Quem foi Carl Jung?

03/10/2021 às 22:32 Hipnose

Quem foi Carl Jung?

Um dos pilares da psicanálise analítica, Jung foi um importante contribuidor para o desenvolvimento da Psicologia. Você conhece essa personalidade? Então vem dar uma olhada!

Quem foi Carl Jung?

Carl Gustav Jung foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço nascido em 26 de julho de 1875 em Zurique. Jung teve na natureza sua maior paixão, percebida por sua mãe desde o começo da juventude, onde cresceu enraizado em um profundo vínculo com os animais, as árvores, as montanhas, campinas e à água corrente, amor este que opôs a tradição cristã do mundo de seu pai. O contato com a natureza permaneceu durante toda sua vida, nas suas diferentes manifestações, o que foi substancial para a constituição de sua personalidade, suas concepções científicas e sua maneira de ver a vida como um todo. Através do sentimento de “parentesco com todas as coisas”, Jung encontrou na natureza fundamentos lógicos para explicar os fenômenos na psique humana e, consequentemente, de sua própria natureza interior que originam a realização e a qualidade de vida.

Conceitos propostos por Jung

Jung propôs importantes contribuições para a psicologia analítica tais como os conceitos de personalidade introvertida e extrovertida, os arquétipos, o complexo, a sincronicidade e o inconsciente coletivo. Seu trabalho tem sido amplamente influente na psiquiatria, psicologia, ciência da religião, literatura e outras áreas afins.

Veja cada um deles abaixo:

Dinâmica psíquica

Este conceito leva em consideração que nossa psique é parte da natureza e seu mistério é igualmente insondável, ou seja, não podemos definir a natureza da psique, mas podemos constatar o que atualmente entendemos por ela. Jung propunha que o funcionamento psíquico é instintivamente equivalente ao funcionamento dos sistemas naturais, assim, é uma natureza que não se deixa deturpar sem que isso resulte em adoecimento psíquico.

Inconsciente coletivo

O inconsciente coletivo se relaciona com o meio ambiente natural, ou seja, para Jung o fundo da psique é natureza e natureza é vida criadora. Assim, o inconsciente coletivo é uma estrutura psíquica que já vem com a criança desde o seu nascimento, repleta de conteúdos arcaicos próprios da natureza humana. Age como um órgão natural sujeito às mesmas leis que regem o meio ambiente e no qual se encontra projetado.

O inconsciente é como a própria natureza para o autor, sendo um sistema neutro e sem valores morais, carregando em si o potencial criador e destruidor do bem e do mal.

Arquétipos

Os arquétipos são fundamentos da psique consciente ocultos na profundidade da psique, sendo parte desta, e se tratam de conteúdos arcaicos herdados filogeneticamente de nossos ancestrais. São um reflexo das mesmas experiências, inúmeras vezes repetidas e vivenciadas por nossos antepassados desde as primeiras eras da evolução genética da espécie humana. Por isso, o arquétipo é equivalente ao instinto e reflete em todos os sentidos os padrões de comportamento da natureza humana.

Neurose

Para Jung, o excesso de animalidade deforma o homem cultural, e o excesso de cultura cria animais doentes. Quando o homem perde algumas de suas funções naturais, ou seja, quando se vê excluída a sua atividade consciente e intencional, ocorre um distúrbio geral ou neurotização. A neurose impulsiona o indivíduo para a personalidade total, o que inclui o reconhecimento e responsabilidade pela totalidade do ser, pelos bons e maus aspectos e pelas funções interiores. A neurose advém do conflito entre natureza e cultura, ocorrendo um estado de adoecimento quanto o indivíduo nega, reprime ou desconhece aspectos de sua própria natureza.

Instinto

Assim, quanto mais civilizado, consciente e complicado for o homem, menos ele será capaz de obedecer aos instintos. Algumas situações de vida e influências do meio ambiente se fazem sentir de maneira tão forte que abafam a voz da natureza interna. Essa separação da natureza instintiva leva o homem civilizado ao conflito inevitável entre consciência e inconsciente, entre espírito e natureza, que pode levar a negligenciar ou reprimir a natureza instintiva.

Persona

A persona é uma função natural destinada à adaptação social do indivíduo, também responsável pelo processo de alienação cultural e está ligada ao termo “personagem”. É por meio da persona que os seres humanos desempenham suas funções e papéis sociais dentro de seus grupos. Mas ao mesmo tempo em que a persona auxilia o homem a viver em sociedade, também pode representar um obstáculo para o processo de totalização do ser ou de sua verdadeira identidade, já que a persona tende a ocultar a real natureza do indivíduo para que ele seja aceito no meio em que se interrelacionam.

Individuação

O objetivo da individuação é a realização da personalidade originária, presente no germe embrionário, ou seja, é um processo natural que produz consciência do que seja a comunidade humana, que traz à consciência o inconsciente e une todos os homens. É uma espécie de “tornar-se um” consigo mesmo, e ao mesmo tempo com a humanidade toda.

Sombra

O ser humano desenvolveu-se a partir da moral ascética do cristianismo, o qual manifestou-se ao longo do tempo para livrar-se da sombra, expondo os indivíduos ao risco de se perturbar com o mais profundo de sua natureza animal. Para Jung, o mal habita a natureza humana independente da nossa vontade e este não pode ser evitado, sendo o lado oposto e inevitável do bem. O autor acredita que ao negar a imensidade do mal e do sofrimento estaremos negando nossa natureza em geral, desviando nossos olhares do aspecto cruel da criação. O mal deve ser reconhecido como tal e, para ele, não deve ser atribuída a pecabilidade do homem, pois até mesmo o mal possui função natural na psique humana.

Sincronicidade

O termo proposto por Jung, "sincronicidade", foi uma tentativa de encontrar formas de explicação racional para fenômenos que a ciência até então não tinha respostas, porém são significativos para o indivíduo que os experimenta. Jung construiu o conceito de sincronicidade a partir da leitura de um grande número de obras sobre alquimia e pensamento renascentista.

Assim, Jung contribuiu significativamente para o desenvolvimento dos aspectos naturais e espirituais do ser humano, diferenciando-se das obras de Freud. Suas contribuições visam o bem estar, a motivação e a resiliência dos indivíduos em sua totalidade.

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Referências:

FREITAS, L.V. Apresentação: dossiê Jung. Psicol. USP. 2005;16(3).

SIQUEIRA-BATISTA, R. Sobre Carl G. Jung. Rev. bras. educ. med. 2014;38(3).

VERGUEIRO, P.V. Jung, entrelinhas: reflexões sobre os fundamentos da teoria junguiana com base no estudo do tema individuação em Cartas. Psicol. teor. prat. 2008;10(1).


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 14 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 20 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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