Benefícios da vitamina D

19/08/2021 às 22:42 Hipnose

Benefícios da vitamina D

O corpo precisa da suplementação de algumas vitaminas que não são produzidas pelo próprio corpo, como é o caso da vitamina D. Você conhece os seus benefícios? Veja só!

O que é vitamina D?

A vitamina D, ou colecalciferol, é um hormônio esteroide, cuja principal função está na regulação da homeostase do cálcio (regulação do metabolismo ósseo), formação e reabsorção óssea, através da sua interação com as paratireoides, os rins e os intestinos.

A principal fonte de vitamina D se dá pela formação endógena dos tecidos cutâneos após a exposição à radiação ultravioleta. Uma fonte menos eficaz e alternativa de vitamina D é a dieta, responsável por apenas 20% das necessidades corporais, mas que tem um papel maior em idosos, pessoas institucionalizadas e habitantes de climas temperados.

De forma geral, a vitamina D atua no sistema imunológico e está associada a uma regulação multifacetada da imunidade adquirida. Estudos sugerem que a vitamina D e seus análogos previnem e podem ser utilizados no tratamento de doenças autoimunes.

As necessidades de vitamina D são de 600 UI/dia para pessoas de 1-70 anos e de 800 UI/dia para pessoas acima de 70 anos, o que resulta em níveis séricos acima de 20 ng/mL, desde que haja um nível mínimo de exposição ao sol.

Biodisponibilidade da vitamina D

Os níveis de vitamina D no organismo são influenciados por diversos fatores, como a obesidade, exposição solar, atividade física, estado nutricional, pigmentação da pele e medicações. Pacientes que sofreram cirurgia bariátrica e indivíduos com insuficiência renal crônica têm maior risco de apresentar deficiência de vitamina D. Negros necessitam de 3-5 vezes mais exposição ao sol que brancos para produzirem as mesmas quantidades de vitamina D. O uso de protetor solar de fator 30 diminui a produção de vitamina D em mais de 95%. Anticonvulsivantes e drogas antirretrovirais aceleram o catabolismo da vitamina D. Fontes endógenas de vitamina D duram duas vezes mais tempo no organismo que as exógenas.

Benefícios da vitamina D

Níveis equilibrados de vitamina D foram associados com a prevenção e melhoria de sintomas de doenças autoimunes como diabetes tipo I, esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide, além de uma recente associação com cânceres e até hipertensão arterial sistêmica. Dessa forma, sua deficiência pode ser considerada um risco universal e sua presença um reforçador para a resiliência do sistema imunológico.

Hipovitaminose D

A hipovitaminose D ou deficiência de vitamina D no organismo é observada em diferentes populações onde há a baixa exposição aos raios UVB. A estação do ano e fatores culturais sobre a exposição solar, são exemplos que podem afetar a síntese da vitamina. Dentre as principais causas de hipovitaminose D estão: síntese reduzida na pele, absorção reduzida, sequestro aumentado (devido à obesidade), catabolismo aumentado, amamentação, desordens hereditárias e desordens adquiridas.

Baixos níveis de vitamina D podem estar relacionados a outros fatores como diminuição da capacidade física, menor exposição ao sol, maior frequência de polimorfismos nos genes do RVD, efeito colateral de medicamentos, além de fatores nutricionais. Em países onde a exposição ao sol é considerada normal, o fator desencadeante desta hipovitaminose pode estar relacionado com o consumo diminuído na dieta. Já em países com alto grau de obesidade, ocorre uma diminuição da biodisponibilidade da vitamina D, também acarretando a sua hipovitaminose. Ainda, quanto maior a pigmentação da pele maior é a concentração de melanina, que atua como barreira para a radiação UVB, de onde provém grande parte da vitamina D.

Vitamina D e depressão

A depressão é uma das maiores causas de incapacidade crônica em todo o mundo, além de ser um importante fator de risco cardiovascular, aumentando o risco de doença arterial coronariana, bem como as taxas de morbimortalidade cardiovascular.

Simultaneamente à alta prevalência da depressão, observou-se uma redução na exposição à luz solar com o aumento da urbanização e com o uso de protetores solares, uma redução da exposição aos níveis séricos de vitamina D.

Receptores de vitamina D foram encontrados em áreas do cérebro envolvidas com a depressão, como o córtex pré-frontal, o hipotálamo e a substância negra. Portanto, esta vitamina é considerada um neurosteroide. Verificou-se também que a vitamina D aumenta a expressão de genes que codificam a tirosina hidroxilase, que é um precursor da dopamina e da norepinefrina, neurotransmissores envolvidos na depressão. Além disso, o calcitriol pode fornecer proteção significativa contra os efeitos da redução de neurotransmissores (dopamina e serotonina) em doses neurotóxicas de metanfetamina. Verificou-se que o calcitriol desempenha um papel importante nos neurônios em estudos in vitro e in vivo e tem a capacidade de regular fatores tróficos e proteger contra várias lesões.

Muitos estudos sugerem que distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia, alcoolismo e depressão, podem estar associados a baixos níveis séricos de vitamina D. Estudos recentes relatam que a deficiência de vitamina D pode estar associada a um aumento nas taxas de depressão de 8 a 14% e análises relatam uma redução significativa nos sintomas depressivos além de uma redução clinicamente significativa dos sintomas da depressão após a suplementação de vitamina D.

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Referências:

GALVÃO, L.O. et al. Considerações atuais sobre vitamina D. Brasília Médica. 2013;50(4).

KRATZ, D.B. et al. Deficiência de vitamina D (250H) e seu impacto na qualidade de vida: uma revisão de literatura. RBAC. 2018.

LICHTENSTEIN, A. et al. Vitamina D: ações extraósseas e uso racional. Rev. Assoc. Med. Bras. 2013;59(5).

MARQUES, C.D.L. et al. A importância dos níveis de vitamina D nas doenças autoimunes. Rev. Bras. Reumatol. 2010;50(1).

PORTO, C.M. et al. Contribuições da vitamina D no tratamento de sintomas depressivos e fatores de risco cardiovascular: protocolo de estudo para um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Trials. 2019;20(583).

 


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Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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