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Constelação familiar: Entenda o que são as ordens do amor

04/06/2020 às 21:47 Constelacao

Constelação familiar: Entenda o que são as ordens do amor

A forma como nos relacionamos e interagimos dentro do nosso grupo familiar pode gerar consequências negativas que impactarão diretamente na vida de nossos descendentes por gerações.

De acordo com a constelação familiar, para que esses problemas ou emaranhamentos sejam evitados, é imprescindível que as dinâmicas familiares sigam determinadas leis universais chamadas por Bert Hellinger de as Ordens do amor.

O que são as ordens do amor?

Se você nunca ouviu falar sobre as Ordens do Amor ou se não sabe do que se tratam, vamos explicar agora.

O filósofo, teólogo e psicólogo Bert Hellinger, criador das constelações familiares,  observou em seus estudos que existem 3 leis universais que regem as dinâmicas familiares: A lei da Hierarquia, a lei do equilibro e a lei do pertencimento.

Essas leis também são conhecidas como as Ordens do Amor. Esses princípios são a base de um curso de constelação familiar. Vamos entender um pouco mais sobre cada um deles a seguir.

A lei da Hierarquia – O mais velho precede o mais novo

De acordo com a lei da hierarquia, as relações familiares precisam se ater e seguir a ordem hierárquica. Os mais antigos vêm primeiro, por isso precisam ter prioridade sobre os mais novos.

Dentro desse entendimento de hierarquia, os pais vêm primeiro e são maiores que os filhos. Se os filhos se sentem ou se posicionam como maiores que seus pais, exercendo algum tipo de autoridade sobre eles, ocorre a quebra deste princípio, gerando desequilíbrio no sistema familiar.

É importante ressaltar que esses desequilíbrios são gerados pelos indivíduos na maioria das vezes de maneira inconsciente. Muitas vezes se tem uma boa intenção de ajudar ou de resolver alguma situação e, por falta de conhecimento dessas leis, as pessoas acabam tendo atitudes que invertem a ordem hierárquica.

Para ficar mais fácil de entender, vamos exemplificar. Filhos que, às vezes, excedem seu papel em oferecer ajuda e cuidados aos pais podem incorrer no erro de se sentirem maiores ou mais suficientes que seus pais. Essa percepção gera sentimentos, ações e uma quebra da hierarquia familiar.

Aqui é importante ressaltar que não há problema no fato de os filhos oferecem ajuda aos seus pais. O que não deve ocorrer é uma percepção de superioridade por parte dos filhos, tão pouco uma atitude de exigência dos pais em relação aos filhos.

Os filhos podem ajudar seus pais, desde que mantenham a consciência do respeito à hierarquia de seus pais. Os pais podem receber ajuda dos filhos, desde que estejam conscientes de que não devem cobrar ou exigir nada, pois eles (os pais) é que são os doadores por obrigação.

Lei do equilíbrio entre o dar e receber

Existe uma ordem natural no processo de dar e receber.

Você já presenciou algum relacionamento em que só uma das partes doa e outra apenas recebe?

Esse é o típico exemplo de comportamentos que geram desequilíbrio por estarem em contrariedade com a lei do equilíbrio entre o dar e receber.

Na relação entre pais e filhos, a ordem natural é os pais doarem aos filhos (amor, educação, orientação, sustento etc.) e os filhos receberem sem obrigação de retribuição.

Essa lei é um complemento da lei da hierarquia, pois os pais, que são os mais antigos e maiores que seus filhos, doam e os filhos, que são menores, se abrem para receber.

Em relacionamentos de casal, por exemplo, não há essa questão de hierarquia, porém deve ocorrer uma relação equilibrada e recíproca.

Em outras palavras, quando em um relacionamento de casal, uma parte só dá e a outra só recebe, acontece um desequilíbrio e a pessoa que muito recebeu pode manifestar 3 tipos de comportamentos:

  • Ser grato pelo que recebeu.
  • Voltar-se contra a pessoa que muito lhe deu, atacando ou menosprezando-a para fazê-la se sentir inferior.
  • Trair a pessoa que muito lhe deu ou abandonar a relação.

Lei do pertencimento

De acordo com a lei do pertencimento, todos têm direito de pertencer a um sistema familiar e não podem ser excluídos do mesmo. Ainda que a pessoa tenha cometido algum ato reprovável, nada justifica sua exclusão.

Quando por algum motivo, alguém é excluído do sistema familiar, os demais membros do sistema acabam sofrendo consequências ou reproduzindo os mesmos comportamentos reprováveis do excluído.

O sistema sempre busca de algum modo promover a inclusão daquele membro para que o equilíbrio familiar seja retomado.

Quando as leis ou Ordens do amor são respeitadas e norteiam os relacionamentos familiares, existe harmonia e todos os membros do sistema se beneficiam disso.

Uma ferramenta de autoconhecimento e transformação

Quando nos percebemos com problemas de relacionamento, bloqueios, traumas e diversas questões de fundo emocional que afetam nossa vida, é o momento em que muitos de nós buscamos entrar em contato com o autoconhecimento para descobrir como resolver e viver melhor.

A constelação familiar é uma excelente ferramenta para quem quer expandir seu conhecimento sobre si mesmo, melhorar sua percepção sobre o valor das relações familiares e desenvolver uma consciência mais coletiva, entendendo que suas escolhas influenciam diretamente na vida de seus descendentes.

A partir desse entendimento, ampliamos nossa percepção e descobrimos novas formas de lidar com os desafios da vida, melhorando assim nosso desempenho em todas as áreas.

Se você tem interesse em aprender mais sobre as constelações familiares, conheça a formação em Desenvolvimento de Recursos Sistêmicos do IBND. Dentro do curso, você poderá estudar de maneira mais profunda o método e compreender como aplicar esses princípios em sua vida prática. Fale com um de nossos consultores e entenda como participar da próxima turma.


Conheça mais:

Rodrigo Huback

Rodrigo Huback Head Trainer de Practitioner PNL, Master PNL, Método B2S e Hipnose Clínica

Mais de 10 anos dedicados ao desenvolvimento humano; Mais de 15 anos empreendendo em alta performance; Pedagogo; Master Trainer em PNL; Master Trainer em Coach; Membro Trainer de Excelência na NLPEA; Membro Trainer da ANLP; Trainer Comportamental; Hipnoterapeuta.


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