racismo estrutural”, que está presente na mentalidade da população em geral, que foi crescendo aceitando a ideia de que o negro é um ser específico, diferenciado da maioria (que seria branca).

Muitas pessoas pensam que não há racismo no Brasil e procuram suavizar as atitudes e comportamentos racistas, mas a realidade é que o racismo está presente em nuances às vezes despercebidas, havendo uma falsa impressão de que há uma “democracia racial”, negando um racismo estrutural e institucional, mesmo com uma população 50,7% negra.

Preconceito

Apesar de haver opiniões de que negam ou amenizam a presença do preconceito e da discriminação racial no Brasil, as notícias escancaram a sua presença no dia a dia da vida social brasileira, através dos massacres constantes que tem ocorrido contra negros, até mesmo crianças.

O negro é associado, muitas vezes, à violência, ao crime, assaltos e práticas fora da Lei. Pouco se vê professores negros em cargos importantes da sociedade, empresários e médicos, por exemplo, o olhar social coloca o negro sempre sob suspeita, conferindo-lhe um tratamento diferenciado, por parte da justiça, se compararmos negros e brancos.

Caminhos

Alguns caminhos já foram pensados para uma maior inclusão social da população negra, como a lei que institui o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana no ensino de crianças, ensino este que é o foco para mudar os preconceitos ainda presentes no país. Educando crianças para uma nova mentalidade é que se pode integrar todas as raças à dignidade de sua presença na sociedade e reparar o dano causado pelos preconceitos, opiniões formadas antecipadamente, sem ponderar ou conhecer os fatos que foram construídos durante o processo de socialização a que estamos expostos ao longo da vida.

Reconhecimento

O mais importante é se informar para não agir com base dos pré-conceitos, ou seja, noções sociais que ditam que existem hierarquias entre raças, opiniões apenas assimiladas mas não refletidas. O primeiro passo é reconhecer que você tem pensamentos, sentimentos, orientações racistas, esclarecer-se sobre o assunto e passar a tomar atitudes diferentes no dia a dia, evitando suavizar os comportamentos racistas testemunhados ou vivenciados. Quem busca estar mais informado acerca do racismo, estará preparado para respeitar um grande número de pessoas, assim como gostaria de ser incluído e validado na sociedade.

E você, gostaria de saber como o Coaching pode te ajudar a superar essa e outras barreiras para conquistar seus objetivos? O coaching de vida pode te levar a lugares antes nunca imaginados!

O IBND oferece soluções personalizadas como nosso curso de coaching que podem contribuir para o seu sucesso profissional e pessoal. Em nossa instituição, cobramos um preço justo e priorizamos o seu aprendizado. Estamos te esperando!

Referências:

GUIMARÃES, A.S.A. Preconceito de cor e racismo no Brasil. Rev. Antropol. 2004;47(1).

NUNES, S.S. Racismo no Brasil: tentativas de disfarce de uma violência explícita. Psicol. USP. 2006;17(1).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


Gostou de nosso post? Compartilhe:


Todos os Direitos Reservados ®

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

OK