Depressão e religião se misturam?

25/10/2021 às 16:04 Hipnose

Depressão e religião se misturam?

Antes de debatermos o assunto explicitado no título do artigo, queremos te fazer um convite para um pequeno e rápido exercício que muito tem a ver com a depressão e religião que aqui falaremos;

Faça uma rápida pesquisa por “depressão” no YouTube e clique no primeiro vídeo que surgir na tela do seu dispositivo eletrônico. Leia alguns poucos comentários deixados por outros internautas. Tenho certeza que em meio a sua leitura você irá se deparar com frases como “Deus irá me curar”, “Graças a Deus me curei da depressão” e o mais famoso de todos, “depressão é falta de Deus”. Mas será mesmo?

Neste conteúdo do IBND (Instituto Brasileiro de Neurodesenvolvimento), não temos a intenção de desmerecer a crença religiosa de ninguém, apenas trazer um debate sobre depressão e religiosidade. Afinal, ambos os assuntos podem se interligar? Qual a sua opinião? 

Relação entre depressão e religião

A depressão é um transtorno mental caracterizado pela presença de tristeza, pessimismo, baixa auto-estima e ausência de vontade de fazer coisas que antes a pessoa gostava. E todas estas modificações, tanto a nível cognitivo quanto a nível físico podem variar de caso para caso. 

Mas afinal, o que religião tem a ver com a depressão?

Sabemos que, de forma geral, as religiões tentam nos dar um direcionamento para a nossa vida. Neste sentido, a religião pode surgir para o ser humano como uma maneira de obter um propósito de vida e, com isso, tornar a nossa jornada humana mais feliz, tornando-se um elemento terapêutico.

Por se basear numa ideia de comunidade, envolvendo o contato social, a religião é visto por muitos como um fator protetivo da depressão. Visto que este aspecto social é decisivo para o tratamento da doença mental. 

Mas não é só isso. A religião também supõe que existem hábitos que nos prejudicam e hábitos que podem nos ajudar. E dentro da comunidade religiosa, o individuo deve valorizar a moderação e buscar uma vida mais positiva constituída por hábitos “não-pecaminosos” que o ajudem a não desenvolver a depressão, bem como o ajudem a sair da depressão com mais facilidade. 

Contudo, a realidade não é a mesma para todos. 

Relatos de pessoas curadas pelo amor de Deus e que encontraram seu caminho para a felicidade na religião não faltam hoje em dia. E isto sem dúvidas comprova que a religião pode ser um grande aliada no processo de um tratamento. 

Contudo, é preciso muito cuidado para não generalizar. Nem sempre o que funciona para um indivíduo irá funcionar para outro. Como seres únicos com visões e crenças diferentes, não cabe afirmarmos que uma religião é a ponte de  cura de algum sofrimento mental, afinal, cada um de nós responderá de forma única.

De fato a religião pode ajudar você a se libertar da depressão, mas quando padecemos de algum sofrimento que prejudique nossa saúde mental, é sempre melhor contar com ferramentas médicas. 

Se você hoje pratica uma religião, continue praticando se isso fizer bem a você. Porém, não menospreza a importância de um atendimento especializado com psiquiatria e com psicólogo, além de ferramentas alternativas como hipnoterapia,  para que você consiga combinar todas as maneiras de sair deste sofrimento o mais rápido possível. 

Aprenda a conciliar!

Cada vez mais pesquisadores têm tentado avaliar o real benefício de praticar uma religião. E o que tem sido mostrado é que não existe uma religião específica que possa nos ajuda a entrar ou sair com mais facilidade de uma depressão. Todavia, ao entrar em contato com forças maiores do que nós, criamos uma espécie de blindagem a nosso entorno.

Neste contexto, podemos afirmar que: sim, depressão e religião se misturam — até certo ponto!

Não é interessante que você aposte todas as suas fichas em apenas um tipo de ajuda. Em todo o mundo você poderá encontrar religiões que promovem a cura em alguns instantes e eu peço que você tome cuidado com esta ideia de “cura milagrosa”. 

A ciência nos mostra que a religião ajuda, mas quando estamos lidando com um transtorno mental, é bom que você tenha todas as ferramentas à sua disposição, e isso deve incluir atendimento psiquiátrico e psicológico. 

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Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 12 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 18 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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